Coluna Viagem de negócios

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Coluna Viagem de negócios
Por Fabio Steinberg


Eventos em navios
Todo ano o fim do carnaval sinaliza que as atividades profissionais do ano começaram para valer no Brasil. Terminadas as férias, mal o último folião para de pular, as cidades voltam ao normal. Nas empresas, é geralmente hora da temporada de caça por locais onde realizar eventos. Buscam ambientes adequados para discutir os resultados obtidos e estabelecer “novas e desafiantes metas”, no típico jargão corporativo. Ou seja, fazer um pouco mais do mesmo, mas dando a impressão que daqui pra frente tudo será muito diferente. Para a estratégia dar certo, a ordem é inovar na realização dos eventos, não só em termos de conceitos, mas na busca por locais inusitados e que motivem equipes.


Hotéis, auditórios, e demais áreas para receber encontros profissionais costumam ser os mais óbvios escolhidos. Pouca gente pensa em cruzeiros marítimos como opção, e sua utilização para eventos corporativos não passa de uns 10% da ocupação total. No entanto, além da mudança de ares, esta alternativa pode representar benefícios econômicos, destaca Claudia del Valle, gerente de marketing e vendas da Costa Cruzeiros. “Nos navios, não precisa locar espaço nem equipamentos audiovisuais, pois já contam com esses recursos em teatros, lounges e até na área da piscina”. Ela explica que os cruzeiros são ideais para realizar eventos de todos os portes, desde encontros com um pequeno grupo a bordo até o seu fretamento completo. Cita empresas como o Bradesco, Net, Scania, Lacta e Lowell que já optaram no passado por esta modalidade. Lembra também  a flexibilidade entre seguir a rota e procedimentos existentes, ou modificar itinerários, horários e cardápios das refeições, assim como realizar coquetéis privados, tematizar ambientes com patrocínios, até contratar artistas para apresentações especiais.


“Apesar de nosso investimento no mercado executivo, muitas empresas ainda desconhecem esta alternativa”, revela Claudia. Ela exemplifica com vantagens logísticas como a recente realização de encontros para mil hóspedes extensivos às famílias, o que levou à acomodação simultânea de 3 mil passageiros. Também desaparecem problemas como, diante de grande número de participantes, acomodação em diversos hotéis e, em consequência, o pesadelo das locomoções. A bordo, os convidados estão a rigor separados do evento apenas pela distância de um elevador. “Estamos acostumados a receber centenas de hóspedes, e para nós diariamente é dia de um grande evento”, conclui a gerente da Costa Cruzeiros.


Há ainda um benefício inegável, que poucos costumam mencionar, mas que pesa na hora de optar navios. É que, diante dos apelos de um destino – entre praias, cidades, atrações e passeios – torna-se missão quase impossível assegurar a presença contínua dos convidados no local dos encontros. Já nos cruzeiros, como ilhas navegáveis, há reduzidos índices de evasão nos eventos empresariais. Até porque, por suas várias atividades e atrações, o navio, de meio de transporte, acaba na prática se transformando no destino em si.


Passageiro Vip: José Eduardo Guinle
Quando se pensa no principal ícone da hotelaria no Brasil, o Copacabana Palace no Rio de Janeiro vem à tona. Associado a ele, o nome dos Guinle, seus proprietários por quase 70 anos. Ilustre representante da família, José Eduardo Guinle nasceu, cresceu e dedicou a vida profissional ao hotel até 1989, quando foi vendido ao grupo Orient Express.


Por onde anda este simpático e competente executivo formado em economia, com cursos em turismo e hotelaria, e um currículo recheado de realizações públicas e liderança no setor, inclusive como presidente da Riotur?


Depois de implantar o Saint Andrews, hotel de alto luxo da GJP em Gramado (RS), José Eduardo está em plena atividade. Além de consultor, agora é headhunter para cargos executivos na hotelaria. Até hoje exercida por profissionais especializados do segmento, o papel de diretor geral de hotel se sofisticou, o que exige uma seleção apurada, inclusive fora do setor. “O candidato ideal precisa estar comprometido com os resultados, sem abrir mão da qualidade”, conclui Guinle.