O SindRio e representantes do Polo Novo Rio Antigo (empresários de bares e restaurantes do Centro, como a Confeitaria Colombo, o Carioca da Gema e o Rio Scenarium, entre outros) se reuniram na última segunda-feira, 09, para debater a questão do “Carnaval particular” x “Carnaval público” na cidade.
O foco do encontro foi o grande fluxo de pessoas que curtem a folia nas ruas e que, até pela facilidade de acesso, acabam consumindo as bebidas dos ambulantes em vez de entrarem nos bares. Isso ocasiona perda de movimento e de faturamento nesses estabelecimentos, que pagam impostos e são constantemente sujeitos às fiscalizações da Anvisa.
Uma sugestão é que sejam criados corredores em meio aos blocos que possibilitem um acesso mais fácil aos bares e restaurantes, que acabam ficando escondidos no meio de tanta gente. Outro ponto é em relação aos banheiros públicos. Por mais que sejam instalados em vários pontos da cidade, eles acabam não sendo suficientes para atender ao grande fluxo de pessoas. Além disso, a manutenção dos banheiros é ruim e a limpeza não ocorre de maneira efetiva. Assim, muitos foliões utilizam os banheiros dos estabelecimentos como se fossem públicos. “A situação é preocupante. O que percebemos em relação aos ambulantes é um excesso de liberdade e omissão na fiscalização. A prefeitura precisa fazer alguma coisa. Nós, empresários, que seguimos todos os protocolos para manter nossos negócios, somos reféns do comércio de rua”, destaca Thiago Cesário Alvim, presidente do Polo Novo Rio Antigo e proprietário do Carioca da Gema.
Por ser um sindicato patronal que zela pela prosperidade do empresariado, o SindRio alerta a prefeitura para a necessidade de colocar tais questões em pauta, estudar novas estratégias e, no próximo Carnaval, criar soluções que tornem a convivência entre ambulantes e empresários mais harmoniosa, através de discussões organizadas antes do período carnavalesco. “Esses temas, há anos, surgem durante o Carnaval. A prefeitura deve ouvir os empresários, que têm experiência e criatividade, para estruturar melhor o comércio da cidade nesse período. A partir daí, deve haver um planejamento prévio para que as decisões sejam satisfatórias para ambos os lados”, aponta o presidente do SindRio, Pedro de Lamare. ?
Divulgação: FSB comunicações