Decanter promoveu degustação com o Enólogo Português Anselmo Mendes

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Decanter trouxe ao Brasil o Enólogo Anselmo Mendes que apresentou os seus vinhos em um agradável almoço no Restaurante Rancho Portugues-RJ.


O trabalho de Anselmo Mendes é reconhecido em Portugal e no estrangeiro não apenas pela excelência dos vinhos que produz mas pela forma surpreendente e consistente como inova. A fermentação de uvas Alvarinho em barricas de madeira ou o uso de técnicas de vinificação antigas, como a curtimenta, são alguns dos métodos que fazem com que estes vinhos sejam um caso à parte no mundo dos brancos.


Anselmo Mendes recebeu da presidência da Republica de Portugal a comenda da Ordem do mérito empresarial, classe do mérito agrícola, reconhecimento mais que justo por seu trabalho no mundo do vinho.


Para a crítica internacional, os vinhos de Anselmo Mendes atingiram níveis de excelência e de consistência qe o colocam “entre os melhores enólogos portugueses” (Parker’s Wine Buyer’s Guide), ou que o tornam “uma das referências mundiais na produção de vinho verde” (Wine Enthusiast). Robert Parker, reconhecido como o melhor crítico de vinhos do Mundo, definiu Anselmo Mendes como “produtor de excelência” e atribuiu ao seu Parcela Única Alvarinho a nota mais alta já registada por um Alvarinho.


Durante o almoço no Restaurante Rancho Português em Ipanema, Rio de Janeiro, foram apresentados ao todo, 8 vinhos. Todos muito bem elaborados, aromáticos e de muita qualidade.

Os vinhos apresentados foram:
– Pardusco Tinto 2012
– Muros Antigos Escolha Vinho Verde 2013
– Loureiro Muros Antigos Vinho Verde 2013
– Alvarinho Contacto Vinho Verde 2013
– Alvarinho Muros Antigos Vinho Verde 2013
– Alvarinho Muros de Melgaço Vinho Verde 2012
– Curtimenta Vinho Verde 2011
– Parcela Única Vinho Verde 2009


A degustação foi precedida de deliciosos bolinhos de bacalhau e no almoço, um delicioso Bacalhau à Lagareiro.


Vamos às impressões:


Pardusco Tinto 2012



Elaborado com as castas: Alvarelhão, Pedral, Cainho, Borraçal e Pinhão, tem 12,5% de graduação alcoólica. A fermentação com as cascas se deu por 12 horas, com baixa temperatura e houve fermentação malolática total. Após isso, um ligeiro amadurecimento em barricas velhas. O vinho é um rubi claro, límpido, nariz limpo, com expressões de frutas vermelhas frescas, herbáceo. Na boca é seco, tem acidez agradável, sabores a frutas vermelhas frescas e ervas. Final médio. Acompanhou super bem o bolinho de bacalhau. Foi o melhor vinho verde tinto que tomei até hoje. Muito agradável ao nariz e paladar, sutil, leve e harmônico.


Muros Antigos Escolha Vinho Verde 2013



Elaborado com as castas Alvarinho, Loureiro e Avesso. Amarelo limão, de intensidade média, límpido e brilhante. Nariz limpo e proeminente, com frutas cítricas, capim limão, mel. Seco, acidez alta, muito fresco, mineralidade presente, sabor frutado, destacando-se o cítrico, como uma lima, corpo leve. Final médio.


Loureiro Muros Antigos Vinho Verde 2013


 


Este vinho passou por longa fermentação e amadureceu sobre as lias por 4 meses. Amarelo limão pálido, límpido, brilhante, nariz proeminente com aroma de abacaxi, floral, e um herbáceo que não identifiquei. Seco, acidez alta, ótimo frescor, saboroso, corpo leve e final médio.


Alvarinho Contacto Vinho Verde 2013


 


Amarelo limão médio, límpido, brilhante, nariz limpo, aromas florais, cítricos, mineral e mel. Seco, acidez média, macio e elegante. Final médio, com boa persistência.


Alvarinho Muros Antigos 2013


 


Este Alvarinho permaneceu em contato com as lias por 6 meses. Amarelo limão médio, límpido, brilhante, nariz limpo, aromas de pomelo, lima, mineral. Seco, acidez alta, fresco, sabor lembrando o cítrico e abacaxi, corpo leve, redondinho. Final médio.


Alvarinho Muros de Melgaço  2012


 


Fermenta em barricas francesas por 12 dias e depois faz estagiamento em barricas francesas novas e de segundo uso, durante 6 meses. Amarelo dourado claro, límpido, brilhante, nariz limpo e  proeminente com aromas minerais, baunilha, casca de laranja. Seco, acidez média, fresco, frutado, untuoso, corpo médio e com final médio+.


Alvarinho Curtimenta 2011


 


O nome do vinho refere-se ao fato de que as uvas durante 1 dia ficam em contato com as cascas no processo de fermentação. Apresenta expressão da madeira um pouquinho maior que o anterior, pois estagia por 9 meses em barricas novas e usadas de 400 litros, sendo realizada, a bâtonnage.


Amarelo dourado claro, límpido, brilhante, nariz limpo e  proeminente com aromas minerais, baunilha, casca de laranja cristalizada, floral. Seco, acidez média, fresco, frutado, untuoso, corpo médio e com final longo.


Alvarinho Parcela única 2009


 


Maior complexidade. A fermentação ocorre em barricas usadas, com periódica bâtonnage. Estagia por 9 meses em barricas novas, com bâtonnage semanal. Isso enriquece o vinho. A safra 2009 foi a primeira a ser produzida.


Aramelo dourado médio, límpido, mais denso que o Curtimenta. Nariz limpo, e com aromas proeminentes e persistentes. Frutos com caroços, baunilha, mineral, frutos secos. Na boca é seco, encorpado, untuoso, sabor de frutos secos, e cedro ao final de boca, Final longo e delicioso.


Agradecimento especial a Juliana Gonçalves/Vou de vinho por parte do texto.


Aqui um vídeo feito com o Anselmo, no qual ele fala sobre 3 vinhos.




FOTOS DO EVENTO: