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Vinhos Artesanais Brasileiros por Paul Medder |
Paul Medder
O neozelandês Paul Medder teve o primeiro contato com o vinho em seu país, tornando-se um aficionado pelos excelentes vinhos brancos da Nova Zelândia e pelos vinhos tintos da vizinha Austrália. Ele morou em Londres durante 10 anos antes de chegar ao Rio de Janeiro, em 2011. Em Londres, cursou o respeitado Wine and Spirits Education Trust, diplomando-se no conceituado Nível 4. Ele vem trabalhando desde 2006 para a Wine Intelligence consultores estratégicos, gerenciando projetos de pesquisa de mercado nos principais mercados de vinho do mundo e ajudando muitas empresas e organizações vinícolas a tomar decisões de negócios mais bem informadas. Desde que chegou ao Rio, Paul trabalhou como sommelier na Bottega del Vino antes de ficar encarregado do serviço de vinhos no restaurante Aprazível em maio de 2012. A renomada carta do Aprazível dá grande ênfase aos vinhos artesanais brasileiros e foi premiada como a Melhor Carta de vinhos brasileiros da revista Prazeres da Mesa nos últimos três anos. |
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Promoção Fine Wines
Caixa “Artesanais Brasil”
Cave Geisse Nature Terroir 2009 (1gf no pacote R$125)
Era dos Ventos Peverella 2010 (1gf no pacote R$ 165)
Quinta da Neve Cabernet Sauvignon, Sangiovese, Merlot 2010 (1gf no pacote R$49)
de R$339
por R$305 |
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Vinhos artesanais brasileiros por Paul Medder |
Há uma crença de que às vezes é preciso o reconhecimento por um forasteiro da qualidade em um produto local. Com certeza, isso é verdade no caso do sommelier neozelandês Paul Medder, que tem se deparado com muitos dos maiores vinhos brasileiros desde que começou a gerenciar a carta de vinhos no Aprazível. O foco do restaurante em vinhos brasileiros foi iniciado em 2006, quando a carta foi criada pelo cineasta e sommelier Jonathan Nossiter, juntamente com o coproprietário Pedro Hermeto. Paul prosseguiu na função de pesquisar os melhores vinhos que o Brasil tem a oferecer, exibindo-os com orgulho aos visitantes do mundo todo no charmoso restaurante no bairro boêmio de Santa Teresa. Paul selecionou três ótimos vinhos brasileiros para o FineWines. São vinhos provavelmente desconhecidos para a maioria dos degustadores de vinhos brasileiros, mas, com certeza, merecem bastante atenção. |
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Nature Terroir 2009 Cave Geisse
A Cave Geisse é, sem dúvida, uma das melhores produtoras de vinho espumante no Brasil. Desde que o Vinicultor chileno Mario Geisse foi contratado pela Chandon Brasil, em 1976, ele vem trabalhando para ter ideia do real potencial do vinho espumante no Rio Grande do Sul. Mario iniciou sua própria operação, em 1979, no município de Pinto Bandeira, perto de Bento Gonçalves. A Cave Geisse recebeu atenção internacional em 2011, quando a aclamada crítica britânica Jancis Robinson ficou tão impressionada com o Brut 1998 da empresa que o apresentou durante uma degustação na conferência Wine Future, em Hong Kong.
Além da edição limitada Brut 1998, o Nature Terroir 2009 é o vinho campeão da Cave Geisse. É um espumante tradicional elaborado com uma mescla de vinhos-base com 50% de Pinot Noir e 50% de Chardonnay, cujas uvas provêm somente dos melhores lotes da Geisse em Pinto Bandeira. |
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Ele é envelhecido por três anos em garrafas antes da comercialização, obtendo uma profundidade e complexidade incomuns na maioria dos espumantes brasileiros. Nenhuma dosagem é adicionada, resultando em um vinho bastante seco e com acidez málica. Trata-se de um vinho que pode manter certamente sua posição entre os melhores espumantes produzidos no Novo Mundo. |
Peverella 2010 Era dos Ventos
A Era dos Ventos é um produtor dedicado a ampliar os limites da vinicultura no Brasil. Os vinhos são lançados em quantidades mínimas e são produzidos artesanalmente com grande personalidade. O projeto é formado por três sócios, Pedro Hermeto (Aprazível) juntamente com os vinicultores Luís Henrique Zanini (Vallontano) e Álvaro Escher (Cave Ouvidor). Os dois primeiros vinhos lançados produziram uma ótima impressão entre a comunidade vinícola do Brasil, compondo as cartas de vinhos em alguns dos melhores restaurantes do Brasil, inclusive o Roberta Sudbrack, o D.O.M. e, evidentemente, o Aprazível. Embora quase totalmente esgotado, vale a pena tentar garimpar uma garrafa de seu Merlot 2007 antes que desapareça.
Peverella é uma rara variedade de uva branca proveniente do norte da Itália, trazida ao Brasil por imigrantes no final do século XIX. |
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Na década de 1940, ela tornou-se a variedade branca mais plantada na Serra Gaúcha, embora tenha sido desde então posta de lado por variedades de uvas internacionais mais famosas. Seu cultivo no Brasil é mantido por algumas propriedades familiares de pequeno porte, nas quais têm sido obtidas as uvas deste vinho.
Todos os vinhos da Era dos Ventos são criados com mínima intervenção da vinicultura. No caso da Peverella, o vinho era fermentado apenas com o uso de leveduras nativas e recebia quantidades mínimas de preservação por SO2. As cascas eram mantidas em contato com o mosto por um período prolongado, extraindo mais cor e aroma do que o típico para os vinhos produzidos com Peverella. Ele tem aparência laranja com um odor complexo, apetitoso, semelhante à Xerez. O paladar é duradouro, intenso e apresenta bastante frescor. Trata-se de um vinho branco que tira proveito da decantação, sendo bom evitar servi-lo demasiado frio. Didú Russo o considerava o melhor vinho branco no Brasil, um elogio totalmente justificado. Os amantes do vinho natural não devem deixar de prová-lo. |
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Cabernet Sauvignon, Sangiovese, Merlot 2010 Quinta da Neve
Este é um vinho excelente que comprova ser possível encontrar vinhos tintos brasiieiros generosamente frutados e interessantes por menos de R$ 50,00.
A sede da Quinta da Neve fica nas montanhas de Santa Catarina, perto de São Joaquim. Parte de suas quotas sociais é de propriedade da família Hermann, com anos de experiência no ramo de importação de vinhos com sua importadora Decanter. Anselmo Mendes, produtor do respeitado Vinho Verde, colabora como consultor em vinicultura. A Quinta da Neve produz uma excelente variedade de vinhos, que vale a pena explorar.
Este é um excelente “Super Toscana”, que mescla 40% de Cabernet Sauvignon, 40% de Sangiovese e 20% de Merlot. As uvas são vinificadas separadamente, envelhecidas por 11 meses em uma mistura de barris de carvalho franceses novos e usados e, em seguida, mescladas. |
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O carvalho é bem integrado e confere ao vinho riqueza para harmonização com carnes de sabor marcante. O Sangiovese age em harmonia com o Cabernet e Merlot, acrescentando finos sabores de tanino e cereja. Trata-se de um vinho elegante que pode ser bebido muito bem agora, mas envelhecerá de maneira excelente dentro dos próximos anos. Este vinho ganhou uma Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, em 2012. |
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