Conheça as diferenças entre alimento integral e enriquecido

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Com características diferentes, produtos muitas vezes são confundidos pelo consumidor na hora da compra


A oferta de produtos integrais ou enriquecidos cresceu muito, ganhando destaque nas prateleiras. Preocupados com a saúde e bem-estar, os consumidores mudaram de hábitos e passaram a procurar produtos que contribuam com a sua saúde, seja pela presença de fibras, de vitaminas ou compostos bioativos, como os antioxidantes.


No entanto, é importante ficar atento ao rótulo e às nomenclaturas para comprar o produto que corresponda às necessidades pretendidas.  Um alimento integral é diferente de um enriquecido.


De acordo com Alessandra Godoy, consultora de nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados (Abima), há uma certa confusão entre os consumidores sobre as duas categorias, levando muitas vezes a uma compra equivocada. “Os alimentos enriquecidos são acrescidos de algum nutriente, como por exemplo, ferro, cálcio ou alguma vitamina. Já os integrais são fabricados a partir de farinhas não refinadas, ou seja, possuem um teor de fibras maior quando comparado ao mesmo produto elaborado com a farinha refinada”, explica.


Segundo ela, os alimentos integrais contribuem para maior saciedade, ajudam na absorção da glicose, ou seja, auxiliam no aumento do metabolismo, ajudam a prevenir e/ou tratar algumas doenças como a obesidade, diabetes e problemas intestinais. Já os alimentos enriquecidos auxiliam a ingestão de determinado nutriente que a pessoa pode ter ou não uma deficiência.


Para ser considerada integral, massas e pães têm que ser preparadas com farinha de trigo e farinha de trigo integral ou fibra de trigo e ou farelo de trigo. A expressão “farinha de trigo integral” deve ser a primeira citada na lista de ingredientes que consta na embalagem.


Já o pão ou macarrão preparado com farinha de trigo enriquecida, deve trazer em sua embalagem o tipo de enriquecimento. O produto com adição de ferro e ácido fólico, por exemplo,  é indicado para crianças e gestantes para prevenção da anemia. A deficiência de ferro pode causar riscos à saúde infantil, afetando o desenvolvimento psicomotor e cognitivo, diminuindo a capacidade de aprendizagem e comprometendo a imunidade celular, com menor resistência às infecções.  A anemia grave na gestação está associada ao maior risco de morbidade e mortalidade fetal e materna e em casos moderados maior risco a parto prematuro e baixo peso ao nascer.


O pão integral não precisa ser enriquecido, já que possui vitaminas do complexo B, ferro, proteínas, manganês, vitamina E, zinco, cálcio, potássio, cobre e fósforo. Também é importante observar a quantidade de fibras especificada no rótulo e desta forma verificar se está conseguindo chegar a 25g-30g por dia de fibra, valor preconizado pelo Guia Alimentar da População Brasileira.


Independentemente do tipo, o pão e o macarrão podem ser consumidos sem peso na consciência dentro das porções recomendadas para cada um.


Divulgação: TREE COMUNICAÇÃO