Febrachoco registra bom volumede negócios em sua primeira edição
A primeira edição da Feira Brasileira do Mercado de Chocolates (Febrachoco) encerrou sábado no ExpoGramado, com um alto nível de satisfação dos expositores. Segundo o coordenador do evento, Caio Tomazeli a boa aceitação da feira ocorreu em função da seletividade do público, e pelo fato de Gramado ser um centro de produção de reconhecida qualidade. “Este é o evento mais profissional do Brasil, como desenvolvedor de novos produtos”, resume Tomazeli, ao destacar a presença da maior empresa do mundo na produção de chocolates, a Barry Callebaut, e a maior produtora do Brasil, a Harald.
Entre os expositores, a feira foi classificada de ótima, como destacou Francisco Terres da Luz, diretor da Lugano, tradicional fabricante gramadense. “Fizemos contatos excelentes e participamos de discussões importantes, como a questão da legislação que estabelece um percentual mínimo de cacau para o chocolate brasileiro”, destacou Terres da Luz. Segundo ele, os produtores querem que o percentual mínimo de cacau chegue a 36%, evitando a venda de “chocolate que não é chocolate”.
Os contatos da Lugano se estendem, também, a negociações para a compra de amêndoas de cacau Premium diretamente de produtores da Bahia, o que aumentaria ainda mais a qualidade de seus produtos. Na outra ponta, a da venda, a Lugano aproveitou a realização da Febrachoco para prospectar novos franqueados de suas lojas. Até o final do ano, a empresa deverá instalar mais 10 lojas pelo Brasil, iniciando por Brasília.
Outra empresa que encaminhou bons negócios na Febrachoco foi a Gramado Injetados. Segundo a diretora Daniele Arend, a empresa conseguiu prospectar novos clientes para as suas formas em policarbonato, incluindo grandes fabricantes de São Paulo e Minas Gerais. “A feira para nós foi excelente”, resumiu Daniele.
Para a Barry Callebaut não foi diferente. De acordo com o gerente comercial da empresa, Plínio Freitas, a primeira edição da feira foi positiva e permitiu um contato mais próximo com fabricantes e produtores de chocolate da região Sul do País, onde pretendem ter uma participação mais forte. “Pudemos mostrar nossos produtos e soluções para um importante público, o que, com certeza, vai gerar novos negócios”, avalia.
Já o diretor comercial da Harald, Jacob Cremasco, destacou as palestras como um dos pontos fortes da Febrachoco. “Foram qualificadas, encorpadas, validadas por pesquisas e amparadas por pessoas que conheciam do assunto que estavam falando”, afirma.
Segundo o executivo, a feira agregou para os fabricantes de matéria prima para produtos de chocolate e mostrou que existem muitas oportunidades no setor para serem aproveitadas, e todas bem identificadas. “O público que compareceu era voltado para o negócio e buscava o que estávamos oferecendo. As reuniões foram longas e produtivas, saímos com contatos interessantes e revalidamos os que já tínhamos”.
Com base no sucesso da primeira edição, Caio Tomazeli anunciou que a feira será realizada novamente no final de agosto e início de setembro de 2012, juntamente com o Congresso Latino-Americano de Chocolates (Chocolatino), que foi um importante palco para o debate das relações da cadeia produtiva. Entre os pontos altos do congresso, esteve a palestra do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Amendoim e Bala (Abicab), Getúlio Ursolino Netto, que lançou Gramado como a “capital do chocolate gourmet do Mercosul”, slogan imediatamente aceito pelos produtores gramadenses que participavam do encontro.
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Miron Neto – insider2@insider2.com.br