
A cápsula Anthénea foi construída com princípios de sustentabilidade e, segundo os criadores, é impossível de afundar
Apesar de ter sido inspirada em um filme de 1977, a cápsula flutuante Anthénea representa o que há de mais novo no mercado de turismo.
A embarcação foi desenvolvida na França pelo arquiteto naval Jean-Michel Ducancelle, que se baseou no longa “007 – O espião que me amava” para desenvolver um projeto futurista e, principalmente, atento aos problemas ambentais da atualidade.

Além de estar munida com 5 painéis solares, que se movem automaticamente em busca da luz, a estrutura também conta com estações de tratamento de água. A preocupação com a natureza aparece ainda em um sistema de ancoragem especial, que a empresa afirma não danificar a vida subaquática.
Feita com material 100% reciclável, o Anthénea é altamente adaptável, pode navegar por rios, lagos e mares com temperaturas que vão de -30ºC do Ártico aos 40ºC dos países tropicais. Para garantir o conforto dos ptripulantes ele conta ainda com estabilizadores de moviemento e motores silenciosos.
Outro bônus é que não é preciso ser nenhum James Bond para pilotar a embarcação: não é exigido licença ou experiência de navegação para tomar o controle da cápsula. Assim como o titanic de outrora, o Anthénea alega ser impossível afunda-lo. Teoricamente, seu design resiste até a cataclismos.

As cápsulas flutuantes do Anthénea estão à venda e custam entre 250 mil e 420 mil euros (cerca de R$ , 5 milhões e R$ 2,5 milhões). Os valores variam dependendo do uso que será dado às embarcações, que possuem vista 360º e chão de vidro para observar a vida aquática. A empresa mira principalmente na indústria hoteleira. Em sua versão suíte, a estrutura tem 50 m² e conta com sala de estar, cozinha, cama e banheira redondas. Esse modelo já foi produzido e está ancorado no porto de Trébeurden na costa da Bretanha, na França. Ali, a locação custa à partir de 290 euros (cerca de R$ 1.760,00) por noite para 2 pessoas.
Em outras disposições, o espaço é dividido em 2 ou 3 quartos para acomodar mais hóspedes. Todas, porém, possuem um solário na parte de cima com guarda-sol e mesa para 12 pessoas. A proposta é que os resorts comprem as cápsulas como uma forma prática e inovadora de expandirem os seus resorts para o mar.

No entanto, as embarcações também podem vir como um spa com 2 salas de tratamentos, uma sala de reuniões para 15 pessoas e até um espaço exclusivo de eventos para até 50 convidados.
Entre as variadas possibilidades de uso, o que chama mais a atenção no Anthénea é o seu fator visionário: a embarcação já está pronta para as mudanças climáticas e para a consequente elevação do nível do mar, que pode inundar cidades no futuro.
A curto prazo, a cápsula flutuante pode garantir o distanciamento social e oferecer uma alternativa turística em um mundo com destinos cada vez mais lotados.




