Livro conta a história do gim, a bebida que renasceu neste século

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Única obra brasileira do gênero, ela inova em todos os aspectos. Do projeto gráfico arrojado às formas de consumo, passando pela história do surgimento da bebida, o livro aborda a legislação brasileira e europeia que regulamenta a produção, as principais ervas aromáticas usadas no preparo, o processo de destilação, os grandes líderes mundiais na fabricação do gim, as principais marcas brasileiras e, claro, os coquetéis mais consumidos – e os mais exóticos. Totalmente ilustrado, traz ainda os melhores bares de gim no Brasil e no mundo. 


O século XXI está vivenciando o renascimento do gim. Esse fenômeno, iniciado no Mediterrâneo e com epicentro na Espanha, propagou-se em um primeiro momento para Portugal e para a Grécia e, depois, para o resto do mundo. Ao contrário da vodca, que é neutra, o gim é redestilizado com bagos de zimbro e de outros componentes botânicos, o que o torna uma bebida extremamente aromática, com odores muito complexos. A bebida está associada intimamente ao Reino Unido, que a elevou à posição que ela detém hoje. No livro Os segredos do gim (192 p., R$ 89,90), lançamento da Mescla Editorial, José Osvaldo Albano do Amarante, um dos maiores especialistas em bebidas do país, reúne todas as informações sobre a produção e o consumo do gim no Brasil e no exterior. O lançamento com sessão de autógrafos acontece no dia 7 de novembro, segunda-feira, a partir de 19h, no bar SubAstor, que fica na Rua Delfina, 163, Vila Madelena – São Paulo.


A obra é resultado de um trabalho de mais de 25 anos, incluindo pesquisas, degustações e visitas a bares especializados na bebida. Segundo Amarante, a primeira data de que se tem registro na produção de gim foi no início do século XVII, na Holanda. Mais tarde, a bebida chegou ao Reino Unido, levada pelos britânicos que formaram as tropas que lutaram na Holanda durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). “A bebida fez imenso sucesso no Reino Unido, em particular na Inglaterra, razão pela qual hoje é considerada a pátria do gim”, complementa o autor.


“O Reino Unido é um dos principais fabricantes de gim e a casa do gim tipo London gin”, afirma o autor.  Segundo ele, em 2014, existiam 202 destilarias registradas no estado, sendo 134 na Escócia, 61 na Inglaterra, seis no País de Gales e uma na Irlanda do Norte. Essa grande concentração de destilarias, diz ele, deve-se ao fato de as grandes empresas do setor terem optado por consolidar, na Escócia, as indústrias do uísque escocês, do gim e da vodca, obtendo uma maior economia de escala. Ele revela ainda que, em 2013, foram exportadas do Reino Unido 139 milhões de garrafas de gim de 750 ml.   


Ao traçar o panorama mundial da bebida, o autor mostra também que as Filipinas são o maior mercado de gim do mundo, com consumo de cerca de 50 milhões de caixas de 9 litros. Esse volume, diz ele, representa cerca de 40% de todo o mercado mundial de gim e o consumo doméstico é dominado pela produção local (98%). “A destilaria filipina San Miguel é, de longe, a marca mais importante, com produção de 22 milhões de caixas de 9 litros, equivalendo a 62% do mercado”, afirma o especialista.


Desconsiderando a situação das Filipinas, os Estados Unidos representam o maior mercado mundial de gim. Além de ser o maior importador de gim britânico, o país fabrica uma grande quantidade de marcas britânicas localmente. Em 2013, segundo a Gin & Vodka Association(GVA), 10,3 milhões de caixas de 9 litros foram vendidas no país. Já a Espanha tem o maior mercado consumidor de gim da União Europeia e é o terceiro maior no âmbito mundial. O consumo local é dominado por marcas nativas que representam 75% das vendas


Em sua análise sobre o mercado brasileiro, Amarante revela que o Brasil já teve mais marcas de gim do que hoje em dia. Em 1989, diz ele, as de melhor nível eram cinco. Em meados de 2016, a situação inverteu-se, só restando uma marca nacional razoável: Seagers. Por outro lado, segundo o autor, hoje é possível encontrar no país maior diversidade de gins importados. “No segundo semestre de 2016, na esteira do boom do gim, surgiram os primeiros gins premium de pequenos lotes produzidos no Brasil. Os pioneiros foram Arapuru, Draco e Virga”, conta o especialista.


No capítulo sobre o consumo da bebida, Amarante fala sobre os estilos de gim, as formas de consumo e os coquetéis clássicos. De acordo com o especialista, conforme a seleção e a mistura dos botânicos empregados, o gim apresenta determinado estilo ou personalidade. Os diversos estilos de gim podem ser divididos em sete grandes grupos classificados pela família aromática dos ingredientes utilizados em seus componentes botânicos ou pelo método de produção. “O gim pode ser apreciado de diversas formas, dependendo do clima, da ocasião ou da preferência pessoal”, afirma o autor.
 


Divulgação: Studio Graphico de comunicação