O Club Homs, situado na Avenida Paulista, sediou na segunda-feira (15), o 1º Fórum de Soluções Hoteleiras, organizado e realizado pela Revista Hotéis. O evento teve como objetivo reunir fornecedores da hotelaria e profissionais da área, além de proporcionar conhecimento aos participantes através de palestras com renomados especialistas do mercado.
Segundo Edgar J. Oliveira, diretor da revista e criador do evento, com o crescimento acelerado da hotelaria no Brasil e em razão das oportunidades apresentadas pelo mercado, muitos fornecedores encontram uma grande dificuldade para entender a política de compras das redes hoteleiras ou mesmo de hotéis independentes.
Para acompanhar as exigências do mercado de manter um produto hoteleiro sempre bem posicionado, muitas vezes os gestores também encontram dificuldades em identificar novos fornecedores para diversificar seu portfólio, pois não há uma interface nestes setores vitais da hotelaria.
Diante destas necessidades de compra e vendas, Edgar Oliveira explicou que o objetivo deste Fórum de Soluções Hoteleiras, é colocar frente a frente gestores de compras, desenvolvedores, arquitetos, construtores e implantadores ligados a hotelaria com fornecedores e representantes de órgãos públicos, para um debate.
O Fórum de Soluções Hoteleiras teve a chancela e apoio das seguintes entidades: FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil; FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação; ABIH Nacional – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (e várias regionais) e a Resorts Brasil – Associação Brasileira de Resorts.
O evento aconteceu sempre em 2 salas simultaneamente.
Sala 1 – o evento teve início com a palestra magna de Guilherme Paulus, Presidente da GJP Hotels & Resorts
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Guilherme Paulus, presidente da GJP Hotels & Resorts abriu o evento contando um pouco a história da empresa e as aquisições dos hotéis adquiridos ao longo dos anos, destacando o convite que recebeu da Grã-Bretanha para conhecer os castelos.
A rede hoteleira serve tanto para lazer quanto para executivo com experiência única para os hóspedes. Segundo Paulus, essas características foram identificadas ao longo dos anos para que atendesse todos os bolsos e usuários.
“Bom chuveiro, boa cama e internet de qualidade; esse último grátis em toda a nossa rede – são itens que qualificam um hotel”, destaca.
Para Paulus, o lema “Hospitalidade é a nossa paixão” traduz o comprometimento da empresa e reforça todas as ações da GJP, com as mais de mil pessoas treinadas e capacitadas, além das premiações aos agentes de vagens que mais pontuam e as campanhas de incentivo.
Sala 2 – Palestra Magana de Tricia Neves, Socia diretora da Mapie Consultoria que abordou o tema “A Gestão das Equipes na Era da Experiência”
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A consultora falou sobre a mudança de comportamento do público, que constantemente tem passado por mudanças e impactado os negócios, principalmente turísticos. Segundo ela, assim como é abundante a oferta de produtos em todas as esferas da sociedade, a hotelaria também permite que o cliente tenha poder de decisão, mas que pode confundí-lo. “É nesse mundo global, onde as pessoas procuram por experiências únicas, que estamos inseridos. E só se destaca aquele que oferece algo único e diferenciado”, comenta.
Trícia falou ainda sobre sustentabilidade, necessária para a manutenção do negócio, que, segundo ela, só evolui com trabalho conjunto, a chamada “interdependência”. “Hoje as pessoas buscam por qualidade de vida, e assim arriscam mais. Não priorizam o trabalho, mas sim a flexibilidade de horários e buscam desafios. É preciso buscar equilíbrio entre estas coisas. A geração Y, que está comandando nosso mercado, está se transformando através da tecnologia, lidando com o mundo de uma forma diferente. O ser humano está no centro, e isso inclui o colaborador”, explica.
A palestra pontuou sobre a importância do “sonho compartilhado”, em que o colaborador dá o seu melhor a partir do momento que tem seus objetivos em paridade com os da empresa. “Pessoas certas no lugar certo, têm o poder de fazer o seu melhor. E isso é o resultado de se ter um líder facilitador, que ao invés de apontar erros, ensina e trabalha junto. É preciso oferecer um ambiente que permita o erro, repensando a estrutura, estratégia, hierarquia, salários e controle de horários”, alerta. Para ela, além de gerir e controlar, a empresa precisa sentir e evoluir, através da proximidade de seus colaboradores e clientes.
