Afetado pela crise econômica que atinge o país, o setor hoteleiro da cidade pode ter um grande prejuízo caso a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) cumpra a promessa de não desfilar em 2018 se a prefeitura cortar pela metade a subvenção às agremiações. De acordo com Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio de Janeiro (ABIH-RJ), o setor sequer trabalha com a possibilidade desse cenário, que, nas palavras dele, “seria um completo desastre”.
– Tivemos uma reunião com a Riotur na semana passada e ouvimos os argumentos do município. Na quarta-feira, vamos nos encontrar com a Liesa, para ouvir o outro lado da questão. Nosso objetivo é intermediar as discussões. Se ninguém ceder, todos sairão perdendo – disse Lopes.
Na opinião do presidente da ABIH-RJ, o carnaval do Rio deveria ser um evento autossustentável, com apoio do setor privado, nos mesmos moldes do Rock In Rio. Ele afirmou que, neste momento, é preciso garantir a realização dos desfiles de 2018:
– Nosso objetivo é saber o que as escolas precisam e ajudá-las da melhor forma possível, nem que seja pleiteando mais verbas da prefeitura.
Lopes criticou a decisão do prefeito Marcelo Crivella de criar um gabinete para autorizar ou vetar eventos em áreas públicas da cidade:
– Estamos passando por uma crise e o que o Rio mais precisa, agora, é de eventos. Em maio, tivemos apenas 38% de ocupação nos nossos hotéis, quase 15% a menos que no mesmo período do ano passado.
Fonte: Extra – https://goo.gl/GKvUei