Expovinis 2016 – Menor e Melhor

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Por Didu Russo


O tamanho menor da Expovinis 2016 era evidente e até constrangedor à primeira vista do visitante desinformado. Digo do visitante desinformado, pois quem sabe do que passou a organização para colocar em pé o evento mais importante do vinho no Brasil este ano, consideraria imenso o pavilhão.


Eles enfrentaram de tudo, desde a saída do burocrata parceiro europeu que não fez sua parte, da crise econômica e política sem precedentes no Brasil que forçou a mudança de data e até de lamentável  boicote.



Pois para mim, que fui estudar filosofia por conta dessa frase acima frase do pensador chinês Lin Yutan,  (Pode ler novamente para entender direito…), acho que a Expovinis 2016 melhorou e muito.


O melhor da feira “secondo me” foram os Fóruns da Manhã. Eu aprendi com eles, foi gratificante, já falei aqui sobre isso outro dia, sobre o Painel dos Sommeliers,  Todos os painéis foram muito bem escolhidos, seja nos temas, seja nos participantes.




  • Fiquei surpreso ao saber do Cabral por exemplo, que o Pão de Açúcar vendeu 1.700 mil garrafas de vinho em maio, quando históricamente o melhor mês é sempre dezembro com cerca de 1.300 mil garrafas!!


  • Na palestra do Rodrigo Lanari, tivemos uma consultoria grátis, que embora genericamente, mostrou aspectos da construção de marca e como trabalhar diversos canais de venda coma a marca, que certamente muito empresário do mundo do vinho deveria dar atenção.


  • No painéls sobre modelo perfeito de adegas em restaurantes, foi também uma aula do Lamberto Percussi, sobre o mix ideal e como precificar os vinhos.


  • O dos Sommeliers já comentei acima, e abriu uma ferida que precisa ser tratada com seriedade.


  • No painel de e-commerce, o Rogério Salume deu inúmeras dicas, abriu seus números estupendos do seu Clube W, que hoje levou a Wine a ser a 3ª maior importadora de vinhos do Brasil. Imaginem que seu ticket médio é de R$ 176,00!!


  • O último Fórum com o Professor e Consultor Edney Souza, foi uma aula de uso das mídias sociais.

Ou seja, o crescimento da Expovinis no campo das discussões do Vinho, e dos problemas que afetam o Setor, cresceu (já não era sem tempo), e contribuiu muito para o Vinho. Quem não foi perdeu. Eu lamento muito não ter visto lá tantos profissionais e tantos produtores e importadores que certamente aprenderiam com o que foi discutido. Somos ainda muito imaturos e individualístas no trato dos negócios.


O evento bombou e quem foi saiu ganhando certamente.



O  Top Ten  foi sensacional e deu destaque a ótimos vinhos, muitos desconhecidos e inclusive com dois brasileiros abaixo de 50 Paus!!!  Aliás eu descobri excelentes vinhos nesta edição da Expovinis, Abaixo de 50 Paus .


Me surpreendi também com boas novidades como um delicioso Chianti de leveduras indígenas e sem passagem por madeira que custa Ex-Cellar € 3,00, (www.tenutatizzauli.it), um  português branco  de vinhas velhas e sem passagem por madeira que custa ao lojista R$ 28,00 e é uma delícia (www.adrimarimport.com.br), alguns estupendos vinhos eslovenos, um que foi Top Ten, o Gomila Single Vineyard Selection Sauvignon Blanc representado pela p&f Wineries, e o incrível Movia Luna 8 Natureba radical, do qual o Ramatis já havia me falado quando de sua viagem para lá.


Entre os brasileiros os destaques além dos Top Ten Gran Legado Brut Champenoise, o Sauvignon Blanc da Don Guerino e o delicioso e sincero Tannat  Agnus da Lidio Carraro, de vinhedos orgâmnicos e leveduras indígenas, estes dois últimos abaixo dos 50 Paus, ainda uma gratíssima surpresa, de um vinho produzido aqui em Sampa, no bairro da Penha! Falo do delicioso Merlot 2011 da Vinícola Lucano do físico Rocco Lenzi, as uvas vêm da Serra gaucha e o vinho é feito aqui e envelhecido em barricas usadas. Um espetáculo que custa R$ 26,00!!


Lamentei não ver stands tradicionais do Setor como Salton, Miolo, Aurora, Valduga. Acho errado a falata de apoio ao principal evento do Vinho justamente num momento tão difícil como este. Acho que eles perderam em oportunidade e em imagem. Não gosto nada de ver esse individualismo no Vinho. Só mostra a imaturidade profissional que vivemos.


Tenho vários vídeos a editar ainda e que irei postando, mas nesta manhã fria de sábado, relembrando a feira e a pré-história mercadológica que vive o Vinho no Brasil, não poderia deixar de comentar sobre a Expovinis 2016.


Para terminar, chamou a atenção de vários jornalistas, a presença de Christian Burgos da Revista Adega, afinal ele disse que a Expovinis teria acabado, aliás por mais de uma vez atacou o evento… mas ele estava lá alegre e bem à vontade usando o evento para relacionamento, uma das boas funções da Expovinis por sinal…


Fonte: Site do Didu Russo – http://goo.gl/sQEavS