Sala 1 – “Quais os planos de Expansão das redes hoteleiras no Brasil”
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Moderado pelo sócio-Diretor da Hotel Invest, Diogo Canteras, o painel contou com a participação de Amilcar Mielmiczuk, diretor de Novos Negócios da Blue Tree Hotels; Roberto Bertino, fundador e presidente da Nobile Hotéis; Carlos Jacobina, gerente de Desenvolvimento Brasil da Accor Hotels e Renato Carvalho, diretor de Desolvolvimento da Atlantica Hotels.
Mielmiczuk, representante da Blue Tree Hotels, falou sobre a franquia da marca internacional ser positiva, destacando três pontos fundamentais: a marca em si, sem a necessidade de sair do zero para desenvolvê-la, a comercialização com a estrutura já montada e canais para distribuição do produto e os processos já definidos.
Segundo Renato Carvalho, da Atlantica Hotels, a parceria com a Hilton Hotels partiu da necessidade de uma rápida expansão da marca e destaca a vantagem com o programa de fidelidade da rede, onde 40% da receita dos hóspedes vem desse programa.
O mau momento do setor imobiliário e da economia brasileira foram assuntos entre os palestrantes. Carlos Jacobina, da Accor Hotels, diz que não sentem muito o atual momento, pois fazem estudos de viabilidade para os projetos e acredita que com os valores caindo, em breve o retorno aparece.
A retomada do investimento em condo-hotéis e a segmentação do nicho em cidades secundárias pode ser interessante para o mercado, destaca Roberto Bertino, da Nobile Hotéis.
Sala 2 – Gestão de resíduos sólidos na hotelaria – Responsabilidades e penalidades
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Moderado pelo consultor da SN Hotelaria, Mario Nogales, o painel contou com a participação da Dra. Telma Bartholomeu Silva, Advogada especializada em Direito Ambiental; Alexandre Zubaran, Consultor e franqueado máster da CVC e Nelson Ferraz Cury, Presidente da Topema.
A advogada Telma Bartholomeu deu início ao painel descriminando o que é o lixo do hotel, que tem o tipo e volume muito variados no hotel, e por isso, precisam ser pensados cuidadosamente. “É preciso ter responsabilidade ambiental, que está legislada no País e no município. A esfera civil é a reparação de eventuais danos e a administrativa pode levar ao embargo do negócio. O gerador de resíduos sólidos é sempre responsável. Se você não estiver calçado em documentos sobre o destino dos resíduos, isso pode acarretar em problemas legais”, afirma a especialista.
Segundo ela, a multa para quem desrespeitar as leis ambientais vai de R$ 5 mil a R$50 milhões, dependendo da gravidade da destinação dos resíduos. Para começar a implantar esta cultura e se adequar às leis nacionais ou regionais, ela afirma que é preciso levar para conselho, discutindo as necessidades, público e eventos que o empreendimento recebe. Depois, definir local para armazenar os resíduos, ter bons fornecedores e monitorar o projeto. “A tendência é ter o controle total sobre os resíduos sólidos. Um assunto extremamente sério e geralmente passa desapercebido é a gestão do óleo de cozinha, que precisa ter uma empresa específica para a destinação correta”, comenta a advogada.
Em seguida, Alexandre Zubaran, que já foi presidente do Complexo Costa do Sauípe, contou sobre sua experiência na gestão do empreendimento baiano, onde treinou equipes para separação de lixo, em que na época gerava 9 toneladas de lixo orgânico por dia, que precisavam ser armazenados a administrados. “Aprendi a tomar diversos cuidados, pois vamos com um pensamento pragmático empresarial, mas também estamos lidando com gente, e cada um tem seu tempo”, diz.
Segundo ele, as ações realizadas nos últimos anos em lixões e cooperativas foram muito incipientes, e priorizou a questão humana dos colaboradores e catadores, mas não tinham uma visão empresarial que ajudaria o desenvolvimento da gestão ambiental como um todo, impedindo a própria evolução do trabalho dos catadores, por exemplo.
