Se engana quem pensa que pagar caro é garantia para conseguir refeições adequadas. Nesta terça-feira, foram encontrados alimentos vencidos no tradicional restaurante Antiquarius, no Leblon, e em outras cozinhas chiques da Zona Sul do Rio. A fiscalização foi feita pela Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), por meio do Procon-RJ, na operação chamada Ratatouille.
No Antiquarius, um dos restaurantes mais caros do Rio, foram apreendidos 25kg de produtos vencidos, sendo 5kg de escargot, c
uja data de validade havia vencido em julho de 2012. O prato é um dos mais caros no cardápio da casa, custando R$ 174.
No estabelecimento, os fiscais do Procon-RJ também encontraram irregularidades em alimentos como manteiga de escargot, endívia, dobradinha e presunto. Procon encontrou alimentos vencidos na cozinha do restaurante Antiquarius, no Leblon
Em Ipanema, os fiscais do Procon-RJ autuaram outros três restaurantes. No Satyricon, entre presunto, queijos, picles, temperos, atum e legumes, foram encontrados mais de 5kg de produtos fora da validade e que também não apresentavam essa informação. Produtos com data de validade vencida foram apreendidos no Antiquarius, no Leblon
No Esplanada Gril, o problema se repetiu. Os agentes recolheram 8kg de produtos, entre peixes defumados, palmitos, molho de camarão, temperos, batatas e filezinho de carne.
No Flamengo, o restaurante autuado foi o Alcaparra, onde foram encontrados 38 latas de refrigerantes, além de 7kg e 500g de produtos vencidos, entre kani, mortadela queijo provolone e capeletti.
As 700g de kani encontradas tinham data de vencimento de outubro de 2012. No estabelecimento também foram recolhidos 500g de cogumelos que não apresentavam data de validade.
Roberta Sudbrack e Zuka, no Leblon; Guiseppe Grill, do Centro e do Leblon; Marius Churrascaria e Crustáceos, ambos no Leme, e as duas filiais do Restaurante Gero, em Ipanema e na Barra da Tijuca, foram fiscalizados mas não apresentaram irregularidades.
A secretária estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos, comentou a operação: “Preço alto não é garantia de qualidade. Mas em alguns casos chega a surpreender a atitude dos proprietários, como no caso do Quadrifoglio, onde o ovo pochê era cozido com antecedência e estava fora da validade. Isso é inadmissível”
Disse ainda Cidinha Campos “Os restaurantes mais caros não estão acreditando que podem ser fiscalizados pelo Procon-RJ. É bom que se cuidem, porque nós chegaremos a todos os lugares”.
Foto: Arquivo/Berg Silva-A A A+ Extra