Motel inaugura suíte inspirada na Lava-Jato


Por Ana Carolina Soares / Veja SP


Decorada com fotos de Eduardo Cunha e Lula, entre outros políticos, é uma “cela” luxuosa com banheira, sauna e objetos importados


Quem diria: ir para trás das grades da Lava-Jato virou fetiche para muitos casais. Em Brasília, uma suíte inspirada na operação da Polícia Federal tem sido a mais procurada entre os catorze points oferecidos pelo Altana Motel, em Sobradinho. “Temos pelo menos uma locação por dia”, diz a gerente, Célia Borges.



Grafite na entrada mostra políticos e presos com camisas 157, artigo que indica roubo no Código Penal
(Foto: Cristina Bertozzi/Divulgação)


Logo na entrada, um grafite com empresários presos revela a proposta da fantasia. Ao cruzar a porta, surge um painel com dezenas de reportagens, com fotos de alguns dos protagonistas: o juiz Sergio Moro, além de seus réus mais famosos, como os ex-deputados Eduardo Cunha e Delcídio do Amaral, além dos ex-presidentes Lula e Dilma.



Reportagens sobre a operação decoram a porta (Cristina Bertozzi/ Divulgação)


“Tivemos a preocupação de não fazer com que os frequentadores perdessem a inspiração ao avistar no lobby imagens de personalidades pouco sexy, como o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Por isso, ao cruzar a porta, o cenário vira um fetiche perfeito”, explica Cristina Bertozzi, a arquiteta responsável (ela, aliás, já criou mais de 350 suítes de motéis em Brasília e no Rio).



Poster da Torre Eiffel: para entrar no clima das viagens internacionais desses políticos (Cristina Bertozzi/ Divulgação)


O quarto de 22 metros quadrados é uma cela dos sonhos: tem banheira de hidromassagem, sauna, lustre de cristal, colchão de couro sintético importado e uma adega de vinhos. A reforma, iniciada em dezembro, custou 30 000 reais.


Bateu vontade de receber uma visita do japonês da Federal com um mandado em mãos do juiz Sergio Moro? O período de duas horas lá custa entre 130 e 157 reais; isso sem contar a ponte-aérea, São Paulo-Brasília ??



Cama forrada de couro sintético importado (Cristina Bertozzi/ Divulgação)


Fonte: Veja São Paulo – goo.gl/PRqNS1