Nelson Ferraz, Presidente da Topema, apresentou uma solução para gestão de lixo orgânico, que decompõe os resíduos e o transforma em adubo. O executivo contou um case de um conjunto de casas do plano “Minha Casa Minha Vida”, que criou uma horta comunitária utilizando a facilidade da empresa. Hoje, a empresa está presente com seu produto para processamento de resíduos sólidos em estabelecimentos como o Hospital Albert Einstein. “Este é o futuro. Existe um custo para a retirada dos resíduos e sua redução é nosso foco. São mais de 12 soluções que aplicamos com consultores do mercado e abrimos o feedback para o mercado”, conta.
Sala 1 – Os desafios de contratar fornecedores e implantar um hotel
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Moderado por Arthur Medeiros, diretor da Concierge Hotelaria o painel contou com a participação de Francisco Santos, sócio-Diretor da Padrão Argil; Daniela Facchini, diretora da FH&S Hotelaria; Adriana Avallone, gerente de Contratos da Hamam Development e Maria José Gamballe, diretora-Executiva da G2 Implantação e Consultoria Hoteleira.
Os participantes foram provocados a responder quais são os desafios de contratar fornecedores e implantar um hotel. Para todos os participantes, a cumplicidade deve ser o ponto-chave entre cliente e fornecedor como uma via de mão dupla: quando os dois trabalham juntos e em sintonia, ambos firmam uma relação de continuação do trabalho.
Segundo Adriana, da Hamam Development, há dois tipos de desafios: o cenário de acompanhar toda a situação por 90 dias ou desde o começo. Quando o processo é acompanhado desde o começo, dá-se a oportunidade para novos fornecedores acompanhando orientando sobre a forma de produção, estoque etc.
Medeiros questionou a dificuldade em encontrar fornecedores que sejam sustentáveis, sugerindo que as empresas invistam no mercado, pois sente que é uma necessidade real e presente a cada dia que passa.
Para Daniela Facchini, da FH&S Hotelaria, o alto custo dos produtos sustentáveis inviabiliza a implantação, uma vez que o número dos fornecedores é bem restrito e não há tanta concorrência no mercado. Os produtos vão baratear quando mais pessoas utilizarem.
Sala 2 – Eficiência energética na hotelaria – Como reduzir custos sem afetar a qualidade dos serviços prestados?
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Moderado por Caio Calfat, Consultor e Diretor da Caio Calfat Real Estate Consulting e tendo como debaterdes Ricardo Bezamat, Diretor da empresa Eficiência Energia e Consultor na FBHA; Julio Consentino, Diretor da Rentv; Dilson Jatahy Fonseca Jr, Diretor do Catussaba Hotel e Presidente da ABIH Nacional e Marcia Arnoldi Donato, Engenheira na Green Haus.
Marcia Donato comentou que durante a recessão econômica, o interesse por viabilizar ações de eficiência energética aumentou, tendo em vista a redução de custos que ela representa. Segundo ela, todo sistema de sustentabilidade é implantado aos poucos, trazendo melhorias a longo prazo. “Será que não está na hora de ver o que é feito lá fora, na Europa, por exemplo? Hoje, as soluções imediatistas me assustam muito, o que tem levado a números elevados de consumo de água e gás, distribuições de recursos irregulares que preocupam, e que não casam com a economia final que vocês precisam”, declara.
Ricardo Bezamat apontou uma redução de 20 a 30% nos custos a partir de estudos e conhecimento na área, com processos administrativos de acordo com a demanda contratada do segmento. Segundo ele, todas as ações em prol da eficiência energética reunidas (painéis solares, reuso de água e gás, aquecimento de água, iluminação por LED, etc) permitem a redução de até 80% nos custos. “Hoje já existe o IPTU verde, que consiste na redução do imposto se comprovada a redução de energia em 30%. Palmas, no Tocantins, já está à frente neste sentido”, comenta.
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Em seguida, Julio Consentino, da Rentv, afirmou que um dos malefícios neste assunto são ações precipitadas e imediatistas. “É preciso estudar e analisar se trocar todas as lâmpadas por LED no hotel surtirá efeito, se vale a pena. Existe um custo de manutenção na troca destas lâmpadas, que desde a implantação devem ser adquiridas em fornecedores de alta qualidade. Tudo deve passar por uma inspeção técnica,se não, a economia inicial não terá valor”, explica Consentino, apresentando dois cases de consumo e gasto na hotelaria.
