Cota de compras é mantida em US$ 300. Setor já se organiza para reivindicar valor maior

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O presidente da Embratur,  Vinicius Lummertz, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves,o diretor-geral brasileiro de Itaipu,
Jorge Samek, e o superintendente de Comunicação de Itaipu, Gilmar Piolla, reunidos na usina de Itaipu em Foz do Iguaçu


Cota de compras é mantida em US$ 300. Setor já se organiza para reivindicar valor maior


Decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (29)


O  valor  da  cota de US$ 300 para compras de mercadoria no exterior, por  via  terrestre,  com isenção do imposto de importação, foi mantido por mais  um  ano.  A  decisão  foi  publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira,  29. A portaria número 415, do Ministério da Fazenda, altera a entrada em vigor da cota de US$ 150, que deveria ter início já no próximo dia 1º, conforme previa a portaria MF 307.


Com  a  decisão, a redução da cota ocorrerá só em julho de 2016. Fica também  adiada pelo mesmo período a criação de free shoppings em cidades de fronteira.


O  Conselho  de  Desenvolvimento  Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz)  comemorou a decisão e diz que a manutenção da cota vai preservar os empregos existentes na fronteira ligados ao turismo de compras.


O Codefoz agradeceu o apoio incondicional da senadora Gleisi Hoffmann desde  o início da reivindicação, e também do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, que, há pouco mais de dez dias, em sua primeira visita a Foz do  Iguaçu, se comprometeu a defender e trabalhar dentro do governo federal pela manutenção da cota.


“Os  dois foram fundamentais e grandes aliados nesse processo”, disse Gilmar  Piolla, superintendente de Comunicação Social de Itaipu, presidente do Fundo Iguaçu e ainda secretário do Codefoz. O ministro do Turismo também disse  ser  favorável  ao aumento desta cota para US$ 500, como reivindicam empresários e representantes do setor turístico da região. O setor voltou a afirmar nesta segunda-feira que vai se organizar em torno do pleito.


Em encontro na Itaipu, durante almoço com o diretor-geral brasileiro, Jorge  Samek  e  com  Gilmar Piolla, na presença do presidente da Embratur, Vinicius  Lummertz,  e  gestores do turismo na região trinacional, Henrique Alves  telefonou  para  o  chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloizio Mercadante, para defender a manutenção da atual cota de US$ 300.


Para  Piolla,  o  aumento  da  cota  para  US$  500  poderia atrair à fronteira  até  1/4  dos  turistas  que  hoje viajam ao exterior para fazer compras,  principalmente  nos  Estados  Unidos.  “Essa medida dinamizaria o turismo  interno,  incrementando  os  voos  domésticos,  a ocupação da rede hoteleira,  a  gastronomia  e  o receptivo local. Seria um grande impulso à economia  regional,  pois  diferentemente  das  compras  no  exterior,  que provocaram  um déficit de US$ 25,6 bilhões nas contas externas do Brasil no ano  passado,  os  recursos  ficariam aqui na fronteira, gerando empregos e investimentos”, afirma.