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Presidente da ABIH-RJ defendeu regras para aluguel de curta temporada e ressalta avanço do turismo no Rio de Janeiro
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), José Domingo Bouzon, participou, na quinta-feira (19), do VEJA Fórum de Turismo, realizado no Windsor Flórida Hotel, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes do setor público e privado para discutir o cenário atual e as perspectivas do turismo no Brasil, com foco especial na capital fluminense.
A abertura do evento foi conduzida pelo secretário estadual de Turismo, Gustavo Tutuca, que destacou o momento positivo do setor e projetou a chegada de 2,5 milhões de turistas internacionais ao estado em 2026. O número reflete a trajetória de crescimento dos últimos anos, com salto de 650 mil visitantes estrangeiros em 2022 para 2,2 milhões em 2025. “Não existe baixa temporada no Rio. O calendário de eventos dura o ano inteiro”, afirmou.
Bouzon participou do primeiro painel do fórum, ao lado do presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro (Abav RJ), Marcelo Siciliano, e do CEO da Atlantica Hotels, Eduardo Giestas. Com mediação de editores da revista Veja, o painel abordou “As demandas dos operadores turísticos” e trouxe análises sobre o posicionamento do Rio no mercado global.

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Durante sua participação, Bouzon ressaltou o reconhecimento internacional do Rio de Janeiro como destino de grandes eventos, citando marcos recentes como a Cúpula dos Líderes do G20, em 2024. A cidade bateu recorde de visitantes estrangeiros em 2025, com mais de 2 milhões de turistas, mas, apesar do cenário positivo, o presidente da ABIH-RJ chamou atenção para desafios estruturais, especialmente relacionados à segurança e à regulamentação do setor. Ele defendeu ainda o uso rigoroso dos dados da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), enviados à Polícia Federal, como forma de ampliar a proteção de turistas e coibir atividades ilícitas.
Outro ponto destacado é a necessidade de regulamentação dos aluguéis de curta temporada. Segundo o empresário de hotelaria, a ausência de regras claras representa riscos à segurança e ao próprio destino turístico. “Não se trata de proibir ou restringir o mercado, mas de estabelecer critérios que garantam controle e proteção. Sem regulamentação, os problemas tendem a crescer”, afirmou.
Bouzon também ressaltou o papel do setor hoteleiro formal, que contribui com impostos e segue normas rígidas de operação, defendendo uma concorrência mais equilibrada. “A hotelaria não é contra o aluguel por temporada, entende como complementar, mas é fundamental que haja regras, especialmente do ponto de vista da segurança”, enfatizou.
Para o empresário, a participação no fórum foi estratégica para dar visibilidade às demandas do setor. “É uma oportunidade de mostrar a realidade da hotelaria, nossas necessidades e preocupações, além de dialogar com autoridades e outros atores do mercado. Um evento com alcance nacional contribui para ampliar esse debate”, disse.