Dilson Jatahy afirmou que o incentivo ao desenvolvimento tecnológico é uma meta da hotelaria, e frisou a importância deste assunto ser constantemente tratado. “Hoje a carga tributária está em 40%, e 20% de faturamento comercial. Então, precisamos investir, enfrentar a concorrência real que chegou, e não esperar sobrar dinheiro no caixa. É questão de sobrevivência”, declara.
Sala 1 – Compra inteligente / Gestão eficiente
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Moderado por Antônio Xavier Siqueira, presidente da Academia Brasileira dos Compradores para Hospitalidades e Restaurantes, o debate contou com os debatedores Gabriela Gonzaga, gente de Compras do Hotel InterContinental São Paulo; Lucia Leite, gerente de Compras do Renaissance São Paulo Hotel | Marriot Executive Apartments São Paulo e Waldir Alves, gerente de Compras Coorporativo do Hotel Unique e Unique Garden Hotel & Spa.
O painel foi iniciado com uma explicação dos critérios para um fornecedor ser homologado. De acordo com Gabriela Gonzaga, do InterContinental, tudo depende do tipo e categoria do produto/serviço que está sendo oferecido. As demandas e as agências do hotel precisam ser atendidas, além de possíveis emergências que venham surgir no meio do caminho.
Outro fator apontado é sobre o padrão mínimo do que se está oferecendo. Por exemplo, se for alimentício é importante que se cumpra a legislação sanitária. A palestrante destaca também que é importante se atentar ao andamento da negociação para entender o tipo de atendimento que terá do fornecedor caso haja negócio.
Os palestrantes sugeriram que o fornecedor saiba com quem está falando e ofertando os produtos e serviços, para que atendam as necessidades do hotel. É essencial estudar a empresa para saber se o seu produto cabe naquele momento do que o hotel procura.
Sala 2 – Qual a importância da manutenção preventiva na hotelaria?
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Sob a moderação de Peter Kutuchian, Publisher do site Hôtelier News o painel teve como debatedores Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Lara Teixeira, Project Management Director Strategic Wyndham Vacation e a arquiteta Marina Dillon, da Rede IHG – InterContinental Hotels Group, responsável pela parte de retrofit dos empreendimentos da marca.
Peter deu início ao painel destacando que a manutenção é um de três quesitos essenciais para o ciclo saudável da hotelaria, sendo os outros o Revenue Management e a capacitação dos profissionais. Com a palavra, Lara Teixeira explicou que a manutenção bem feita da estrutura do hotel é imediatamente a primeira impressão que o hóspede terá, sendo imprescindível tê-la atualizada, fazendo parte de um investimento no negócio.
Para Alexandre Sampaio, existe uma possibilidade crescente de se terceirizar o serviço de manutenção, e a minimização dos custos tem início neste pensamento, dependendo da demanda de cada empreendimento. “É importante estar atento à matriz de custos por que ela varia muito. Grande parte da hotelaria brasileira é independente e a questão da qualificação da equipe é geralmente crítica. Em termos de estrutura pequena, não é fácil desenvolver um processo de manutenção adequado, mas é ele que garante o retorno do seu cliente”, comenta.
Segundo Lara Teixeira, a manutenção planejada é muito mais barata que a emergencial, mas ainda a segunda etapa acaba acontecendo mais. “No caso de hotéis franqueados da rede (Wyndham), existe uma vistoria contratual de manutenção anualmente, com análise de qualidade, para ter a visão do hóspede. Hoje em dia, o hoteleiro sabe o tempo ideal de vida útil dos produtos, desde que ele tenha seguido uma série de especificações anteriores. Se o projetista não sabe disso, ele está levando um problemão para a operadora. Precisamos bater nesta tecla da importância de todas as etapas do projeto”, declara.
Marina Dillon afirma que é necessário respeitar uma certificação e ao projeto arquitetônico, para que o custo de manutenção seja irrisório. Ela pontua que desde o projeto, até cada instalação, já deve prever os custos de reformas e manutenção. “Nós trabalhamos com padrão de marca, e nele há diversas normas com cerca de 4 mil itens para checarmos. Mas muitas vezes o investidor quer cortar caminho e se isentar de certas coisas para pagar menos. Mas tentamos mostrar que os Standards evitam exatamente que ele tenha muitas manutenções em prazos menores que o ideal de cinco a sete anos”, explica.
