5 gráficos que farão você investir em enoturismo

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Por Marcelo Copello


Cada vez mais vinho é turismo e turismo é vinho. A indústria do enoturismo ou wine tourism já tem vida própria e já responde em média por cerca de 20% do faturamento das vinícolas (veja interessantes números abaixo).


NÚMEROS DO ENOTURISMO NO MUNDO
A Great Wine Capitals (GWC) é uma das mais importantes associações ligadas ao enoturismo e congrega sete das principais capitais vinícolas do mundo: Bordeaux (França), Florença (Toscana-Itália), Bilbao (Rioja-Espanha), Porto (Portugal), Mainz (Reno-Alemanha), São Francisco (Napa Valley-EUA), Cape Town (África do Sul) e Mendoza (Argentina).


Através de uma grande pesquisa com as vinícolas destas regiões a GWC tabula dados que mostram o quanto cresceu o enoturismo. Resumi aqui alguns dos dados mais interessantes:
– O percentual de receita com enoturismo das vinícolas entrevistadas corresponde a 19,45%. Este número é impressionante. Ou seja, cada vez menos o negócio das vinícolas é vender vinho e cada vez mais vender experiências. 



– Da receita gerada pelo enoturismo, qual a principal fonte? A resposta vencedora foi: “Degustações”, é claro, é a principal, mas novos nichos como casamentos e exposições de arte vêm crescendo bastante.



– Qual o canal mais importante de distribuição de seus vinhos?
Em 1o lugar, para 32% das empresas, a venda direta na própria vinícola é o canal mais importante.



 


Entre 2012 e 2015 aumento de jovens (com menos de 35) de 13% para 25%, e dos visitantes do sexo feminine, de 25% para 45%.



– O gasto médio de cada visitante é alto, mas varia muito de região para região. A Toscana lidera com US$ 201 dólares por pessoa. 



NOVOS SERVIÇOS
A cada dia novas atrações e serviços são oferecidos pela indústria do enoturismo, de forma a criar atratividade e se aproximar os enófilos da origem de seus vinhos prediletos.


Um destes novos serviços, que acaba de ser lançado, é o inovador site www.winetourismportugal.com. Nele você poderá não só agendar visitas guiadas às melhores vinícoals de Portugal, mas também hospedagens, jantares, degustações especiais exclusivas e uma série de atividades ligadas à sua bebida predileta, tudo isso com o apoio de uma equipe especialista em viagens de vinhos e de um enólogo on-line.


Não por acaso um serviço como este surge em Portugal, destino predileto dos brasileiros na Europa. Entre 2009 e 2013 Portugal recebeu 17% a mais de brasileiros e o valor médio gasto por pessoa têm aumentado cerca de 7% ao ano.


Marcelo Copello (mc@marcelocopello.com)