
Crédito/Foto: Divulgação
Operações como o Parque Bondinho Pão de Açúcar® mostram como gestão, dados e experiência transformam destinos em produtos comercializáveis para o trade
O Rio de Janeiro vem consolidando sua posição no turismo internacional não apenas pela paisagem natural, mas pela estruturação de suas atrações. A profissionalização da gestão de equipamentos icônicos, como o Parque Bondinho Pão de Açúcar® e outras operações do Grupo Iter, tem contribuído para transformar a visitação em uma experiência organizada e cada vez mais integrada à economia da cidade.
O tema ganhou repercussão internacional em conversa do Diretor de Relações Institucionais, Compliance e Sustentabilidade do Grupo Iter, Paulo Gontijo, com Jose Enrique Garcilazo, representante da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), fórum global dedicado à disseminação de boas práticas de desenvolvimento econômico e gestão, recentemente divulgada no Youtube da organização. Gontijo reforça que destinos turísticos tornam-se mais competitivos quando operam com governança, dados e integração com o território urbano. Segundo ele, atrações estruturadas funcionam como âncoras do fluxo turístico e impactam diretamente o consumo em toda a cadeia local.
“O que nós tentamos fazer é usar os dados para ajudar a diluir o fluxo [de visitantes] ao longo do dia. Trabalhamos em conjunto com o setor público, com o tráfego, com a ordem pública e equipes de segurança para que os serviços que disponibilizamos para o público funcionem com precisão e inteligência”, afirma.
A operação utiliza monitoramento de fluxo de visitantes e dados em tempo real para prever sazonalidade e coordenar ações com transporte, segurança e serviços urbanos. A previsibilidade facilita o planejamento de operadores turísticos, hotéis, restaurantes e de marcas interessadas em ativações e experiências de contato direto com o público. Além do impacto econômico, as operações também integram iniciativas de sustentabilidade e relacionamento com comunidades, incluindo projetos culturais, educação ambiental e preservação de ecossistemas, aproximando visitantes da cidade e do território.
Para o trade, o impacto é direto: destinos com atrações estruturadas tornam-se mais vendáveis internacionalmente por oferecer maior capacidade de entrega ao visitante e menor risco operacional. A experiência passa a depender não apenas do cenário natural, mas também de curadoria, serviços e organização. Nesse contexto, o Rio passa a operar não apenas como destino de lazer, mas como plataforma contínua de experiências ao longo do ano, capaz de receber grandes fluxos, viabilizar eventos e ampliar oportunidades comerciais para toda a cadeia de turismo.
“O que temos aqui [no Parque Bondinho] é fruto do trabalho de muitas frentes. Estamos desenvolvendo cada vez mais a rota turística em torno do atrativo para que todos na região possam ser beneficiados pelo volume de pessoas que visitam o espaço. Turismo é um ecossistema de negócios. Se você não tem um ecossistema funcional, naturalmente não é possível existir um setor turístico funcional”, conclui Gontijo.