Empresários chegam a ter prejuízo de R$ 50 Mil com obras mal planejadas

fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d

Para evitar perdas é primordial contratar profissionais que conheçam todos os processos da construção ou reforma do estabelecimento comercial


Quando o empresário Marcos Nunes, fundador de uma rede paulista especializada em hambúrgueres gourmet, decidiu mudar uma de suas lojas de endereço, ele não imaginava que perderia tanto dinheiro e tempo com a reforma do novo espaço. Prevista para ser entregue em três meses, a obra demorou o dobro de tempo para ser finalizada. “Cheguei a ter um prejuízo líquido de R$ 45 mil com o atraso. Além de ter deixado de faturar por três meses, tive que pagar os salários dos funcionários que não estavam trabalhando”, comenta.


A instalação elétrica foi um dos principais entraves para a evolução da reforma.  Por não ter investigado antecipadamente como funcionava a distribuição de energia no local, o empreiteiro demorou quatro meses para finalizar a instalação, que inicialmente ficaria pronta em 10 dias. “Foram vários itens que somados prejudicaram a abertura da loja”, comenta Nunes.


Outro empreendedor de São Paulo, que não quis se identificar, esperou oito meses para ver seu restaurante pronto, sendo que o prazo inicial dado pelo empreiteiro foi de quatro meses. Um equívoco na medição foi determinante para o atraso na entrega da obra, que ficou R$ 50 mil mais cara. “O arquiteto errou nas medidas do banheiro, o que impactou na acessibilidade do local. Era impossível passar um cadeirante no espaço deixado. Tive que refazer tudo”, explica.


Para evitar situações como essas, os especialistas alertam para os dois erros mais comuns cometidos por empresários: tocar a obra sem a ajuda de um profissional ou centralizar o trabalho nas mãos de alguém que tenha apenas parte do conhecimento necessário para executar o projeto por completo.


A dica, portanto, é se cercar de especialistas que irão enxergar todos os detalhes que compõem a construção ou a reforma do negócio, mas que, em geral, passam despercebidos por quem não entende do assunto. Além disso, as necessidades de adequação do imóvel variam conforme o segmento de atuação do estabelecimento – um restaurante, por exemplo, demandará ajustes diferentes dos exigidos por uma obra realizada em uma loja de roupas.


“É preciso pensar em tudo antes de iniciar o quebra-quebra, não basta apenas comparar os preços dos materiais que serão usados. A consulta aos órgãos regulatórios, a fim de saber se a reforma ou construção está dentro da lei, e identificar a capacidade de energia do imóvel são alguns dos levantamentos imprescindíveis para que se possa evitar uma dor de cabeça futura”, comenta Rogério Moraes, fundador da Kemp,  De acordo com o especialista, ao contratar uma empresa de gerenciamento, o empresário pode ter uma redução de 5% a 20% no custo total da obra. Já o tempo de construção pode ser 10% menor.


Cristiane de Paula, consultora especializada em franchising e varejo, alerta que as instalações elétricas e as normas técnicas vigentes são pontos cruciais em uma obra, que devem ser analisados com antecedência para não atrapalhar o andamento da construção. “Por isso, é de extrema importância a contratação de profissionais que poderão olhar com atenção para os assuntos mais críticos da construção”, comenta a especialista.


Na prática, a empresa ou os profissionais contratados para a reforma devem fazer um checklist com todas as etapas da obra e estipular um cronograma que contemple a responsabilidade de cada fornecedor – e, claro, cobrar para que todas as demandas sejam cumpridas. “É preciso reunir todas as empresas que vão participar do processo da reforma e fazer com que cada uma se comprometa com uma data para a entrega do serviço contratado”, comenta Mário Ponci, diretor executivo da Dom 48 – Franchising, empresa especializada em expansão de franquias.


Para o empreendedorMarcos Nunes restou uma grande lição para a próxima reforma. “Realizar uma obra agora só com o apoio de uma empresa que seja referência no mercado e que, sobretudo, forneça, em contrato, todas as informações necessárias para que a obra seja bem conduzida, com prazos de entrega e multas, para o caso de não cumprirem com o acordado”, conclui.


Divulgação:  Economídia