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Por: Isaura Daniel
Brasileira Samba será responsável pela gestão do hotel Bossa Nova Beirut, que será aberto no próximo ano na capital libanesa. Executivo da companhia procura novas oportunidades no Oriente Médio.
A empresa mineira Samba Administradora de Hotéis vai gerir um hotel que será aberto no próximo ano em Beirute, no Líbano, e que terá uma das suas bandeiras, a Bossa Nova. O empreendimento começou a ser construído há dois anos e iniciará as operações no primeiro trimestre de 2017, segundo informações do CEO da Samba, Guilherme Castro.
O investimento de US$ 15 milhões é dos libaneses Christine e Frederique Ozeir, empresários do setor de construção, e a possibilidade de gestão da administradora brasileira surgiu a partir de contatos de Castro. O executivo atuou como diretor por cerca de 15 anos no Brasil e exterior em redes mundiais da área como Hilton Worldwide. Castro foi diretor de vendas do Hilton na América Latina.
O CEO conta que o interesse dos libaneses pela Samba surgiu em função da identidade visual, do conceito da marca. A unidade na capital do Líbano terá uma decoração alusiva ao Brasil. Os hotéis administrados pela empresa mineira em cidades brasileiras têm decoração com referência ao samba de raiz.
O Hotel Bossa Nova Beirut ficará no bairro de Sin el Fil e será do tipo boutique, focado principalmente no segmento corporativo “upscale”, como são chamadas as hospedagens sofisticadas e requintadas para a classe alta, mas que não estão no topo da categoria do luxo. Castro conta que as diárias custarão de US$ 150 a US$ 160.
O executivo acredita que 50% a 60% do hotel será voltado ao segmento corporativo. Ele afirma que Beirute tem bastante importância na África e Oriente Médio para os negócios e que grandes empresas têm suas bases na cidade, considerada estável na região. Castro conta também com a hospedagem de brasileiros que visitam com frequência Beirute por laços familiares. O atendimento aos hóspedes será em inglês, português, francês e árabe.
O hotel de Beirute fará parte de um empreendimento maior, que comporta também prédio residencial e edifício com escritórios. A empresa brasileira será responsável pelo hotel, pelo centro de convenções e atividades correlatas, com business center, que ficarão no imóvel de escritórios. Os três locais serão ligados por passarelas de vidro.
A Samba tem parceria com uma empresa libanesa, a consultoria Lumen Hospitality, que a representa no país árabe e que também atuará no Bossa Nova Beirut. A empresa brasileira já começou capacitação de profissionais que trabalharão no hotel. O próprio Castro viaja cerca de quatro vezes ao ano para o Líbano e uma parte da liderança do empreendimento será de brasileiros. O executivo e outros dois diretores da Samba estão estudando o idioma árabe.
A Samba Administradora de Hotéis foi criada há dois anos e é de propriedade de Guilherme Castro, Rodrigo Castro e Andrea Castro. O CEO é turismólogo, historiador e possui MBA em Marketing de Serviços. Rodrigo, CFO da Samba, é economista formado pela University of Southern California e tem MBA em Finanças e Contabilidade pela Fundação Getúlio Vargas. Ele foi atleta e disputou natação pela seleção brasileira em três olimpíadas. Andrea Castro é formada em Turismo e tem MBA em Marketing. Ela tem experiência em agências de viagens, organização de eventos e área comercial da hotelaria.
A empresa mineira possui duas marcas, a Samba, de hotéis voltados para classe média alta, e a Bossa Nova, mais requintados. No Brasil, a gestora administra hotéis com a marca Samba nas cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e Rio das Pedras e Sacramento, em Minas Gerais. Será inaugurada em breve uma unidade no município paranaense de Maringá também com a bandeira Samba.
Parte dos hotéis foi arrendada pela Samba e parte ela apenas administra. No empreendimento de Maringá, a gestora mineira terá participação societária de 30%. A empresa ainda está por colocar em pé outros projetos no Brasil, como unidades com a marca Bossa Nova no Nordeste e interior paulista. Castro afirma que a empresa tem interesse em se expandir no Oriente Médio, administrando hotéis não apenas no Líbano, mas em outros países da região.