Starwood, multinacional hoteleira dos EUA, vai explorar hotéis em Havana

fiogf49gjkf0d
fiogf49gjkf0d


É a primeira multinacional norte-americana a regressar à ilha desde a revolução de 1959.


Horas antes da chegada a Havana do Presidente Barack Obama, a cadeia de hotéis Starwood anunciou que já fechou negócio para explorar dois hotéis em Havana e aguarda autorização do Departamento do Tesouro para investir num terceiro. É a primeira multinacional norte-americana a regressar à ilha desde a revolução de 1959.


O grupo hoteleiro que detém, entre outros, os Meridien, Sheraton e Westin, pretende abrir dois hotéis até ao fim do ano: o Inglaterra, inaugurado em 1875 na baixa de Havana, vai integrar a Colecção de Luxo da multinacional com 83 quartos; o Quinta Avenida, no bairro de Miramar, vai reabrir sob a marca Sheraton, com 196 quartos.


“Tem sido óptimo estar na linha da frente da diplomacia”, disse o director da Starwood, Thomas B. Mangas. “Estamos muito orgulhosos de levar a nossa experiência a Cuba e de sermos os primeiros a mudar-nos.” Estes três negócios – o grupo já negociou com os cubanos a exploração de um terceiro hotel, o Santa Isabel, também no centro histórico – “são apenas o início”; a ideia “é chegar ao resto do país”.


A normalização de relações entre os dois países, anunciada por Obama e Raúl Castro no fim de 2014, não pôs fim ao embargo económico decretado por Washington em 1962 (que implica aprovação pelo Congresso). A alternativa encontrada pela Administração passa pela obtenção de licenças para cada negócio junto do Tesouro.


Empresas de diferentes sectores, das telecomunicações às transportadoras aéreas, estão em discussões com Havana ou pressionam actualmente as autoridades norte-americanas para conseguirem licenças e começaram a operar em Cuba. Na delegação que acompanha Obama também vão vários empresários, incluindo o patrão da Marriott International, concorrente da Starwood.


O turismo no país já aumentou bastante (17%) desde o degelo Washington-Havana, com cada mais norte-americanos autorizados a viajar para a ilha (oficialmente, o turismo ainda está banido). E dias antes da visita de Obama, Washington anunciou uma atenuação das restrições comerciais impostas a Cuba, bem como um alívio das regras sobre as viagens de cidadãos norte-americanos à ilha caribenha. Entre as medidas, está a autorização do uso do dólar de cidadãos e instituições cubanas em transacções externas.



Fonte:  Publico PT