Por Juliana Gonçalves / Vou de Vinho
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A Vinícola Lidio Carraro é a oficial dos jogos olímpicos. Fui conferir a cerimônia de lançamento dos vinhos.
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Juliano Carraro, um dos proprietários da Lídio Carraro deu início à apresentação da Vinícola, seguidamente da Enóloga Monica Rossetti, que explicou a proposta de cada vinho. Ao todo serão nove vinhos que chegarão ao mercado, sendo que três vinhos representarão esportes de terra, três vinhos para esportes aquáticos e mais três para ar.
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Para olhos desatentos, os vinhos de entrada serão iguais aos da copa, de 2014, mas para a edição olímpica, os vinhos são monovarietais e a Enóloga justificou que essa decisão foi justamente para mostrar como cada casta se comporta no Terroir do Brasil. Há um Chardonnay, Pinot Noir rosé e Merlot. Todos de corpo leve, adequados ao clima brasileiro. O Chardonnay está com uma acidez um pouco pronunciada, o que o leva a ser um vinho para comidas que tenham relativa gordurosidade. Cada um deles custará ao consumidor final aproximadamente R$39,00.
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Em seguida, foi apresentado o vinho Coletânea, sem passagem por madeira, como todos os outros vinhos da Lidio Carraro, que segue a filosofia purista. O Coletânea é um corte de Tempranillo, Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Estas uvas foram vinificadas separadamente e tiveram tempos de fermentação/maceração diferentes, aproximadamente 20 dias. O vinho foi engarrafado em 2009!!!! Serão disponibilizadas 6750 garrafas deste vinho, safra 2008. Violáceo profundo,aroma de especiarias, fruta preta, grama molhada, terroso e tabaco. Taninos altos e acidez alta. Vinho com longevidade. Senti que a Tempranillo se destacou mais.
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O último vinho apresentado foi o Olímpia, um Tannat 2012. Não tenho outro adjetivo melhor para este vinho do que: LINDO. Violáceo profundo, muito concentrado. O vinho ficou maceração por 40 dias, onde buscou-se grande extração em virtude do perfeito grau de maturação das uvas. Foi engarrafado em 2014, portando são dois anos em garrafa. O vinho está jovem, nervoso, muita fruta preta como ameixa, especiaria como o alcaçuz, mentolado, com taninos altos e acidez alta, encorpado. Tem mais de 15% de graduação alcoólica, está jovem, nervoso. Deixou a minha boca ardendo. Longevo, final longo e persistente. Estarão disponíveis 2016 garrafas.
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Esses vinhos têm lançamento previsto para maio, mas seus preços ainda não fora divulgados.
O Coletânea e o Olímpia Tannat foram vinhos que me impressionaram muito, em conjunto com a transparente alegria e emoção da Enóloga Monica, transformadas em lágrimas durante a sua apresentação.
São vinhos fortes, intensos, que me levam a ter orgulho e reforçam a minha idéia de que o Brasil não está fadado ao estereótipo de apenas ter excelentes espumantes, sim nós temos. Porém, temos tintos de alta qualidade. Degustem estes vinhos, deixem cair por terra por pelo menos um momento o mito das barricas. Não tenho nada contra as barricas, ok? Recomendo que fechem seus olhos e sintam o que o Brasil é capaz de fazer. Eu só tenho a agradecer à esta grande Enóloga por sua força, coragem e trabalho. Parabéns Monica, parabéns Lidio Carraro.