Grupo Mendes faz acordo com hotéis Sheraton para Santos

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Por Marcelo Santos


Crise do pré-sal levou Armênio Mendes a remodelar Praiamar Corporate; empresário aposta em flats e hotelaria



A desaceleração da economia e a decepção com o impacto do pré-sal na Baixada Santista levaram o empresário Armênio Mendes a fazer uma quase completa remodelação do Praiamar Corporate. O empreendimento inicialmente previsto para abrigar salas comerciais em três torres de 30 andares agora contará com Hotel Sheraton e flats residenciais.


O Sheraton é uma das marcas hoteleiras mais fortes do mundo e Mendes prevê que esse hotel será o melhor de Santos. O empresário vai construir e equipar a torre de hotelaria, com o Sheraton administrando as instalações de hospedagem.


Mendes, que deu entrevista durante a viagem técnica do Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região (Ficon) em Lisboa, diz que se inspirou no formato do Hotel Plaza, que fica na Quinta Avenida com o Central Park em Nova Iorque.


O Ficon é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação, com realização da Una Marketing de Eventos.


O americano Donald Trump, afirma Mendes, quando comprou o Plaza, reduziu a área do hotel pela metade e instalou residenciais no restante. “O residencial do Plaza agora conta com os serviços do hotel”.


E é exatamente esse formato que Mendes pretende implantar no Sheraton santista. Quem adquirir ou alugar um flat do residencial que ocupará uma das três torres do Praiamar Corporate poderá utilizar os serviços do Hotel Sheraton, como lavanderia, arrumação e até um jantar. Isso não será incluído no condomínio –  custo será cobrado à parte.


Segundo Mendes, o projeto tem custo de R$200 milhões e previa 500 escritórios em 135 mil metros quadrados. A mudança fez o empresário solicitar alteração da incorporação junto à Prefeitura.


Mesmo com o mercado imobiliário patinando, ele já começou as obras com a intenção de inaugurar o empreendimento no final do próximo ano. Mendes diz que não será tão prejudicado pela fraqueza do mercado comprador porque antes da crise já pensava em vender apenas metade das salas para faturar com a locação do restante. “Mesmo que não houver venda, eu tocarei a obra”.


O empresário já está prospectando inquilinos. Entre eles está um grande grupo de análises clínicas. Mendes também quer levar uma academia com marca forte para as lojas dos primeiros andares.


A ideia original dele era instalar uma passarela sobre a rua ligando Praiamar Corporate ao Praiamar Shopping. Isso, porém, ainda não é permitido pela lei, mas Mendes diz que mantém as esperanças de construí-la. Para ele, a estrutura estimulará a instalação das empresas na torre comercial. “Haverá uma sinergia das salas comerciais com o shopping e o hotel”.

Mais investimentos


No mercado de hospitais: O empresário Armênio Mendes quer faturar com o lucrativo mercado de hospitais. Ele afirma que já entrou em negociação com pelo menos três grandes bandeiras do setor. Antes, Mendes terá que convencer o INSS a sair da agência atual da Aparecida, em Santos, para construir a torre do hospital. Ele alega que as atuais instalações do INSS, por serem horizontais, geram custo elevado ao governo.


Em Portugal:  Armênio Mendes, que é imigrante português, mantém muitos negócios em seu país de origem. Ele afirma que já construiu mais de mil imóveis em Portugal, em Coimbra e na região de alto padrão de Cascais. O empresário mata saudades de Portugal com uma casa em Ansião.


Ponta da Praia: Há pelo menos dois anos Armênio Mendes ensaia o lançamento do residencial Navegantes, com cinco torres de mais de 30 andares nos terrenos antes ocupados pelos clubes Regatas e Vasco da Gama na Ponta da Praia, em Santos. Serão 1.200 apartamentos de um a quatro quartos, com custo de construção de R$ 500 milhões. A meta anterior de Armênio era lançá-lo em dezembro último, mas ele preferiu adiar o investimento ao concluir que não haveria mercado para tantas unidades. “Trata-se de um grande sonho”. Mendes adiou o  lançamento para o próximo ano, apostando que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguirá retirar o País do atoleiro rapidamente.



Fonte:  A Tribuna