Denominação de Origem: vantagens sentidas em vinícolas de todos os portes
A conquista da DO agregou valor não somente aos produtos de grandes vinícolas. Empresas de pequeno porte também ganham divulgação, visitação e credibilidade diante do consumidor![[01g]](http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_5941_0710162413.jpg)
Desde setembro do ano passado, os vinhos do Vale dos Vinhedos têm seus parâmetros de qualidade ainda mais reconhecidos no cenário mundial. O roteiro enoturístico recebeu o primeiro registro de Denominação de Origem (DO) do país, garantindo louvor à produção de vinhos e aumentando o potencial de venda e valorização do roteiro. A DO elevou o nível de qualidade e rigidez da produção vinífera, controle que começa desde o plantio das videiras e segue até a comercialização do produto final. Quase nove meses depois da publicação do registro, engana-se quem acredita que os maiores beneficiados com o título são as empresas de grande porte, que já têm seu nome carimbado entre as maiores vinícolas do Brasil. As pequenas vinícolas, em sua maioria mantidas por famílias que cultivam vinhedos próprios e elaboram os próprios vinhos, conseguem agora entrar no mercado internacional e ganhar mais seriedade diante do consumidor. É a DO agregando valor ao vinho do Vale dos Vinhedos.
“São os pequenos produtores que mais se beneficiam com a DO. O título dá mais credibilidade para o consumidor e divulgação para o público de todo mundo. A visibilidade que chegou com o registro não tem preço que pague”, afirma o membro do Conselho Superior da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), Ademir Brandelli. E Brandelli pode analisar essa situação com propriedade: ele comanda a Don Laurindo, vinícola familiar que se também se beneficiou com o registro. “A DO é o atestado de garantia que todas essas vinícolas têm, sejam elas de qualquer tamanho. Fica mais claro diante do consumidor quem somos e porque estamos aqui”, afirma.
Brandelli afirma que o comportamento do turista que chega ao Vale dos Vinhedos também mudou depois da conquista do registro. Segundo Brandelli, quem visita o roteiro enoturístico se mostra ainda mais curioso em fugir das grandes vinícolas para entender o porquê as empresas de pequeno porte são donas também da Denominação de Origem. Além disso, o valor não é agregado somente de forma imaterial: o preço dos vinhos aumentou em até 10% e as vendas cresceram no mesmo percentual. O proprietário da vinícola Almaúnica, Marcio Brandelli, concorda com Ademir. “As pequenas vinícolas são as mais beneficiadas com a DO porque temos agora um selo de garantia perante o consumidor. O visitante nos enxerga com outros olhos”, afirma. Além disso, Marcio afirma que o cenário interno das vendas dos vinhos mudou: se antes o Cabernet era líder de comercialização, agora, a Merlot, uva típica do Vale, está no topo do ranking dos mais vendidos.
Além de dar credibilidade aos visitantes, a DO ainda interfere positivamente quando o assunto é o fornecimento da bebida no ramo gastronômico. Na Vinícola Cândido, por exemplo, o certificado funciona como porta de entrada para servir o vinho em bons restaurantes por todo país. “Os principais restaurantes do Brasil nos questionam se temos algum vinho com DO. É a glória do Vale dos Vinhedos, é nosso trofeu”, comemora o diretor proprietário da empresa, Roberto Valduga. E não são somente vendas dentro do país que foram impulsionadas: a exportação começa a ganhar fôlego, de acordo com o presidente da Aprovale, Juarez Valduga.
No contraponto, as grandes empresas do setor também comemoram a conquista da DO sentindo os benefícios no dia-a-dia. É o caso da Vinícola Miolo, uma das responsáveis por atrair até 60% dos visitantes até o Vale dos Vinhedos. Para o diretor comercial da vinícola, Antonio Miolo, a mensuração das vantagens da DO é feita de forma singela. “Não há dúvidas quanto a percepção de valor agregado nos produtos com Denominação de Origem. Essa percepção não é sentida diretamente no fluxo de visitantes, mas na imagem dos produtos empresa e região que esses turistas trazem e comprovam”, afirma.
A produção do Vale dos Vinhedos varia entre 12 e 14 milhões de garrafas de vinhos finos por ano. Cada propriedade do Vale dos Vinhedos tem, em média, 2,5 hectares cultivados por videiras. Trata-se de vinícolas de pequeno porte, mantidas por famílias que cultivam vinhedos próprios e elaboram seus vinhos. Com isso, a prioridade é agregar valor ao produto em razão da qualidade, além de manter o homem do campo no interior.
Vinhos que ostentam a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Vinícola Almaúnica
Amaúnica Reserva Merlot safra 2009
Amaúnica Reserva Merlot safra 2010
Casa Valduga
Casa Valduga Chardonnay Gran Reserva 2010
Casa Valduga Chardonnay Gran Reserva 2011
Casa Valduga Chardonnay Gran Reserva 2012
Vinícola Dom Cândido
Dom Cândido Documento Merlot safra 2009
Vinhos Don Laurindo
Don Laurindo Reserva 2009 Merlot
Don Laurindo Chardonnay safra 2011
Miolo Wine Group
Miolo Cuvée Giuseppe Merlot/Cabernet Sauvigon safra 2009
Miolo Cuvée Giuseppe Merlot/Cabernet Sauvigon safra 2010
Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay safra 2009
Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay safra 2010
Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay safra 2011
Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay safra 2012
Miolo Merlot Terroir safra 2009
Miolo Merlot Terroir safra 2011
Espumante Brut Miolo Millésime 2009
Espumante Brut Miolo Millésime 2011
Miolo Lote 43 safra 2011
Pizzato Vinhas e Vinhos
Espumante Pizzato Brut safra 2009
Espumante Pizzato Brut safra 2010
Espumante Pizzato Brut safra 2011
Espumante Pizzato Brut safra 2012
Pizzato Chardonnay safra 2009
Pizzato Chardonnay safra 2010
Pizzato Chardonnay safra 2011
Pizzato Chardonnay safra 2012
Pizzato Merlot safra 2009
Pizzato Merlot safra 2010
Peculiare Vinhos Finos
Peculiare Merlot safra 2009
Espumante Peculiare Brut safra 2010
Vinícola Terragnolo
Terragnolo Merlot 2009
Terragnolo Merlot 2010
Vinícola Cave de Pedra
Espumante Brut Branco Cave de Pedra safra 2012
Divulgação: conceitocombrasil
Raquel Fronza – raquel@conceitocom.com.br
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