Dia do Sorvete – Mestre sorveteiro Francisco Santana defende a produção dos sorvetes com ingredientes naturais


Todo dia é dia de sorvete para Francisco Sant’Ana, mestre sorveteiro e idealizador da Escola Sorvete. Mas comemorar o dia é uma forma de incentivar o consumo e chamar atenção para um produto que na Europa, por exemplo, é consumido o ano inteiro, independentemente do tempo frio.


Francisco Sant’Ana diz que o brasileiro associou consumo de sorvete ao calor, deixando de aproveitar as delícias e as propriedades nutritivas desse alimento que tem tudo a ver com o nosso clima. “Alemães e finlandeses, por exemplo, consomem sorvete o ano todo.  O sorvete bem feito com ingredientes naturais é nutritivo e só faz bem em qualquer estação”, garante o mestre.


Motivos para comemorar o Dia do Sorvete o mestre Francisco tem. O mercado de sorvetes está entre os mais lucrativos da indústria alimentícia, e nos últimos anos o mercado global cresceu, principalmente em países como a China, Brasil e outros mercados emergentes que respondem por cerca de 2/5 da produção. O Brasil ainda está muito aquém de nosso potencial. Na Suíça, o consumo per capita é de 14,4 litros por ano, enquanto que, no Brasil, é de apenas 4,7 litros por ano – e concentrado no verão.


Francisco Santana fala dos benefícios do sorvete: “É um alimento refrescante em qualquer estação e contém vitaminas, minerais e cálcio. Nós ainda temos a vantagem de contar com sorvetes de frutas 100% naturais, com propriedades e nutrientes diferentes. Além disso, temos outras matérias primas como castanhas nativas que são indicadas diariamente. Acho essencial ampliar o conhecimento e acesso à informação desse produto. Acredito que essa é a minha missão e tenho procurado compartilhar meus conhecimentos na Escola Sorvete, onde já se formaram empresários de todo o Brasil”.


Além de ensinar todas as técnicas para preparar um bom sorvete e contar em sua escola com equipamentos modernos e de alta tecnologia, Francisco também dá dicas para quem pretende iniciar seu negócio: “E preciso inovar, ter um diferencial, explorar nichos e fazer isso de modo regional e local. Fazer sorvetes para diabéticos, veganos e outros públicos pode abrir novas frentes de consumo e gerar bons lucros”, aconselha.


“Nesse setor, existem poucas escolas brasileiras de excelência. A maioria ensina a usar produtos pré-prontos e técnicas de produção rápida”, comenta o mestre e embaixador no Brasil da marca referência em chocolate, a belga Callebaut, além de atual consultor da Brunella.


Para ele, o momento é ideal para quem quer abrir sua empresa, porque o consumo de sorvetes no Brasil cresceu em dez anos 80% e tende a ganhar novos componentes tecnológicos e novos consumidores. “Mesmo com a crise a sorveteria vai crescer bastante. Temos vários casos em nossa escola de pessoas que foram em busca do sonho e se deram muito bem”.


Números
Segundo levantamento realizado pela ABIS, o consumo de sorvetes de massa, picolés e soft totalizou 1,1 bilhão de litros em 2015, com índice de 5,59 litros por habitante ao ano.


Sobre Francisco Sant’Ana


Formou-se em Gastronomia no ICIF do Rio Grande do Sul, especializou-se nas conceituadas Escuela de Pasteleros Mausi Sebess, em Buenos Aires, e na Escuela Universitaria de Hotelaría y Turismo de Sant Pol de Mar, na Espanha. Com bolsa de estudos na École Nationale Supérieure de la Pâtisserie, na França, adquiriu o Certificat d’Aptitude Professionnelle (CAP) e tornou-se o primeiro assistente estrangeiro da Instituição.


A partir de então, ministrou aulas na renomada Universidade Carpigianide Bologna, Itália, e não parou mais. Campeão Latino-Americano de Confeitaria de 2012, até hoje o mestre sorveteiro desenvolve produtos e realiza cursos e consultorias em fábricas de sorvetes em diversos países, como Alemanha, França, Espanha, Grécia, Turquia, México, Colômbia e Panamá, entre outros.


SERVIÇO:
Endereço: Rua Apinajés, 1720 – Perdizes
Inscrição: www.escolasorvete.com.br
Facebook: escolasorvete // Instagram: @escolasorvete