A crise econômica agrava o setor hoteleiro e nos primeiros 4 meses deste ano, 2 hotéis encerram as atividades em Cuiabá e Região Metropolitana. Embora os empresários de diversos setores apostem no impeachment da presidente Dilma como solução para destravar a economia, os efeitos de uma nova gestão política não garantem resposta imediata ao setor.
Com o custo de operação elevado e nível de ocupação em torno de 40%, a previsão é que mais hotéis fechem as portas até o fim deste ano, tornando o cenário ainda mais assustador.O secretário-adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Luis Carlos Nigro, relata que está muito preocupado com a situação do setor hoteleiro em Mato Grosso, principalmente na Grande Cuiabá.
Empresário nesse segmento, ele conhece de perto a situação dos pares que se angustiam com o encerramento da atividade e a falta de perspectiva em relação ao futuro próximo. “O fechamento de hotéis já era uma situação prevista antes da Copa do Mundo de 2014, quando muitos empreendimentos passaram a ser construídos na Capital e região metropolitana”.
O secretário explica que a superoferta de leitos foi realçada com a queda na demanda e o encarecimento do custo de manutenção, principalmente pela majoração na conta de energia elétrica. Como tentativa de minimizar os efeitos da recessão, Nigro diz que em conjunto com a Secretaria de Turismo de Cuiabá, o Estado está desenvolvendo ações para em médio ou a curto prazos, reverter o baixo nível de ocupação dos hotéis.
A forma encontrada para dar um “up” no setor é a atração de eventos, entre eles, uma feira que será realizada este mês na Capital. “Além de promover o Estado, já que vamos contar com 60 veículos de comunicação de outros Estados e 7 internacionais, teremos a oportunidade de reunir 45 operadores de turismo de empresas com atuação nacional e internacional”, afirmou Luis Carlos Nigro.
Fonte: A Gazeta/FolhaMax