Para Lara Teixeira, existem três desafios: mostrar ao investidor a importância das orientações do projeto; lidar com a equipe técnica, que algumas vezes tem dificuldades de trazer erros comuns como aprendizado e apagar experiências ruins singulares dos hóspedes, que acabam generalizando todos os hotéis de determinada marca quando algo de ruim é visto. “Muitas vezes acontece do proprietário e do arquiteto estarem em sinergia, mas não temos fornecedores em algumas áreas do hotel. Não temos muitas opções e isso nos prende a produtos que nem sempre são de qualidade”, declara.
Os participantes do painel também falaram sobre o feedback dos hóspedes em sites de avaliação como o TripAdvisor, que muitas vezes tratam sobre a manutenção da estrutura e limpeza. Lara Teixeira afirma que a higiene, de acordo com estudos, é a primeira percepção do hóspede, e que ela está totalmente relacionada à manutenção. “Se olharmos o que o cliente reclama mais, saberemos exatamente qual itens devemos investir na manutenção preventiva. Às vezes, o cliente aponta algo que está sujo, mas na verdade está sem manutenção. É importante olhar o hotel como um todo, principalmente nos locais de maior movimentação”, conta.
Sala 1 – Como se dá o processo de homologação de compras de redes e renomados hotéis independentes.
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Sob a moderação de Luiz Henrique Miranda, jornalista e diretor do Press Club, Participaram do debate Regina Segui, diretora de Produto e Suprimentos da Atlantica Hotels; Joel Rosário, gerente corporativo de Compras do Royal Palm Hotels & Resorts e Gabriella Spinola, Head of Procurement South America da AccorHotels.
Os debatedores foram questionados pelo moderador sobre os critérios e procedimentos de homologação para os fornecedores que querem oferecer seus produtos e serviços para um determinado hotel.
De acordo com Regina Segui, da Atlantica Hotels, as homologações são categorizadas por bandeiras que vão de budget a luxo. Testes operacionais dos produtos e análise do possível fornecedor também são realizados para que se certifique da qualidade do que estão aprovando.
Para Gabriella, da AccorHotels, o fato do fornecedor ser homologado não significa necessariamente que ele terá exclusividade sob a venda do produto, pois tudo depende da categoria em que estará. A participante enfatizou ainda a importância de estudar todo o histórico do fornecedor, se os impostos são pagos corretamente, se há o registro dos funcionários, etc.
O pós-venda ainda foi muito citado como um ponto importante para a homologação da empresa uma vez que é fundamental saber como será o relacionamento com o fornecedor após a formalização do contrato.
Sala 2 – Como os hotéis estão se preparando para atender a nova legislação de acessibilidade?
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Moderado pela Consultora e Diretora da HSMAI Brasil Gabriela Otto, a palestra contou com a participação de Edison Passafaro, Coordenador de Acessibilidade da ABIH-SP; Silvana Cambiaghi, arquiteta e especialista em projetos de acessibilidade e Ricardo Shimosakai, Diretor da empresa Turismo Adaptado e Consultor em Acessibilidade e Turismo.
A arquiteta Silvana Cambiaghi explicou que a necessidade de criar um desenho universal para os hotéis deu-se a partir do aumento de mercado, com crescente número de cidadãos com deficiência provisória ou permanente, bem como pais com carrinhos de bebês, contemplando a diversidade. “O desenho precisa atender com equidade a todas as pessoas, com deficiência ou não. É o que prevê a lei de nº 13.146, de 6 de julho de 2015, em que hotéis e similares devem ser construídos observando este padrão. E os estabelecimentos já existentes deverão disponibilizar pelo menos 10% de seus dormitórios acessíveis, o que torna este assunto tão importante para os hoteleiros”, explica.
Segundo ela, muitos arquitetos não se preocupam muito com este tema, e uma das normas técnicas define que os arquitetos declarem que o apartamento é acessível, a NBR 9060. O conceito é de flexibilização, onde qualquer pessoa, com cadeira ou não, possa entrar. “As pessoas estigmatizam os banheiros e espaços adaptados como algo feio, e geralmente são. Mas é completamente possível criar um design diferenciado que foge do padrão “cor branca e barras”. O vaso sanitário, por exemplo, que tem uma abertura frontal, é uma lenda urbana, ruim para todo mundo. Um sanitário comum se adéqua mais à norma”, comenta Silvana.
