Casa de Santo Amaro: azeite de qualidade de ponta a ponta

A Casa de Santo Amaro ganhou mais um prêmio para se juntar a sua já grande coleção. O prêmio de primeiro lugar em qualidade foi concedido no Concurso Mario Solinas durante o Summer Fancy Food Show em NY onde aconteceu o International Extra Virgin Oil Competition organizado pelo International Olive Council.


Foto do premio de 2015.

SOBRE A CASA DE SANTO AMARO

A História da Casa de Santo Amaro inicia-se em 1687 e permanece até hoje na oitava geração da família, sempre dedicada à agricultura. A fase inicial foi com grãos, mas no século XIX inicia-se a tradição com olivais e azeite.

Hoje a propriedade, que se encontra na aldeia de Suçâes, próximo a Mirandela, em Trás-os-Montes, conta com cerca de 26.000 oliveiras sendo uma boa parte delas centenárias. A propriedade alia a tradição do cultivo a modernas práticas de extração, produção e engarrafamento. O conhecimento adquirido pela família é estendido a muitos parceiros da região que usam desde as mudas até a infraestrutura.

A produção de azeite é realizada em todas as suas etapas na propriedade. Do cultivo até o lagar e o engarrafamento. Com isso a Casa de Santo Amaro pode garantir a qualidade dos produtos que entrega dentro do conceito FARM-TO-TABLE.

Estivemos em Mirandela, conversando com o nosso amigo Antonio Pavão, que juntamente com o irmão Francisco, administra a propriedade.

A conversa com Antonio foi longa porque a família tem muito a falar sobre o azeite. Cabe destacar, por exemplo, que os irmãos Pavão trabalham o azeite de ponta a ponta, das mudas ao engarrafamento.

Como a empresa tem um viveiro, os irmãos começam no azeite com o desenvolvimento e comercialização de mudas, distribuídas em todo Portugal. Antonio lembra que, com o viveiro, seu pai, já falecido, foi um dos responsáveis pela popularização da variedade cobrançosa em Portugal.

Como os irmãos possuem também um lagar e sistema de engarrafamento o ciclo do azeite é completado todo na propriedade.

Além de ter domínio completo do ciclo do azeite, Francisco, engenheiro agronomo, é um estudioso do azeite, com pós graduação no tema. Pelo conhecimento teórico e pela prática, Franciscom é um especialista muito requisitado para palestras e júri de concursos.

Além da dedicação e pesquisa, os irmãos têm como lema a qualidade acima de tudo. Em todas as fases. Das mudas á comercialização.

Além disso, a propriedade dos Pavão favorece a riqueza de alternativas para o estudo do azeite. A propriedade é grande (800 hectares), com muitos olivais dispersos, plantados em diversas épocas, com múltiplas variedades, em solos variados e alturas distintas (cerca de 165 hectares de olival).

Essas características multifacetadas, se por um lado trazem complexidade no manejo, trazem um riqueza de alternativas a cada ano para a composição de blends complexos ou monovarietais de excelência.

Segundo Antonio, a cada ano os diversos olivais produzem azeites distintos e um lote excelente extraído num dos olivais pode não se repetir em anos seguintes. Além disso, determinados olivais podem ser mais afetados por excesso de chuva, geadas ou queimadas.Esta riqueza de cultivo não passa desapercebida dos pesquisadores e as universidades da região fazem pesquisas na propriedade.

Claro que toda essa rica variedade, os olivais possuem um manejo trabalhoso. Esse manejo é acompanhado pelos irmãos com todo o rigor. Equipamentos de última geração fazem um trabalho continuo no olival, tratando do solo, dos nutrientes das plantas e das pragas. Um trabalho plenejado e monitorado por um engenheiro agronomo, o João.

A colheita, como não poderia deixar de ser, é também alvo das melhores práticas. O início da colheita, em meados de outubro, é cuidadosamente estudado para obter azeites intensos no sabor e complexo nos aromas. As demais fases são dimensionadas para completar toda a colheita antes das geadas, que podem ocorrer no final de novembro e dão origem a azeites mais suaves.

Segundo Antonio, a qualidade dos frutos não garante um bom azeite e o lagar é um ponto importantíssimo no ciclo. O moinho de pedra é uma opção dos irmãos. O restante dos equipamentos é de ultima geração.

Atualmente os irmãos estão fazendo uma nova rodada de investimentos, com a refrigeração do ambiente das cubas, que trará dois benefícios: O azeite poderá ser engarrafado mais cedo (decanta mais rápido) e se mantém com qualidade por mais tempo.

Após analisar a propriedade, a história e a infra-estrutura fica fácil entender por que os irmãos Pavão são tão respeitados e ganham tantos prêmios. Há todo um envolvimento com o mundo do azeite, muito trabalho, e acima de tudo, muita paixão e vontade de fazer tudo com qualidade.

Com tudo isso é assegurada a qualidade e com ela os premios. Em 2015 a Casa de Santo Amaro obteve o prêmio máximo do azeite: o premio Mario Solinas, do COI. E quase um dezena de outros premios relevantes.

Os irmãos Pavão possuem, portanto, um vasto domínio do azeite de qualidade. E dividem esse conhecimento com seus parceiros da região, seja nas mudas, no manejo ou na produção. Os irmãos são uma espécie de consultores para muitos produtores. Em 2015 quase duas dezenas de azeites premiados sairam do Lagar da Casa de Santo Amaro.

Os azeites da Casa de Santo Amaro são trazidos para o Brasil pela Companhia do azeite e estão à venda online e nas melhores casas do ramo, como a Cantinho do Azeite, de Brasilia.

Fotos Jorge Cordeiro

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