Slow Food terá escritório no Rio
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O presidente e fundador do Slow Food, Carlo Petrini, esteve no Rio de Janeiro para anunciar os projetos para o Brasil a partir de 2012. A primeira novidade é que será inaugurado um escritório da associação italiana na cidade. Após dez anos de atuação no país, o movimento possui mais de mil associados, espalhados em 27 grupos locais, chamados de convivium.
Durante seis meses, a coordenadora para a América Latina, Lia Poggio, ficará no Rio para iniciar as operações. Petrini anunciou que fará um mapeamento da agricultura do Estado do Rio de Janeiro, com o intuito de conectar produtores e consumidores, valorizando a produção e a economia locais.
A tarefa vai começar pelo circuito de feiras orgânicas. No Jardim Botânico, ao lado da barraca dos Ecochefs, a associação também terá uma. Todo sábado, um representante estará disponível para conversar sobre as iniciativas e atividades, além de angariar novos membros. O presidente também comentou que muitos brasileiros têm se matriculado na Universidade de Ciências Gastronômicas, com sede em Bra, na Itália, criada pelo Slow. A ideia é que esses futuros gastrônomos retornem ao Brasil para aplicar os conhecimentos em projetos brasileiros. Para Petrini, não há tempo a perder, pois 2014 o movimento comemora o Ano da Agricultura Familiar.
O pronunciamento foi feito durante um almoço oferecido pelo Maniva, no salão nobre do Clube Naval, no Centro. O menu foi assinado pela chef Teresa Corção, presidente do instituto. De entrada foi servido Cuscuz amazônico com camarões, feito com farinha d’água, de Bragança; o prato principal foi baby aipim, de Santa Cruz, com carne seca palha e creme de abóbora; e de sobremesa, pudim de bacuri. A refeição com ingredientes regionais combinou perfeitamente com o anúncio de Petrini, que considera o Brasil o celeiro do mundo.
Para saber mais sobre o Slow Food, acesse www.slowfoodbrasil.com
Divulgação: Redação Malagueta – Por Juliana Dia