O cardápio adverte: “se beber, não dirija!”

O cardápio adverte: “se beber, não dirija!”


O aviso de “se beber, não dirija”, deverá constar nos cardápios dos estabelecimentos do Distrito Federal. É o que determina a Lei nº 4.633, sancionada em agosto do ano passado e que entra em vigor a partir de 23 de fevereiro.


A questão, abordada recentemente pelo Correio Braziliense, tem gerado polêmica entre os comerciantes, que, segundo a reportagem, têm considerado a medida desnecessária, sem falar nos custos de ter de refazer os cardápios. Imaginem um freguês que chega a um estabelecimento dirigindo seu carro e tem a intenção de beber.


Alguém acredita que o mesmo mudará de ideia simplesmente pelo fato de ler no menu a recomendação?
As pessoas já estão mais que cientes dos perigos de se dirigir sob o consumo de bebidas alcoólicas. Os alertas estão amplamente divulgados nos meios de comunicação.


Tirando o fato de o proprietário de um estabelecimento ser proibido de vender esse tipo de produto para menores de 18 anos, o comerciante não tem o poder de impedir que alguém tome posse da direção embriagado. O ato de beber e não dirigir deve partir da consciência de cada um, que por sua vez, deve se preocupar com a sua segurança e com a dos outros que fazem usos das vias.


Existem leis para punir os infratores e a fiscalização tem se ampliado. Embora, os maus condutores tenham utilizado as mídias sociais para driblar a blitz, divulgando a informação para outros “bebetoristas”, quer dizer, motoristas beberrões, sem levar em conta que o tal “jeitinho” possa também ajudar bandidos a driblarem uma possível abordagem policial.


Segundo o presidente do Sindicato dos Bares, Hotéis e Restaurantes do Distrito Federal – SINDOHBAR-DF, Clayton Machado, “o setor repudia tal ação, sendo que mais uma vez quem paga a conta é o empresário. O que falta é uma atenção e respeito maior do Estado para com aquele que paga impostos, inclusive para este tipo de campanha.


Se o Estado quer ser “babá” do cidadão, ele que pague os custos ao invés de repassá-lo, ou melhor, empurrá-lo para o setor produtivo. O setor já vem fazendo sua parte quanto a esta e a uma série de outras leis. Alguém, além do empresário, sabe quanto custa a impressão de novos cardápios para o cliente chegar e ler apenas aquilo que quer consumir? ”.  Mas, de qualquer forma, não custa lembrar: “se beber, não dirija!”, ou, “se for beber e dirigir, leia o cardápio antes!”.