Nova geração de turistas chineses viaja mais e gasta mais

O sexto relatório anual do Chinese International Travel Monitor (CITM), elaborado pela Hoteis.com ™, revelou que os viajantes chineses gastam 28% de seus rendimentos, em média, em viagens internacionais. Porém, os que mais gastam são os nascidos nas décadas de 80 e 90, que destinam 35% para viagens.


O surgimento da chamada “more generation”, ou “geração mais” chinesa (em tradução livre para o português) identificada no relatório engloba viajantes chineses de todas as faixas etárias que viajam com mais frequência e por mais tempo, com o número de viagens e o número de dias por viagem aumentando no ano passado de 3 para 4 e de 5 para 7 dias, respectivamente. Os viajantes chineses também visitam várias cidades por viagem e mais de 80% disseram que não ficariam em uma única cidade.
 
Essa “geração mais” proporciona grandes benefícios para as economias globais. A China, por exemplo, recebeu 122 milhões de turistas internacionais em 2016 – 4% a mais do que em 2015 e um aumento de 74% em relação a 2011.
 
Apesar de indicadores fornecerem sinais de uma desaceleração na economia chinesa, o CITM desse ano aponta que os gastos com viagens aumentaram em todas as faixas etárias. Os chineses gastaram em média US$ 3.600 por viagem nos últimos 12 meses – mais de um quarto de sua renda – o que corresponde a um aumento de 4% em relação ao ano anterior.
 
Os viajantes chineses declararam a intenção de gastar 10% a mais em suas viagens nos próximos 12 meses. Além disso, dois terços dos millennials disseram que esperam gastar mais esse ano.
 
O valor médio gasto por dia também aumentou – 8% a mais do que em 2015 – com restaurantes, passeios e atividades de descanso e relaxamento que se mostram mais populares. Curiosamente, os gastos com  compras cresceram 35% em relação ao ano passado, indicando uma crescente sofisticação nas preferências de destinos procurados pelos chineses.
 
Já no Brasil, o que mais atrai os turistas são as praias. 32% dos chineses procuram conhecer as praias brasileiras, um númerosigfnificativo. Em outros locais do mundo, apenas 17% dos chineses querem conhecer atrações litorâneas. Além disso, o Brasil é um país bastante adepto à organização de grupos, pacotes de viagens e excursões, modelo que agrada os chineses. 23% dos turistas conhecem o país dessa forma, contra a média global de 17% em outros destinos.
 
Embora a Ásia ainda seja o destino mais popular (82% visitaram nos últimos 12 meses), o relatório do CITM identificou que as viagens de longo curso para a Europa e a América aumentaram em popularidade. O número de viajantes chineses que visitaram esses destinos nos últimos 12 meses aumentou 25% (Europa) e 11% (América) em relação ao ano anterior. Esses destinos foram particularmente populares entre os viajantes dos anos 80, com 42% visitando a Europa e 29% visitando a América no último ano.
 
Os viajantes chineses demostram para os próximos 12 meses um desejo de viajar ainda para mais longe do que antes – França, Estados Unidos  Canadá e  Alemanha, em comparação com seus rankings em 2016.
 
 Apesar de não estar listado entre os dez destinos mais populares, a América Latina se destacou como uma região atraente. Pesquisas mostram que os viajantes chineses que escolhem a região tendem a gastar mais. Além de serem viajantes frequentes, com uma média de nove viagens por ano, em comparação com uma média de quatro no geral, eles gastam mais US$ 5.600 por viagem contra US$ 3.600 em outros locais do mundo.
 
Destinos mais procurados por viajantes chineses para os próximos 12 meses, de acordo com o CITM:



Embora ainda tenha uma taxa de ocupação razoavelmente baixa de visitantes chineses, a América Latina apresentou um forte crescimento nos últimos 12 meses: 21%..
 
Abhiram Chowdhry, vice-presidente e managing director para Ásia-Pacífico e América Latina da Hotels.com, afirma que o potencial de crescimento no número de viajantes chineses e seu poder de gastos é enorme. “Nossa pesquisa identificou que o turismo chinês oferece grandes benefícios econômicos para muitos países no mundo todo. Consequentemente, é vital que os hotéis atendam às expectativas desse público e desenvolvam serviços inovadores”, diz Chowdhry.
 
O relatório identificou ainda que os hotéis têm investido nas redes sociais e em programas de marketing para atrair turistas chineses e, como resultado do aumento de gastos em marketing, os hotéis afirmam que o investimento em serviços para hóspedes chineses diminuiu, com apenas 4% gastando mais do que US$ 10.000 em comparação com 12% no ano passado.
 
O relatório identificou lacunas nos serviços oferecidos pelos hotéis comparadas com o que os hóspedes chineses esperam:


* Facilidades chinesas de pagamento em hotéis, como o Union Pay, ocupam o segundo lugar pelos consumidores, mas apenas 18% dos hotéis atualmente oferecem essas instalações. Na verdade, apenas 18% pretendem oferecer esse benefício nos próximos 12 meses;
* Hotéis com equipe fluente em mandarim ficaram em primeiro lugar segundo os viajantes, mas permaneceram baixos na lista para os hoteleiros, com apenas 17% atualmente oferecendo o serviço e 17% planejando nos próximos 12 meses;
* Os restaurantes chineses locais ficaram em quinto lugar na preferência dos viajantes, no entanto, apenas 7% da rede hoteleira atualmente oferece esse serviço. Apenas 13% pensam em oferecer esse benefício nos próximos 12 meses;
* Guias de viagem traduzidos ficaram em quarta posição, mas não são  prioridade para a rede hoteleira – 18% dos hotéis atualmente oferecem esse benefício e apenas 21% planejam investir nisso no futuro.


A pesquisa reúne dados de mais de três milviajantes internacionais chineses e quase quatro mil acomodações de parceiros globais da Hoteis.com com os próprios dados da Hoteis.com e outras pesquisas de terceiros.
 


Divulgação: JeffreyGroup Brasil