Para Shimosakai, todos devem saber que acessibilidade é uma obrigação, mas nem todos sabem como fazer. Segundo ele, a falta de conhecimento e de enxergar este assunto com profissionalismo é o que atrasa o processo de adaptação dos empreendimentos. “Eu vejo muita falta de planejamento. Às vezes seguir a norma, como a NBR9050 de edificação, pode ser complicado para muitos. É preciso tratar o hóspede com necessidades especiais como um cliente comum, atendendo o que ele precisa como os outros. Alguns arquitetos aceitam projetos de hotéis, por exemplo, afirmando que conhecem as normas de acessibilidade, mas na verdade não.”, afirma. O executivo comenta que o próprio portador de deficiência é o agente de viagens dos hotéis que contam com acessibilidade.
Passafaro apontou que o comportamento dos players envolvidos na implantação de um empreendimento acessível – engenheiros, arquitetos, proprietários e hoteleiros – é o que impacta na evolução da cultura deste tema. “Os hoteleiros nos tratam muito mal. Não é falta de lei, pois existe uma legislação sobre o tema desde o ano 2000. Vocês estão devendo, e precisam quebrar paradigmas e preconceitos. Nós temos uma sociedade plural e diversificada, mas os hotéis novos ainda pensam apenas no homem padrão de 1,80m. Estamos falando no não cumprimento de legislação e discriminação”, dispara o coordenador.
Ele afirma ainda que, mesmo com 45 milhões de pessoas com deficiência no País, além de outras pessoas com mobilidade reduzida, este público é muito negligenciado. “Culpo primeiramente o engenheiro e arquiteto. Eles só querem gente bonita no hotel, como se ninguém fosse envelhecer e precisar de ambientes adaptados. Depois, a gestão pública, que não se importa com este segmento. Falta seriedade, profissionalismo e respeito”, diz Passafaro.
Sala 1 – Como elaborar um bom projeto de arquitetura e de interiores para um hotel?
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Moderado por Samuel Koch, hoteleiro e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina, o painel contou como debatedores Consuelo Jorge, diretora da Consuelo Jorge Arquitetos; Eduardo Manzano, diretor do escritório da Perkins + Wills no Brasil e Thomas Michaelis, diretor do Michaelis Arquitetos.
Koch questionou os debatedores de como elaborar um projeto de arquitetura de um hotel. Segundo Michaelis, o tempo de duração gira em torno de sete ou oito meses e destaca o amplo conhecimento e a maneira de condução para sempre perceber com novos olhos a necessidade do vasto conhecimento a se explorar.
Para Consuelo, tão importante quanto o projeto arquitetônico é fundamental estudar a parte de interiores, a bandeira e as características de cada hotel, uma vez que sempre há algo novo e criativo para apresentar: “Hoje é muito difícil surpreender as pessoas, pois viajam muito mais e acabam já trazendo essa bagagem de novidades”.
Manzano aponta que resort é um caminho a ser investido e pode se tornar tendência no Brasil, junto com a chegada de hotéis lifestyle, com uma pegada mais jovem. Além disso, ressalta que o projeto deve ser desenvolvido com os funcionários do hotel, como a camareira, o técnico da manutenção e o gerente, pois eles vão conviver com o seu projeto no dia a dia.
Sala 2 – Segurança na hotelaria, uma preocupação constante.
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Mediando o tema, Paulo Atzingen, jornalista e Publisher do Diário do Turismo e teve como debatedores o consultor hoteleiro Maarten Van Sluys, Adilson de Toledo Souza, Diretor da On Time Consultoria e Gestão de Segurança e Jessé Resende, Diretor Geral da Saga Systems Brasil.
Maarten comentou sobre a importância de medidas preventivas que evitam determinadas situações que põem em risco a segurança e até a vida dos hóspedes. “Percebemos fragilidades fortes dentro da operação hoteleira. Estamos muito atrás no que devemos fazer em relação à segurança. É uma preocupação prioritária das pessoas que viajam hoje em dia, que levantaram ações de empresas que homologam os hotéis em relação à segurança patrimonial e física. A segurança de TI também é extremamente importante, no que se diz respeito aos dados dos clientes”, pontua.
