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Por Caroline Putnoki
Desde o Império Romano, a cortiça é utilizada para cobrir e conservar alimentos, em especial, o vinho. Há trezentos anos, no entanto, a rolha de cortiça foi desenvolvida para selar as garrafas que começavam a ser utilizadas para acondicionar o vinho. Produto natural, feito a partir da casca do sobreiro, um tipo de carvalho abundante nos países ibéricos, a rolha de cortiça é o principal artefato usado para selar as garrafas de vinho. E, para sua obtenção, não é preciso cortar a árvore: basta apenas extrair a sua casca e esperar que ela cresça novamente, um processo que dura, em média, nove anos. A rolha de cortiça é, de fato, um elemento indissociável dessa bebida dos deuses.
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A maioria esmagadora dos consumidores dos principais mercados consumidores de vinho associa a rolha de cortiça com vinho de qualidade. Segundo a Tragon Corporation, nos Estados Unidos, tal fato se dá com 93% dos consumidores americanos. Na França, de acordo com a Opinion Way, 84% consideram que rolha de cortiça é sinônimo de qualidade. Na Itália, segundo a AstraRicerche, 85% dos apreciadores creem na cortiça como melhor vedante. Na China, pesquisa da CTR Market Research mostra que 84% dos consumidores preferem vinhos com rolha de cortiça, na Espanha, conforme a Iniciativa CORK, 92% preferem a rolha de cortiça. Uma pesquisa realizada no Brasil pela Conecta, em parceria com o Ibope, mostrou que 80% dos consumidores estariam dispostos a pagar mais por uma garrafa vedada com rolha de cortiça. Em média, 86% dos consumidores em todo o mundo preferem a rolha de cortiça.
Produtores de vinho explicam sua escolha pelo fechamento com cortiça. “Acreditamos que nossos Tawnies evoluem com o tempo em garrafa. Por isso, temos que assegurar as condições apropriadas para que envelheça corretamente, e, nesse processo, a rolha tem enorme importância”, diz Dirk van der Niepoort, um dos maiores produtores de vinho do Porto. Já o enólogo australiano David Baverstock, que assina os principais vinhos da Herdade do Esporão, fala da importância da rolha adequada a cada tipo de garrafa: “Cada marca do nosso portfólio tem um molde de garrafa diferente. Se a rolha for bem estudada, garante a vedação perfeita, o estágio perfeito e sua consequente evolução com a formação do tão apreciado bouquet”.
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Carole André, da Cheval Blanc, um dos ícones de Bordeaux, diz preferir a rolha de cortiça pela confiabilidade do produto e também por ter a certeza de que a cortiça, em contato com o vinho, vai ajudando este a melhorar com o passar do tempo. Carole dá três argumentos para a preferência pela cortiça: “Ela é natural, possui vitalidade e excelência”.
Vale lembrar: de cada dez garrafas de vinho no mundo, sete são seladas com rolha de cortiça. E várias vinícolas que haviam optado por outros vedantes, especialmente para seus “vinhos de entrada”, voltaram à cortiça. Com o advento da Helix, rolhas para garrafas com roscas internas, apenas para citar um exemplo, a californiana Constellation, uma das maiores vinícolas do mundo, adotou esse tipo de rolha para a sua nova linha, a Callie Collection. A rolha de cortiça tem sido, além de uma garantia de qualidade, um produto que agrega valor ao vinho. Um estudo da AC Nielsen nos Estados Unidos, maior mercado de vinhos do mundo, evidencia sua valorização. Um vinho selado com cortiça é vendido, em média, por 3,77 dólares a mais.
Produto multifuncional, a cortiça também tem forte participação em outras áreas de nossa vida, como na arquitetura e decoração (como isolante térmico ou sonoro), na moda (de sapatos a vestidos, passando por acessórios) e até na ciência (foguetes espaciais). Além de ser um produto altamente ecológico, sustentável, renovável e reaproveitável.
Portugal é líder mundial na produção de cortiça, responsável por 65% da cortiça comercializada no mundo, exportando para mais de 100 países, cujo valor corresponde a 2% das transações comerciais internacionais portuguesas. Qualitativamente, também Portugal é líder na produção de rolhas, sendo a preferida das principais vinícolas do mundo.
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Sobre a APCOR
A Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR) foi criada para representar e promover a Indústria de Cortiça Portuguesa e que nasceu em 1956, em Santa Maria de Lamas, conselho de Santa Maria da Feira, no coração da indústria da cortiça.
A APCOR possui mais de 270 associados, que representam 80% da produção nacional e 85% das exportações de cortiça e que cobrem todos os subsetores da indústria – preparação, transformação e comercialização.
Promover e valorizar a cortiça e os seus produtos, assim como representar e apoiar as empresas do sector nos mais variados domínios são os objetivos da APCOR. Suas principais áreas de intervenção: Internacionalização; Inovação e Desenvolvimento; Informação; Serviços de Apoio; Qualidade; Contratação Coletiva; e Cooperação Institucional.