O Guia GPHR fez uma entrevista com o criador e detentor de patente do abridor de sache, Leopoldo Almeida, e que já esta em contato com grande e respeitado escritorio de advocacia especializado em propriedade industrial e intelectual.
Segue abaixo os trechos da entrevista:
GPHR: Leopoldo, como surgiu a criação do abridor de sache?
Leopoldo: Em 2007, quando inventei o abridor de saches, era um anseio do mercado e que afligia a todos quando precisavam abrir os saches, naquela época ja obrigatórios por lei nos estabelecimentos gastronômicos do Brasil. Comecei a pensar em como poderia solucionar este problema. Criei a empresa Khort e comecei a comercializar por todo o Brasil.
Em 2010 ganhei um prêmio internacional, onde meu abridor de sachês ganhou o prêmio de melhor invenção das Américas numa feira nos Estados Unidos, logo em seguida participei do programa pequenas empresas, grandes negócios. Rede nacional. Já naquela época, as vendas do produto já estava bombando porque era uma solução que afligia todos que curtiam mostarda e ketchup.
GPHR: Como foi o começo para colocar no mercado?
Leopoldo: Muito duro para colocar essa pipa no ar e o negócio começou a recompensar o risco que corri em desenvolver esse produto.
GPHR: Surgiram cópias no mercado?
Leopoldo: Por volta de 2012, surgiu esse outro produto aparece outro abridor de sachês, que faz a mesma coisa que o meu. Ingênuo, busquei a empresa e propus uma parceria. A parceria, como já fiz com outras empresas era bem clara. A empresa continua produzindo e agregando valor ao produto dela e me compraria o refil da lâmina para cada unidade produzida.Simples, fácil, alcançável, factível.
Mando um email para empresa, que depois de alguns meses, desaparecem através do silêncio. Nenhuma resposta de nada.
Em 2013, já cansado daquela situação, notifico extrajudicialmente a empresa. Como eles são clientes de renomado escritório que já existe já há 55 anos no sul do país, recebi a seguinte resposta: – Leopoldo, a Brinox antes de fazer esse abridor de sachês, nos encomendou uma pesquisa de anterioridade e encontramos o estado da técnica. Sendo assim, seu pedido de patente não será concedido. Inclusive me mandou um abridor de sachês japonês como prova de sua pesquisa.
GPHR: Voce já detém a patente do produto?
Leopoldo: Agora, janeiro de 2017, minha patente é concedida! Isso porque o meu tem como novidade o fato de ser composto por duas partes e a parte cortante pode ser encaixada e removida para troca ou limpeza.
Volto o contato com a empresa e silêncio. Aí, me volta aquele mesmo advogado que tinha conversado no início e me faz uma oferta de valor vil para parar por ali essa situação. Disse que não condiz que o que estou esperando e ele me pergunta quanto eu quero. Respondi que eu quero o que a lei prevê nesses casos. Simples!
Quanto custa ser questionado se foi ou não inventor daquele produto? Custa quanto uma empresa como a Brinox começar a produzir e colocar no mercado com toda a rede que tem de distribuição? Custa quanto o tempo perdido tentado parar esse comércio de um produto cópia de outro patenteado?
O que é moral o que é legal?
O advogado me disse na época que enquanto eu não tivesse a patente concedida, eu não teria direito e sim, uma expectativa de direito e que eu nada poderia fazer – acho que não… mas na época eu era completamente leigo no assunto e aceitei.
O fato é o seguinte: Quando observamos toda essa situação que nosso país vive, podemos entender que essa cultura covarde e egoísta está em todas as camadas. Será que uma empresa como Brinox não tem um compromisso com a sociedade em que vive e consome seus produtos? Será que vale a pena tirar de um inventor, pessoa física, que com recursos próprios, empréstimos e 2 anos para conseguir colocar o produto no mercado? Isso não é uma atitude covarde a aproveitadora? O que coloco aqui em questão é o pouco caso com o inventor brasileiro. Uma covardia!
Moral refere-se ao conjunto de regras, padrões e normas adquiridos em uma sociedade por meio da cultura, educação, cotidiano e costumes adquiridos no âmbito social e familiar.
Segundo um escritorio de marcas e patentes consultado, a patente fica valida partir da data em que foi dada a entrada no pedido.
Vamos brigar na justiça e não vai ser pelos parcos e míseros reais em que ofereceram na proposta indecorosa do advogado da Brinox.
SERVIÇO:
Khort Comércio Produtos Plásticos – contato@khort.com.br
www.khort.com.br
FiLME DA KHORT VEICULADO PELO PROGRAMA PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS DA REDE GLOBO EM 2010