
Inseridos no mercado há 20 anos, os quiosques continuam em plena evolução e, agora, contam com inteligência artificial e se movem pelo aeroporto de modo independente
Considerados parte fundamental da infraestrutura aeroportuária os quiosques continuam em plena evolução desde 1990
Cerca de 12 mil quiosques de autoatendimento espalhados por diversos aeroportos no mundo são responsáveis por serviços como: check-in, identificação de bagagens, rastreamento de bagagens perdidas, transferências de voos e controle de fronteiras. Inseridos no mercado há 20 anos, pela Sociedade Internacional de Telecomunicações Aeronáuticas (SITA), os quiosques continuam em plena evolução e, atualmente, utilizam inteligência artificial, com a mais nova versão, o robô KATE, que será apresentado no RIOgaleão, dia 26 de junho.
Considerada um avanço importante para processos com mais agilidade, segurança e confiabilidade, KATE utiliza fontes de dados, como informações de voo, e identifica as áreas dos aeroportos e companhias aéreas que necessitam de quiosques de check-in adicionais, para reduzir o tempo nas filas. Equipada com tecnologia de anticolisão e movida a inteligência artificial, o robô é capaz de decidir onde deve estar e quantas unidades serão necessárias.
“É crescente a preferência dos aeroportos por quiosques que podem ser facilmente implantados no momento e lugar necessários, de forma dinâmica e adequada. Esta necessidade é particularmente relevante durante os períodos de interrupção, como atrasos climáticos ou cancelamentos de voos”, diz Elbson Quadros, vice-presidente da SITA na América Latina.
“O uso de tecnologias cada vez mais avançadas é de extrema importância para a operação do aeroporto, já que são capazes de otimizar processos e, consequentemente, facilitar cada passo do passageiro, em qualquer momento de sua viagem. O RIOgaleão está sempre atento às tendências que colaboram para uma melhor experiência do viajante, já que esta é, e sempre será, a prioridade do aeroporto, que é porta de entrada no Brasil para turistas do mundo todo”, explica Alexandre Villeroy, gerente de TI do RIOgaleão.
Parte fundamental da infraestrutura aeroportuária atualmente, a introdução de quiosques de autoatendimento em aeroportos começou em 1990, em parceria com a Air Alaska. Projetados inicialmente para melhorar o processo de check-in, com a redução de filas, a novidade da época também tinha outro objetivo: verificar o nível de interesse pelo autoatendimento entre os passageiros. Atualmente, além dos serviços citados acima, com os quiosques da SITA já é possível, por meio de uma tecnologia “chip e PIN” e de um mecanismo de pagamento sem contato, adquirir voos, upgrades, refeições e até downloads de mídia para a viagem.
Mais sobre a História da evolução dos quiosques:
O modesto quiosque da década de 1990 certamente progrediu ao longo dos últimos 20 anos, tornando-se parte fundamental da infraestrutura aeroportuária.
Inicialmente, os quiosques eram fornecidos de acordo com os próprios projetos da companhia aérea, sendo que muitos ainda são. Com o intuito de sustentar a mudança para o recurso de auto identificação de bagagens, os quiosques estão munidos de armazenamento adicional de etiquetas, além de recursos de áudio e câmera para suporte remoto da equipe da companhia aérea. Os quiosques também abrangeriam serviços futuros, tais como check-in e pagamento por meio de uma tecnologia de comunicação de campo próximo.
Em 2003, após a publicação das Práticas Recomendadas (PR) dos Quiosques de Uso Comum para Autoatendimento (CUSS) da IATA, a SITA iniciou a entrega dos quiosques CUSS como parte do programa de desenvolvimento da Autoridade Aeroportuária da Grande Toronto. No Brasil, o Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, foi o primeiro a implementar quiosques de uso comum.
A padronização possibilitou a realização de encomendas de menor volume, permitindo que aeroportos e companhias aéreas menores desfrutassem dos mesmos benefícios de economia de espaço e eficiência de recursos. Atualmente, os quiosques CUSS da SITA podem ser encontrados em cerca de 225 aeroportos do mundo todo.
O check-in por autoatendimento em quiosque está próximo de ser disponibilizado universalmente, considerando a conveniência e relação custo-benefício do canal. No entanto, com o aumento de passageiros que optam por realizar o check-in por web ou aplicativos móveis (33% em 2017, de acordo com a Pesquisa de Tendências em TI aos Passageiros referente a este período), a proporção de quiosques para check-in foi reduzida. Por outro lado, mais da metade dos aeroportos e companhias aéreas planejam implementar quiosques para transferências.
Diante da eventualidade de perda das bagagens pertencentes aos passageiros, um número crescente de aeroportos implantou os quiosques WorldTracer da SITA, apoiando a iniciativa referente ao projeto Fast Travel da IATA. Os serviços possibilitam o registro de reclamações por parte dos passageiros em relação ao extravio de bagagens, de forma rápida, simples e sem a necessidade de contatar um agente, reduzindo em até 40 minutos o tempo necessário para relatar o ocorrido.
A fronteira é considerada um horizonte relativamente novo para os quiosques. Com um tempo médio de transação de apenas 90 segundos, o tempo de espera para os usuários dos quiosques BorderAutomation de controle de fronteira automatizados, referentes à tecnologia iBorders® da SITA, são reduzidos em até 60%.
O portfólio da SITA inclui quiosques e portões automatizados de controle fronteiriço (quiosques e portões ABC) presentes em todo o mundo, mas com destaque para os EUA e México, onde os quiosques de autoatendimento de controle de fronteiras para verificação de passaportes são regularmente encontrados nos aeroportos, incluindo Boston, JFK de Nova York, Las Vegas, Los Angeles, Miami, Orlando, Filadélfia, San Diego, Tampa, Cidade do México, Cancun e Los Cabos.
O Aeroporto Internacional McCarran de Las Vegas foi o primeiro a ser adaptado, com o lançamento de quiosques automatizados para controle de passaporte da SITA no início de 2015. Os quiosques adotam um processo de captura de dados biométricos e biográficos que viabiliza a verificação de documentos de viagem, dados biométricos e declaração aduaneira pertencentes aos passageiros autorizados, previamente ao estabelecimento de qualquer contato com funcionários da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.