Variação cambial e preço das passagens foram principais motivos. Período foi positivo para apenas 25% das entrevistadas.
A movimentação de vendas durante a temporada de inverno no setor de turismo este ano registrou queda em torno de 30%, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a maioria das empresas consultadas (46,7%). O resultado consta de estudo realizado pelo Ipeturis (Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitação em Turismo) a pedido do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Sindetur-SP). Os principais motivos foram a desvalorização do real (45,7%), o aumento das passagens aéreas (10%) e os preços altos das viagens em geral (8,2%).
Movimentação de vendas na temporada 2013 em relação a 2012![[01g]](http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_6935_1002123505.jpg)
Motivos queda na movimentação![[02g]](http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_6936_1002123520.jpg)
Segundo Marciano Freire, diretor do Ipeturis, “a queda na movimentação de viagens internacionais indicada pela pesquisa, em comparação com a temporada de inverno 2012, se explica principalmente pela variação cambial e desvalorização da moeda brasileira”. No caso de viagens nacionais, houve pequeno aumento na movimentação, incentivado por compras antecipadas com descontos promocionais. “No entanto, uma parcela considerável de entrevistados indicou que os preços muito altos praticados próximo ao mês de julho desestimularam umaumento ainda maior nas viagens domésticas”, explica Freire.
Para Eduardo Nascimento, presidente do Sindetur-SP, além da instabilidade da moeda brasileira, a indefinição da situação política foi outro fator de influência para os números baixos. “A desvalorização do real pode ter afetado, mas a exemplo de outras épocas não foi tão importante. A previsão de PIB reduzido também causou insegurança para a realização de viagens.”
PARCELA OTIMISTA
Apenas 25% das empresas de viagem perceberam aumento nas vendas do período. Para elas, o crescimento foi em torno de 26%, sendo os principais fatores a divulgação e ações comerciais da empresa (18,6%), o aumento da demanda (10,8%) e o maior poder aquisitivo do brasileiro (9,8%).
Para 28% das empresas consultadas, não houve variação no volume de vendas em relação ao mesmo período do ano passado.
Motivos para o aumento da movimentação![[03g]](http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_6937_1002123725.jpg)
Destinos Preferidos
Houve relativo equilíbrio entre os destinos nacionais e internacionais, com pequena tendência (51,7%) por locais brasileiros, como Fortaleza (12,9%), Rio de Janeiro (12,7%) e Gramado (10%). Entre os destinos internacionais, destaque para Disney e Orlando (13,8%), Paris (13,2%), Miami (12,9%), Buenos Aires (10,5%) e Nova Iorque (9,5%).![[04g]](http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_6938_1002124215.jpg)
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Perfil do turista
No Brasil, o clima frio foi apontado como principal motivo (65,4%) para a escolha dos destinos da região Sul como Gramado e Serra Gaúcha. Enquanto sol e praia justificaram a ida de turistas para a região Nordeste. No caso de quem partiu em direção à região Sudeste, a motivação ficou entre negócios e eventos, sol e praia. No estado de São Paulo, Campos do Jordão esteve entre os principais destinos do Sudeste. Especialmente no caso do Rio de Janeiro, a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude foram citadas por 21,6% dos entrevistados como motivo de maior movimentação para este destino.
Regiões com as maiores vendas, entre os destinos nacionais![[06g]](http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_6940_1002124832.jpg)
Em destinos estrangeiros, como os Estados Unidos, por exemplo, os motivos destacados pelos turistas foram os parques temáticos da Florida e compras em razão de preços baixos em Miami e Nova Iorque. Já as viagens para a Argentina e Chile foram motivadas pelo clima frio, sendo a neve e as estações de esqui os grandes atrativos, com destaque para Bariloche. Na França, as atrações históricas e culturais continuam chamando a atenção dos viajantes.
Para a pesquisa, de abrangência nacional, foram entrevistadas 356 empresas de 60 cidades em 24 estados e o Distrito Federal, 75% delas agências de viagens.
Sobre o Ipeturis
Fundado e mantido pelo Sindetur-SP, o Ipeturis foi criado em 2002 com a missão de promover pesquisas, estudos e capacitação com o objetivo de aprimoramento técnico e o desenvolvimento econômico do setor de turismo em todos os seus segmentos. São mais de 30 trabalhos desenvolvidos, entre eles a elaboração de estudos de natureza ambiental, administrativa, econômica e jurídica, além de indicadores do setor de turismo, análise de situação e tendências do mercado, avaliação de programas de produtividade, qualidade e gestão.
Sobre o Sindetur-SP
Presidido pelo empresário Eduardo Nascimento, o Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo foi fundado há mais de 60 anos e é o representante legal de mais de 6,6 mil empresas de turismo no estado de São Paulo. A entidade cumpre o papel de foro permanente de estudos e debates da indústria do turismo, na perspectiva do desenvolvimento técnico e econômico do setor de agenciamento de serviços turísticos. Faz parte da missão do SINDETUR-SP o aprimoramento dos agentes de turismo por meio da capacitação profissional, proporcionando acesso gratuito à informação técnica, atualizada e de qualidade.
Divulgação: GT Marketing e comunicação
Danielle Borges – danielle.borges@gtmarketing.com.br
Fernanda Barbosa – fernanda@gtmarketing.com.br
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