Como em qualquer nicho especializado, os profissionais do vinho falam um idioma próprio. Aromas primários, secundários ou terciários, bouquet, retrogosto, mineralidade, e por aí vai. O vocabulário é totalmente justificado, desde que usado no grupo certo. Se a intenção é popularizar o vinho, como muitos defendem, é preciso dar um passo atrás e usar uma linguagem comum a todos.
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Vejam, por exemplo, a metodologia usada pelo Bright Cellars, um clube de vinhos norte-americano. Para sugerir os rótulos que enviará ao novo inscrito, o site aplica um questionário acessível e abrangente, que busca saber as preferências do associado em relação a chocolates, chás, drinks, sucos e situações em que costuma abrir suas garrafas. As respostas abastecem um algoritmo desenvolvido por alunos do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que faz as primeiras escolhas. Quando o usuário faz as avaliações desses vinhos, o sistema aprimora a seleção.
Se a coisa toda parece muito tecnológica (ou custosa), pense que antes de tudo está uma mudança de postura, mais simples, em relação ao vinho. E isso qualquer um pode promover, mesmo nós como consumidores.
Fonte: Enoblog Mauricio Roloff