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O Informa, grupo britânico de eventos e informações empresariais, com 150 escritórios ao redor do mundo, formalizou a compra da UBM, grupo também britânico, que organiza cerca de 300 eventos B2B de líderes no mercado todos os anos e conta com cerca de 3.750 colaboradores. Operando em mais de 20 países, em muitos deles é o principal organizador de exposições, como nos EUA, na Ásia, China, Índia e Sudeste Asiático.
No negócio, a operadora de feiras foi avaliada em 4,3 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 5,93 bilhões), dívidas incluídas. As ações da UBM subiram mais de 12%, enquanto as da Informa caíram mais de 6%. Os investidores, no entanto, se revelaram divididos sobre os méritos da transação.
A fusão criará a maior operadora de eventos e feiras de negócios do mundo, com uma carteira que abrange desde a Feira de Iates de Mônaco até a Feira de Joias e Pedras Preciosas de Hong Kong.
As duas empresas avaliaram a possibilidade de uma combinação há dez anos, mas a transação não chegou a ser aprovada. Para o executivo-chefe da Informa, Stephen Carter, esta é a época certa para a união entre as duas companhias. “O mercado de assessoria ´business-to-business´ está muito diferente hoje. Dez anos atrás as pessoas questionavam se este era o fim do contato cara a cara. Mas a procura pelo valor da conectividade cara a cara subiu”, disse ao Financial Times.
O negócio deverá gerar 50 milhões de libras esterlinas em economia de custos ao ano, avaliam os dois grupos. Em nota de pesquisa, analistas da Investec escreveram: “Vemos méritos estratégicos na Informa, mas apenas um crescimento modesto em termos de lucros por ação, dependendo das sinergias”.
A oferta, que avalia o valor patrimonial da UBM em cerca de 3,8 bilhões de libras esterlinas, conta com o apoio do conselho de administração da UBM. Os acionistas da empresa vão receber 1,083 ação da Informa e 163 centavos de libra esterlina em dinheiro por cada uma de suas ações – um ágio de cerca de 30% sobre o preço de fechamento dos papéis das empresas em 15 de janeiro, disse a Informa.
Os acionistas da Informa controlarão cerca de 65,5% do grupo resultante da fusão. Os investidores da UBM deterão o restante de acordo com as condições estipuladas na proposta. Os acionistas da UBM poderão optar por variar a combinação de dinheiro e de ações, de acordo com as cláusulas do acordo proposto, acrescentaram as empresas.
A UBM era, no passado, um conglomerado de mídia conhecido como United News and Media, que possuía uma carteira de canais de TV e de jornais que incluía “The Daily Express”. Nos últimos anos, concentrou-se em eventos voltados para negócios entre empresas e, sob o comendo de Tim Cobbold, seu executivo-chefe, alienou ativos não essenciais, ao seguir uma estratégia chamada “eventos em primeiro lugar”.
De acordo com as condições da proposta da Informa, Derek Mapp, o presidente do conselho de administração da Informa, vai tornar-se o presidente do conselho de administração do grupo resultante da fusão, enquanto Lord Carter será o executivo-chefe.
Divulgação: Assessoria