MEU NÉGOCIO, COMO ELE ESTÁ?

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MEU NÉGOCIO, COMO ELE ESTÁ?

Comparo os negócios com os nossos filhos: sempre achamos que são perfeitos, fabulosos, as melhores coisas do mundo, mas, infelizmente, nem sempre é assim. Precisamos estar atentos ao comportamento de nossos filhos, avaliando-os com olhar criterioso, fazendo as correções e orientando, para que, aí sim, tornem-se especiais como desejamos.

Bons pais não se fecham para as opiniões sobre os filhos, mesmo as negativas, mas sim as utilizam a seu favor, com critério e inteligência. Os empreendedores devem fazer o mesmo com seus negócios. Uma ferramenta que é essencial para o bom andamento para qualquer empreendimento é a reclamação, isso mesmo, a reclamação, pois, assim podemos medir a satisfação dos nossos clientes. Mas o problema é que o nosso cliente (e principalmente o brasileiro) não reclama, mas, também não volta e fala mal.

Faça um teste do cliente oculto (não somente um, mas vários em momentos diferentes e faça um questionário padrão para não ser pessoal e sim profissional), pois, o prato do patrão ou amigos do patrão sempre é melhor feito e melhor servido. Tenho uma máxima: “o nosso patrão é o cliente”, pois é ele quem paga as nossas contas. Ora, então vamos caprichar nos pratos dos clientes!

Mas vamos caminhando nesse tema. Se usarmos como referência aquela famosa frase “Em time que está ganhando não se mexe”, cairemos no erro, devemos mudar essa frase para “Em time que está ganhando mexe-se para continuar a ganhar”, pois, podemos perceber que o cliente está à procura incessante de mudanças e novidades, mas muitas vezes achamos que está tudo bem, que o cliente está satisfeito e blá, blá, blá. Lembrem-se, esse bla, blá, blá, não paga a nossa conta. Essa visão míope faz com que não consigamos enxergar a médio e longo prazo as possíveis consequências que essa não ação, ou melhor dizendo ”reação” possa ocasionar no nosso negócio.

Como poderíamos visualizar melhor o real cenário do nosso negócio?

Vejamos os itens iniciais a serem considerados:

Financeiro: Estou usando as ferramentas necessárias e as realmente importantes para cruzar os ganhos e gastos? Conheço as minhas reais necessidades financeiras ou o meu negócio somente “anda”?

Concorrência: Meus clientes continuam sendo habitués ou estão indo para o meu vizinho?

Produto: Meu produto é realmente bom? (Da chegada da matéria prima ao produto pronto para o cliente) Ele é sempre bom? (ou quando estou no momento menos favorável, faço o que muita gente faz, baixo a qualidade do meu produto para baixar o custo - ação essa sem comentário).

Serviço: Tenho um serviço competente com garçons vendedores ou o cliente tem que levantar a mão para conseguir alguma coisa? Qual interface estou criando entre a cozinha e o salão? (tema para uma próxima newsletter).

Essas questões são somente a ponta do iceberg, servindo como um pequeno inicial, para enxergar o que algumas vezes está claro, tangível a nossa frente, mas fingimos não ver. Digo isso, pois muitas vezes o dono do estabelecimento é o problema (desculpe alguns por isso), mas é fato.

Comentava com um cliente esses dias que precisamos tomar o remédio antes que a doença tome uma proporção em que não se consiga mais curá-la. Adote uma ação proativa, faça essas questões em seu empreendimento, responda com total sinceridade, mas, se não for possível, procure ajuda profissional para tal. Lembre-se também que antes de efetuar ações que visem crescimento, tenha a certeza que todos os processos, ou pelo menos os mais importantes, estão eficientes e conhecidos. O problema não é perder dinheiro, mas sim, perder sem saber onde está o ralo e quanto mais crescemos, maior fica o buraco...

Parece uma ladainha esse assunto, mas estamos num momento em que o profissionalismo é exigido pelo mercado, devemos tomar cuidado com um histórico de um passado vegetativo que não tem nenhum valor nos dias de hoje. É bom ter em mente que a exigência dos nossos clientes e a dificuldade em ganhar dinheiro andam juntas. Num futuro próximo (e porque não dizer agora) lidar com esses itens de forma eficiente será artigo de sobrevivência num mercado onde tudo parece fácil, mas que na verdade está longe de ser.

Uma boa reflexão para todos nós.

 

David Eleutério
Chef Professor David Eleuterio tem mais de 24 anos de experiência no ramo da alimentação fora do lar. Formado pelo Senac de Aguas de São Pedro em 1988, com licenciatura plena em Pedagogia e MBA em Gerenciamento de Projetos PMI.
Com passagem em redes de Hotéis, Restaurantes e Empresa de serviço de bordo. Especialista na área de criação, foi professor na área de gastronomia em diversas matérias nas Instituições FMU, Estacio de Sá e Senac.
Consultor Senior na divisão FoodServices na empresa Nestlé do Brasil.
Tem na sua carteira de clientes, grupos como Porcão, Viena, Gula Gula entre outros. Trabalhou junto ao Consorcio do Jogos Mundiais Militares, desenvolvendo a conceituação dos serviços de alimentos dentro das vilas militares.

Gastronomix - Inovação e Resultado em Consultoria Gastronômica.
Tel.: (21) 8895-6155 / (11) 9 5363-1457
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