De acordo com Jessé, o brasileiro ainda se preocupa muito pouco com a segurança, e é uma questão que deve ser controlada o tempo inteiro. “Em via de regra, os hóspedes estrangeiros priorizam hotéis de bandeira internacional, pois esperam um padrão de segurança que já conhecem. Esta identificação se dá exatamente por causa da segurança, independente deste momento que vivemos com grandes eventos esportivos. O nosso dia a dia na hotelaria precisa ser levado mais a sério. Todas as pessoas são importantes, não importa se ela é famosa ou não”, comenta o especialista. Ele fala ainda que as preocupações dos gestores devem ser muito maiores do que de fato são. Os hotéis brasileiros seguem uma norma contando com apólice de seguro, mas, segundo Jessé, ele não vê um gestor solicitando um analista de risco para dar opiniões de como ele pode melhorar suas instalações, mesmo se tratando de um serviço que faz parte desta apólice.
Adilson de Toledo compara a segurança no hotel com o seguro de um veículo, que só é valorizado por aqueles que um dia já precisaram dela. “Segurança não é só um problema da polícia. Devemos nos preocupar com tranquilidade, dignidade e salubridade, que são garantidos com a segurança – o que não acontece nos nossos dias. Esta é a primeira coisa que as pessoas visam quando vão escolher um destino turístico. Precisamos de uma mudança cultural”, declara.
Toledo, que também é Coronel, defende que falta ainda muita capacitação nesta área, que não pode ser vista como um departamento. Segundo ele, vêm à mente do gestor hoteleiro os procedimentos para segurança como um custo, o que na verdade é um processo. “A partir do momento que cada setor do hotel souber como a segurança impacta em seus serviços a partir da tecnologia, será possível falar e tratar este assunto de maneira que não seja um tabu”, afirmou.
Os participantes do painel também pontuaram sobre segurança alimentar, que nem sempre é previsível mas pode ser evitada. Para Maarten, o que existe são boas práticas que não são cumpridas, instalações inadequadas, contaminação cruzadas, mau preparo de alimentos, entre outros processos que merecem mais atenção do que se é dado. “A melhor forma de evitar a contaminação cruzada a partir de confinamento, como é o caso dos alimentos em navios, é ter uma pessoa que diariamente analise e guarde amostras dos alimentos. O cuidado deve ser constante”, menciona.
Jessé diz que a próxima tecnologia em relação à fechadura e abertura de portas de hotéis deverá ser o reconhecimento facial, em meados de 2020 e 2030, já que ainda é incipiente a abertura das portas com celular, que ainda está sendo adaptado.
Maarten falou ainda sobre gerenciamento de risco, onde se estuda as possibilidades de furto, roubo e perigos inerentes ao hóspede, prevendo o que pode acontecer e como precaver; e gerenciamento de crise, em que entra o preparo no momento de resolver o problema. “Em um cenário de retração, todo mundo releva a preocupação com acontecimentos graves e descarta o treinamento prévio”, resume.
Ao fim do 1º Forum Revista Hotéis de Soluções Hoteleiras foi oferecido um coquetel de encerramento. O saldo do evento foi super positivo.
A Colortel, empresa de locação de equipamentos para a hotelaria no Brasil, aproveitou para sortear uma TV de led de última geração de 32 polegadas da marca Samsung. O ganhador, foi Joel Rosário, Gerente Corporativo de Compras do Royal Palm Hotels & Resorts de Campinas (SP). Joel foi um dos vários profissionais do segmento hoteleiro que participaram ontem deste Fórum e eles possuem bons motivos para comemorar. Puderam ter contato com 85 fornecedores de vários segmentos, assim como assistir a várias palestras com temas muito atuais e importantes.
Aproveito para agradecer o convite para participar e colaborar deste maravilhoso trabalho do meu amigo e parceiro Edgar da Revista Hotéis e toda sua equipe. Foi uma honra para mim e para o Guia GPHR.
Escreveram os textos acima os seguintes jornalistas: Raisa O. Santos / Gabriela Fernandes / Edgar J. Oliveira / Renato Hazan
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