Mercado de vinhos em 2014

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Por Augusto Morellatto


Caros amigos, como de hábito, seguem a mais recente análise sobre o mercado de vinhos Importados em 2014.


Este mercado realmente é uma surpresa sempre, quando ainda lamentávamos sobre o resultado negativo de -3,22 em 2013 e uma desconfiança que não seria diferente, em 2014, ao menos até aqui, foi surpreendente a performance. Até aqui, o crescimento acumulado foi de 19,30% em valor e de 16,97% em volume, comparando com o mesmo período (1º semestre) de 2011. Eu mesmo, que atuo nesta atividade de Consultoria, entusiasmei-me com estes dados, pois já observava indícios de crescimento, mas não neste patamar.


Não acredito que o efeito de COPA, tenha sido o elemento motivador, mesmo porque, torcedor habitual não é consumidor deste perfil de produto. Creio mais na performance dos próprios empresários do setor, que estão diversificando suas opções e qualificando ainda mais seu portfólio de produtos. A infinidade de clientes finais adquirindo produtos no exterior, pode ser aqui traduzido como uma característica sistemática e consolidada, dado a quantidade de produtores médios e pequenos, apresentando aqui seus produtos, como um diferencial de estabelecer uma relação comercial sólida e consistente. Há um certo movimento, pequeno ainda, mais bastante pontual de principalmente restaurantes e enotecas que comercializam um volume considerável de garrafas, acima de 1.000 mês, buscar suas próprias marcas ou mesmo fechar parcerias com pequenos importadores, dado ao fato de que os mesmos serem mais ágeis, flexíveis, dinâmicos a apresentarem uma linha de produtos exclusivos, não deixando claro de ter as marcas mais comercialmente exponenciais. Observo que esta tendência irá crescer e avançar em ritmo acelerado, principal motivo desta observância, está principalmente no fato de que os grandes importadores, estares passando por momentos de grandes e contínua mudanças, sejam elas de gestão, saúde financeira, capital humano, mudanças de marcas e produtos e por que não, tambem de sucessão. Sabemos muito bem, que administrar um portfólio com mais de 600 tipos, não é nada fácil para qualquer empresa neste segmento.


Abaixo, o comportamento dos principais exportadores neste semestre, aqui só computado a N.C.M.: 2204.21.00 (vinhos finos).


* CHILE: Inacreditável a performance deste player, sozinho representou neste semestre 40,33% em Valor e de 48,08% em volume, quase a metade do mercado brasileiro. Mantém seu valor médio em USD 28,63 p/ CX/12, conseguindo desta forma serem mais atraentes economicamente que os exemplares argentinos em 25,22% de diferença. Por terem políticas mais voltadas a exportação, estabilidade cambial e econômica, consumo interno limitadíssimo e não sofrer interferências governamentais, como los Hermanos, ganham escala cada vez mais. Comparando os dados de 2013 (semestre) apresentam um crescimento de 31,61%


* ARGENTINA: Foi o exportador que apresentou o menor crescimento neste comparativo, apenas 8,45% de, representa 19,18% de Share Value e 18,26% em Volume. Um dado relevante é que na média os vinhos argentinos estão no mesma faixa em USD que os vinhos de Portugal e Itália. Desta forma, é compreensível o baixo crescimento, em um mercado altamente competitivo e que apresenta uma das maiores diversidades de mercado do mundo. Algo deve ser feito por lá, pois esta queda não é só aqui no Brasil, manifesta-se de forma epidêmica observado em todos os mercados globais.


* PORTUGAL: Em linha com seu posicionamento contínuo, neste semestre mantém sua participação de 12,50% em Valor e 11,72% em volume, com crescimento observado de 12,90% e custo médio de USD 36,42 p/ CX/12.


* ITÁLIA: Também com conformidade com sua já tradicional competitividade com Portugal, entre o 3º e 4º lugar, cresce a taxa de 9,04% em valor e queda de -4,34 em volume, evidenciando a queda vertiginosa da importação de vinho tipo Lambrusco, dado a novas políticas regionais na Itália e valoração do produto.


* FRANÇA: Diferentemente da performance do Les Bleus na COPA, aqui exige-se respeito. O custo médio dos vinhos franceses chegam a ser o dobro dos demais, exceto Espanha, na média USD 72,41 CX/12. E ainda apresentam crescimento de 14,48% em Valor e 11,56% em volume. Reconhecidamente vendem produtos de valor médio a alto agregado.


* ESPANHA: Segue sua trajetória de crescimento quantitativo, apresenta um índice de 16,37% em valor e de 21,03% em volume, com custo médio de USD 43,12 CX/12. Hoje com toda certeza, não há outra região que apresente melhor relação custo x qualidade.


* DEMAIS PAÍSES: No montante, representam apenas 5,12% de participação, apresentam também crescimento de 25,57% em valor e de 5,43% em volume.


PS. ANÁLISE DE MINHA INTEIRA E TOTAL RESPONSABILIDADE, ESTANDO PERMITIDO E LIBERADO PARA DIVULGAÇÃO, COMUNICAÇÃO E PUBLICAÇÃO NA INTEGRALIDADE, SEM ALTERAÇÃO DO CONTEÚDO ANALÍTICO ? ?