Potenciais efeitos do consumo de leite sobre a prevenção de doenças crônicas II

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A sexta edição do especial sobre o leite comenta como diabetes e peso são influenciados pela bebida


Continuando no tema de prevenção à doenças crônicas, o conteúdo de hoje explica como o consumo de leite e derivados estão associados a diabetes e gerenciamento do peso corporal:


Diabetes Mellitus tipo 2
As proteínas presentes no soro do leite têm se mostrado capazes de promover um pequeno aumento da liberação de insulina pelas células pancreáticas, denominado “efeito insulinotrópico”. Esta modesta mudança da concentração de insulina no sangue contribui para a melhora da sensibilidade à insulina e melhora do controle glicêmico ao longo do dia, auxiliando no controle medicamentoso do diabetes mellitus tipo 2. Uma análise mostrou relação inversa entre o consumo de lácteos com o risco de diabetes do tipo 2, particularmente entre aqueles que consomem laticínios desnatados. Concluindo-se que as proteínas do soro do leite desempenhem papel protetor na melhora da sensibilidade à insulina.


Gerenciamento de peso
A relação entre o consumo de alimentos fonte de proteína, como o leite, e o gerenciamento do peso baseia-se na liberação de hormônios que estimulam a saciedade, no efeito térmico envolvido na digestão destes alimentos e na melhora da composição corporal. Estes três fatores que explicam a relação entre o consumo de proteínas e o gerenciamento de peso estão descritos a seguir:


1. PROTEÍNA E SACIEDADE: a ingestão de proteínas pode contribuir para o aumento da saciedade por meio da liberação de hormônios. Eles atuam na redução do apetite, e, consequentemente, na diminuição da ingestão alimentar, reduzindo o consumo calórico diário, podendo auxiliar no controle do peso corporal.


2. EFEITO TÉRMICO DA DIGESTÃO DE PROTEÍNAS: o efeito térmico dos alimentos representa de 5-10% do gasto energético total diário. As proteínas possuem mais efeito termogênico (20-35%) induzido pela alimentação quando comparadas aos carboidratos (5-15%) e as gorduras (0-5%). Assim, embora este efeito em gasto calórico pela digestão de proteínas seja modesto, o consumo de alimentos fonte neste nutriente pode contribuir para o gerenciamento de peso.


3. PROTEÍNAS E COMPOSIÇÃO CORPORAL: dietas com restrição calórica, comumente adotadas na perda de peso, apresentam risco maior para a perda de massa muscular. A ingestão de proteínas pode ter efeito protetor para a massa magra durante este processo.


Uma vez que os produtos lácteos são uma importante fonte de proteína da dieta, alguns estudos têm mostrado efeitos promissores entre o consumo de leite e derivados e seu efeito no gerenciamento do peso corporal. As vantagens bem conhecidas do cálcio e das proteínas presentes no leite, que contém aminoácidos de cadeia ramificada, contribuem para a manutenção da massa óssea e muscular, durante o processo de perda de peso.


Importante ressaltar que, em casos em que se faz necessário controle de peso corporal, recomenda-se optar pelo consumo de leite com teor reduzido de gorduras como o semidesnatado (0,6% a 2,9% de gorduras totais) ou desnatado (até 0,5% de gorduras totais).



Fonte:  Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição