As idiossincrasias da Tannat uruguaia e de suas diversidades

por Glaucia Balbachan

Crédito/Foto: Divulgação

 

Falar da Tannat uruguaia é sempre agradável. E como ela mudou nessa última década!

Paschoal Harriague foi o responsável por trazer a variedade Tannat para o Uruguai. O dia 14 de abril, foi a homenagem que o país fez na data da sua morte celebrando a data da uva no país uruguaio. – 14 de abril de 1894.

Virtuosa, a Tannat vem sendo lapidada e interpretada de forma cuidadosa. Fazendo uma comparação com uma década atrás, a elaboração de vinhos com a Tannat, a evolução foi para muito melhor. Os produtores já faziam bons vinhos, mas o salto na qualidade impressiona a cada safra.

 Os vinhos continuam estruturados e com potência, que é sua marca registrada, mas agora a elegância impera no Uruguai.

O cenário da Tannat vem mudando, seja em Canelones, Maldonado, Jose Ignacio, Colonia ou mesmo a Capital Montevideo é possível perceber novos projetos acontecendo com qualidade expressiva, dando uma nova cara ao Uruguai e seus terroirs.

A palavra tannat vem do tanino, que é a característica mais importante da variedade. Para controlar esses taninos, era usado antes, a super maturação, passagem longa por carvalho ou mesmo a diluição em água.

Onde plantar, como conduzir os vinhedos e explorar a melhor expressão da Tannat é o objetivo dos produtores que olham para o futuro.

É fascinante saber que a Tannat tenha se dado bem em um país famoso por suas carnes e assados. O cordeiro uruguaio é o prato mais famoso para se harmonizar com um Tannat.

 

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A Tannat de várias caras

Hoje em dia não temos um Tannat, temos vários. São muitos estilos como o Tannat elaborado por maceração carbônica (do produtor Pizzorno). O vinho traz boa versatilidade gastronômica, é redondo, fácil de beber e com muita fruta fresca.

Da região de Maldonado há Tannats, que provem de solos graníticos com a fusão da brisa marítima como a do produtor Garzón – que busca menos extração. São vinhos frescos, elegantes e marcados por fruta e frescor como dos irmãos Pizzano, trazendo uma nova faceta da Tannat para o consumidor.

Quanto ao enoturismo, as vinícolas cada vez mais estão preparadas para receber turistas e viajantes que apreciam vinho – seja com hospedagem na própria vinícola ou mesmo recebendo para um almoço com bons restaurantes.

 

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Diversidade

Cortes e variedades é o que vem dando certo e chamando atenção pela exuberância. Marcelan, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Pinot Noir, Sangiovese, Moscatel, Merlot, Petit Verdot e etc.

Produtores como a Viña Progreso, Viña Éden, Familia Deicas, Pablo Fallabrino e BracoBosca são um bom exemplo de diversidade uruguaia e todas estão presentes no Brasil.

O Tannat vem caindo no gosto dos brasileiros seja viajando para o Uruguai ou mesmo por aqui. Boa parte dos produtores são bodegas familiares, quando você os visita, é possível ter contato direto, tornando a experiência ainda ais rica.

É bom estar por perto dos Tannats e do desenvolvimento dos produtores uruguaios, o vinho de forma geral resulta em características bem singulares. E os brancos uruguaios…. é um tema que ainda precisamos contar por aqui.

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