Manutenção da caixa de gordura pode evitar entupimento da tubulação

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O descarte incorreto do óleo de cozinha está entre as principais causas de obstrução do encanamento em bares e restaurantes, requerendo manutenção periódica. Nossos chamados emergenciais relacionados à falta de caixa de gordura ou manutenção dos pequenos tanques correspondem a 40% dos atendimentos.


A caixa de gordura é um componente do sistema de esgoto, que deve ser instalada na saída de água da pia e de máquinas de lavar louças e sua função é reter a gordura antes que esse resíduo vá para a tubulação e caia na rede pública, administrada pela concessionária de água e esgoto. A caixa funciona como uma espécie de filtro, que impede que a gordura siga adiante pela tubulação.


O mecanismo é bastante simples: a caixa de gordura é composta por um septo – uma divisória -, que separa duas estruturas. Nela, sempre fica represado um determinado volume de água. Quando a água suja, com óleo entra na caixa de gordura, o óleo boia, ficando retido na caixa, enquanto a água segue passagem. Quando o óleo esfria transforma-se em material sólido e, sem a caixa de gordura, fixa-se na tubulação. Com o passar do tempo, o acúmulo de rejeito reduz o espaço para a passagem da água até interrompê-la.


Embora a caixa de gordura tenha acesso fácil para limpeza, não é comum sua manutenção preventiva. Geralmente, somos chamados quando já existe o problema do entupimento e o serviço é emergencial. Em bares e restaurantes, a falta de manutenção preventiva pode implicar na paralisação das atividades e, consequentemente, na perda de renda, ainda que por um período curto de interrupção.


O indicado é que a manutenção da caixa de gordura, para evitar entupimentos, seja feita mensalmente em bares e restaurantes. O descarte também deve ser responsável. De acordo com a Sabesp, cada litro de óleo de cozinha que vai parar nos rios e represas tem potencial para contaminar 20 mil litros de água. O tratamento da água, assim como do esgoto encarece em face a esse tipo de poluição, o que acaba na conta do contribuinte. Isso sem contar o prejuízo ambiental à vida das espécies desses habitats.


Além da manutenção preventiva, alguns cuidados podem ser adotados rotineiramente. Ainda que o estabelecimento conte com a caixa de gordura, o óleo de cozinha nunca deve ser descartado no ralo. O ideal é colocar o excesso em uma bombona e destinar o material para a coleta seletiva ou a pontos de recebimento. Outro cuidado é o uso de ralos na pia. Geralmente os alimentos quentes são envolvidos em óleo, por isso a importância do uso do ralo, tanto para conter o resíduo sólido como para evitar a deposição da gordura.
 


Plínio Protásio é gerente de operações da desentupidora Roto-Rooter.