A demanda por trabalhadores temporários por parte do turismo nacional costuma crescer significativamente nessa época do ano. Historicamente, 72% da oferta anual de vagas temporárias no turismo brasileiro ocorrem no período do verão. Os setores hoteleiro e de alimentação fora do domicílio devem responder por mais de 84% das vagas a serem criadas.
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Para a atual estação, a expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) baseada em dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, é de que sejam criados, em todo país 35,5 mil postos de trabalho temporários entre novembro de 2014 e fevereiro de 2015, um aumento de 1,1% ante o mesmo período do ano passado.
A CNC aponta que apesar de eventuais efeitos positivos para o turismo interno decorrente da recente desvalorização cambial, o menor crescimento do emprego e da renda nos últimos doze meses reduziu o ritmo de expansão real do setor de serviços tipicamente turísticos, como os de alimentação e hospedagem. Ao final de 2014, esses segmentos apuravam um ganho real de receita de 1,7%, contra os +2,1% verificados em 2013.
Alimentação e hospedagem
O segmento de bares e restaurantes deverá responder por mais da metade (53,4% ou 18,9mil) das vagas a serem criadas. O ramo de hospedagem (hotéis, pousadas e similares), vai ofertar, no período que vai de novembro a fevereiro, a quase totalidade (99,3%) das suas vagas temporárias ao longo de cada período de doze meses.
Nesse verão, esse segmento deverá ofertar a mesma quantidade de vagas da temporada passada (10,9 mil ou 30,7% do total).
Outros setores
Finalmente, os serviços de transportes de passageiros, agências de viagens, operadoras de turismo,aluguéis de veículos, atividades culturais, recreativas e esportivas, deverão oferecer, juntos, 5,7 oportunidades de emprego (15,9% do total).
Remuneração
O salário médio de admissão no setor deverá chegar a R$1.150 ao final do ciclo de contratações, o que representaria um avanço real de 3,6% ante o salário médio pago pelo setor no mesmo período do ano passado (R$1.045).
Os segmentos do turismo que deverão oferecer as maiores remunerações deverão ser os de transportes (R$1.561), seguido pelos serviços culturais (R$1.395) e de hospedagem (R$1.065). Bares e restaurantes deverão ofertar salário médio de R$971.
Embora alimentação e hospedagem ofereçam os menores salários, a CNC destaca que eles representam uma excelente porta de entrada no setor, especialmente, para trabalhadores jovens, uma vez que o nível de qualificação exigido não é elevado.
Perfil do trabalhador do turismo
O levantamento realizado pela Divisão Econômica da CNC traça um perfil da mão de obra no setor de turismo segundo faixa etária e grau de instrução, lista os profissionais mais demandados pelo setor e demonstra como está a ocupação no turismo segundo as regiões geográficas.
A pesquisa demonstra que o turismo tem uma porcentagem maior de trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos (17,4%), em comparação com a média do mercado de trabalho (16,2%), e que os profissionais do setor têm se qualificado mais rapidamente que a média dos trabalhadores. O levantamento completo está anexado ao final deste texto. O documento mostra, inclusive, que apenas 7,3% dos trabalhadores no turismo possuem nível superior completo. Enquanto isso, aqueles que trabalham especificamente com transporte marítimo de cabotagem, transporte aéreo não regular de passageiros e transporte marítimo de longo curso, esta qualificação é atendida por 28% das pessoas ocupadas.