
O consumidor é quem manda no negócio e está cada vez mais curioso em busca de novos sabores e experiências. Para guiar as marcas, o PDV tornou-se o medidor das demandas e tem ajudado a identificar o que o cliente busca, inclusive, quando se trata de escolher a cerveja. Hoje, há uma clara tendência de introduzir a cerveja Premium até mesmo nos rotineiros eventos com amigos e familiares. Por isso, especialistas no assunto estão ganhando mais espaço.
São os mestres cervejeiros que dominam o mercado de novas experiências nesta área. Mas, para se tornar um verdadeiro mestre cervejeiro é necessário o domínio de todas as etapas do processo produtivo de cervejas, além do conhecimento sobre classificação e características dos mais variados estilos da bebida. Muitos consumidores, ou amantes da cerveja que optam em seguir carreira, aprendem na teoria e na prática como lidar com esse líquido e seus diferenciais. Acompanhar a produção de uma cervejaria, tratar todas as etapas do processo de produção, controles de qualidade, controles de processos, matérias-primas, equipamentos, gestão sensorial e temas relacionados como gestão ambiental, microbiologia, sanitização e gestão, vão muito além de apenas saborear cada estilo.
Ou seja, há uns anos, lidamos com dois perfis, os que bebem e os que fabricam sua cerveja. Os amantes de cerveja estão por toda a parte e têm diferentes características. Há os tradicionais que não abrem mão da boa e velha Pilsen e se reúnem para conversar sobre a última partida de futebol e ver a vida passar por entre as ruas de seu bairro. E, há também um outro tipo, esse em expansão no mercado brasileiro e com características peculiares. De perfil mais sofisticado, esse consumidor é mais curioso e prefere as cervejas com rótulos Premium. Sua paixão é apreciar e experimentar o sabor no conforto de seu lar, além de ampliar o seu conhecimento sobre a bebida e não se importar em pagar um preço um pouco mais caro por ela. Além daqueles que a paixão é tanta, que se tornam empreendedores desses sonhos com sabores especiais.
Para contextualizar um pouco, e explicar as diferenças das composições das bebidas, a cerveja classificada como Premium tem mais lúpulo e maior teor de malte de cevada. Estas cervejas também costumam ter uma cor mais dourada e um sabor mais adocicado, porém, como possuem mais lúpulo, o amargor também é mais presente. Já a Pilsen, é fabricada a partir de malte tipo Pilsen, lúpulo Saaz e água de baixa dureza, fermentados por levedo de baixa fermentação. Ou seja, as leveduras – um tipo de fungo que, ao lado de malte, lúpulo e água, compõe a receita básica da cerveja – interferem no aroma e sabor da bebida.
Tanto uma quanto outra, são produzidas por profissionais capacitados e produtos selecionados que garantem a qualidade e sabor impecável de cada uma. Outro fator essencial no processo, é a utilização e descarte correto da água, principal matéria-prima dessa bebida tão apreciada.
Um dos grandes diferenciais na hora de vender esse tipo de produto está no profissional que comercializa o produto. Ou seja, quanto mais especializado e treinado ele for, maior as chances de ele esclarecer as delícias e individualidade de cada sabor. Existem, e sempre existirá, públicos para os dois tipos de cervejas, por isso, os profissionais desse mercado precisarão estar cada vez mais preparados e antenados para dialogar com os consumidores e mostrar os encantos de cada líquido e a experiência que cada um trará para sua vida.
Portanto, de ambos os lados, temos os apreciadores de cerveja e estamos atentos aos diversos movimentos e preferências. E para todos os gostos e os mais diferentes perfis, o objetivo deve ser acompanhar as tendências e oferecer experiências ímpares para quem desfruta desses sabores. Por isso, investir no cuidado ao longo de todo o processo de produção e diversidade de ingredientes utilizados para tornar cada receita única, faz toda a diferença para o sucesso do negócio. Além disso, outra característica percebida analisando os perfis dos consumidores trata-se das preferências por embalagens mais econômicas e biodegradáveis. O retornável voltou a fazer sucesso e o sistema de levar o vasilhame e pegar de volta no estabelecimento tem agradado.
O consumidor está mais curioso também pelo sabor e quer entender detalhes da bebida que consome. Mas, mesmo novos estilos de cervejas estarem cada vez mais presentes no dia a dia de bares e dos bebedores, não existe uma competição direta com as tradicionais cervejas tipo Pilsen. Os outros rótulo e sabores, sempre terão espaço. Por fim, acredito que nossos debates não devem se resumir mais a somente tomar cerveja, mas sim, a debater sobre as trilhas de sabores que são desbravadas pelas pessoas e a experiências oferecidas pelas indústrias e comércio cervejeiros consolidadas no Brasil e no Mundo.
* Por Carlos Eduardo Lang, presidente da Confenar, Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas da Logística de Distribuição
Números Confenar
A Confenar possui 104 revendas afiliadas e mais de 500 empresários ligados à rede. As revendas Ambev associadas à Confederação geram 18.000 empregos diretos e cerca de 70.000 indiretos. Juntas, as Revendas filiadas faturam mais de R$ 14 bilhões ao ano, com potencial de consumo de produtos e serviços em aproximadamente R$ 800 milhões também ao ano. Possuem uma das maiores frotas do Brasil, com 10.370 veículos. Desses, 3.650 são caminhões, sendo 850 caminhões utilizados nas operações de puxada (transferência de produtos da fábrica para a Revenda), 2.800 caminhões nas operações de entrega, 700 veículos terceirizados, 3350 motos, 2.250 automóveis/utilitários e cerca de 420 empilhadeiras.A Confenar investe, anualmente em média, mais de R$ 22 milhões em autopeças, R$ 6 milhões em uniformes, R$ 10 milhões em seguros, R$ 2 milhões em treinamentos, entre outros. As frotas têm consumo anual de R$ 216 milhões em óleo diesel (combustível e lubrificante) e R$ 43 milhões em pneus.