Atlantica Hospitality International adere ao Fórum Empresas com Refugiados da ONU e planeja ter profissionais em refúgio em 40% de seus hotéis

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Adesão fortalece a frente de empregabilidade do projeto ‘Portas Abertas’ e conecta a administradora a grupos de trabalho globais do ACNUR e do Pacto Global da ONU no Brasil

A Atlantica Hospitality International, plataforma multimarcas de hospitalidade com aproximadamente 170 empreendimentos e 28 mil quartos em todo o Brasil, anuncia sua adesão oficial ao Fórum Empresas com Refugiados, iniciativa conduzida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e pelo Pacto Global da ONU no Brasil. A iniciativa reúne empresas e organizações comprometidas com a inclusão de pessoas refugiadas no mercado de trabalho brasileiro.

Com a adesão, a equipe de Gestão de Pessoas & Cultura (GP&C) da Atlantica passa a integrar grupos de trabalho globais, com troca de soluções operacionais e boas práticas com grandes empresas de diversos segmentos, além de acesso a guias especializados e orientações técnicas da ONU, que garantem conformidade, segurança jurídica e eficiência nos processos de documentação e contratação. A iniciativa reforça o compromisso da companhia com a diversidade, a inclusão e o impacto social.

“Termos parceria com o Fórum Empresas com Refugiados consolida a expansão nacional do projeto ‘Portas Abertas’, que nasceu das primeiras contratações realizadas em alguns dos hotéis da rede em São Paulo. O objetivo é estruturar o processo de recrutamento e fidelização desses profissionais com o suporte técnico da ONU, mostrando ao setor que a inclusão social se traduz diretamente em eficiência operacional”, afirma Fernando Morais, Diretor de Gestão de Pessoas & Cultura da Atlantica Hospitality International.

Portas Abertas: inclusão com estrutura e escala

A contratação de pessoas refugiadas na Atlantica começou no hotel Clarion Faria Lima, em São Paulo. Foi dessa experiência que nasceu o Portas Abertas, um dos pilares do Aja pelas Pessoas, frente do programa ESG da companhia. Hoje, a iniciativa está presente em toda a rede e foi ampliada para impulsionar a empregabilidade de talentos de diversos contextos e momentos de carreira, como profissionais 50+, jovens no primeiro emprego, pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes e a comunidade LGBTQIAPN+, além das pessoas refugiadas.

A frente dedicada a pessoas refugiadas tem hoje uma estrutura padronizada para todos os hotéis. [Atualmente, são 85 colaboradores em situação de refúgio em 28% dos hotéis da rede.] A meta é chegar a 40% dos hotéis com profissionais refugiados em suas equipes até o fim de 2026. A ação vai além da contratação: busca estruturar um processo consistente de recrutamento, integração, desenvolvimento e fidelização desses profissionais.

“Para nós, o projeto reforça a estratégia de diversidade e impacto social da empresa ao conectar a operação a talentos de alta capacidade e engajamento. Profissionais em situação de refúgio agregam um valor expressivo às nossas equipes por sua dedicação, resiliência e constante busca por evolução. Trata-se de uma via de mão dupla legítima: a hotelaria ganha em qualidade de execução, disciplina e repertório cultural, enquanto oferece caminhos consistentes de desenvolvimento e ascensão profissional”, complementa Morais.

Até o fim de 2025, o Brasil havia reconhecido 165.774 pessoas como refugiadas, de acordo com a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Departamento de Migrações (Demig). Pessoas solicitantes de refúgio e refugiadas podem ser contratadas formalmente no país, mas apesar disso, o acesso ao emprego formal ainda é um dos principais desafios dessa população. Dados do ACNUR apontam que 55,7% das pessoas refugiadas no Brasil estavam desempregadas, enquanto 16,3% atuavam na informalidade e apenas 14,9% tinham vínculo formal. Além disso, 55,4% das pessoas refugiadas que trabalhavam não atuavam em áreas compatíveis com sua formação ou experiência anterior.

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