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“Aqui, a pessoa pode ficar à vontade, sem se preocupar com o horário”, observa a proprietária do La Greppia Silvana Paradela
Se Nova York é a cidade que nunca dorme, BH é a que descansa tranquilamente. Com 2,3 milhões de habitantes, a “capital dos bares” tem poucos estabelecimentos que funcionam 24 horas.
É possível contar nos dedos de uma das mãos as casas que não fecham as portas: cinco. Resistentes, elas veem na madrugada potencial para engordar o caixa.
Há até pouco tempo, quem voltava da balada de madrugada (ou até mesmo no início da manhã) tinha muitas opções de bares e restaurantes para continuar a festa. Ícones da boemia, como o restaurante Paracone, no bairro Santa Efigênia, e o Bolão, no Santa Tereza, funcionavam full time para atender aos que não têm hora para voltar para casa. Padarias, supermercados e farmácias abertas também ficaram no passado.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Ricardo Rodrigues, a crise econômica, o alto custo para manter funcionários na madrugada e a falta de segurança fizeram com que estabelecimentos revissem a estratégia e encerrassem o expediente horas mais cedo. Mais quem vai contra a maré não se arrepende.
Tradição
Ponto de encontro de quem não quer que a noite acabe, o La Greppia, no centro da capital, funciona ininterruptamente há 20 anos. Cerca de 70% do faturamento do restaurante é resultado do que é vendido na madrugada. “Aqui é, literalmente, o ‘lugar diferente para depois da saideira’ que o Skank canta”, brinca a proprietária Silvana Paradela.
Embora a casa sirva pratos à la carte e possua opções de frios, o carro-chefe da madrugada é o bufê de massas, das 19h às 4h, a R$ 24,20 por pessoa.
Quando o sol começa a raiar, os sons de panela que vêm da cozinha indicam que a preparação do almoço começou. E é dele que vem a segunda fonte de receita do restaurante. A proprietária reconhece que os custos para manter o La Greppia aberto 24h são altos, mas garante que o retorno compensa.
Inaugurado há quase 40 anos, o Breik Breik é referência em lanches rápidos em BH. Das sete lojas, cinco funcionam full time. Conforme o gerente-geral da rede, Leandro Mol, filho do fundador, 80% da receita vem do público que passa no local após as festas. Ou seja, de madrugada.
Fonte: Hoje em dia – goo.gl/9sisZ3