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Pesquisa revela que a busca por naturalidade impulsiona o consumo da bebida, com supermercados concentrando 78% das vendas e embalagens familiares liderando a preferência nacional
O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking mundial de produção de coco. Enquanto os três maiores produtores — Indonésia, Filipinas e Índia — concentram-se na extração para óleo de coco, a cadeia produtiva brasileira foca no coco verde para o consumo fresco e industrialização da bebida, transformando o País em um dos maiores polos mundiais desse segmento. Nos últimos anos, o avanço da busca por hábitos mais saudáveis tem impulsionado ainda mais a categoria, que vem ampliando sua presença na rotina dos consumidores.
Para entender a fundo o comportamento desse consumidor, a Tropical — casa de marcas detentora da Tial, do bem e Pley By Ney, além de distribuidora do Desinchá Pra Já — encomendou um estudo quantitativo à Mosaiclab. Realizada de forma online, a pesquisa mapeou o comportamento de consumidores das categorias de sucos prontos para beber, chás e água de coco, por meio de questionário estruturado. O levantamento contou com 800 consumidores das classes A, B e C, homens e mulheres entre 18 e 65 anos, gerando 1.752 respostas, uma vez que cada participante poderia avaliar mais de uma categoria de acordo com seus hábitos de consumo.
O perfil do consumo: refrescância e funcionalidade
Os dados revelam que a água de coco pronta para beber tem seu consumo fortemente ancorado em três pilares: refrescância, hidratação e lazer. A bebida é percebida pelo público como uma alternativa natural e funcional, embora ainda seja tratada como uma escolha ocasional.
O clima dita as regras para 49% dos entrevistados, que recorrem à bebida principalmente no calor. Os momentos de lazer motivam 37% dos consumidores, enquanto 36% buscam a água de coco para reposição após atividades físicas.
Quando o assunto é frequência, 26% do público afirma consumir a bebida de duas a três vezes por semana. O Rio de Janeiro lidera esse consumo recorrente (30%), seguido de perto por Belo Horizonte (27%) e São Paulo (25%).
“A água de coco reúne atributos que dialogam diretamente com as principais tendências de consumo observadas atualmente, como busca por ingredientes mais naturais, praticidade e bem-estar. O estudo reforça que a categoria já é muito bem percebida pelos consumidores e evidencia oportunidades para ampliar sua relevância no dia a dia, tornando o consumo cada vez mais recorrente”, afirma Bernardo Erse, diretor de Marketing da Tropical.
Oportunidades nas gôndolas
Para o varejo, o estudo traz insights valiosos sobre a jornada de compra. O canal tradicional domina o setor: 78% das vendas ocorrem em hipermercados e supermercados, seguidos por mercadinhos e lojas de bairro (35%), mostrando que a conveniência e o abastecimento doméstico andam lado a lado.
A preferência por embalagens maiores confirma a força do consumo em casa, com a versão de 1 litro sendo a favorita absoluta para 55% dos consumidores. Além disso, o apelo da saudabilidade dita a escolha do produto na prateleira: 74% dos compradores optam pela versão integral/pura, reforçando que a naturalidade é o principal gatilho de conversão para a categoria.
Os dados indicam ainda que a categoria encontra espaço para ampliar sua recorrência de consumo, especialmente ao reforçar atributos relacionados à hidratação cotidiana e praticidade. Há também oportunidades de expansão em canais de conveniência, cafeterias, padarias, academias, delivery e e-commerce, aproximando a categoria de ocasiões de consumo imediato e impulsionando sua frequência de consumo.
“O estudo mostra que a água de coco ocupa um território muito positivo na percepção dos consumidores, fortemente associado à naturalidade, refrescância e bem-estar. Esse cenário abre espaço para que a categoria amplie sua presença em momentos cotidianos e para que as marcas fortaleçam sua conexão com atributos cada vez mais valorizados no processo de escolha do consumidor”, afirma Elizabete Salmeirão, Diretora de Contas da Mosaiclab.