Os padeiros de cada dia – Sábado (08/07) – dia do Panificador


Diniz quer ser chamado de padeiro. Daniel prefere panificador, porque “soa mais chique”. Já para Wellington, “tanto faz, o importante é exercer a profissão”. Nenhum deles sabia que, o entanto, que neste sábado, 8 de julho, é o Dia do Panificador. A verdade é que todo dia é de pão, e também de acordar muito, mas muito cedo.


Gerenciador de uma das padarias do supermercado Prezunic em Botafogo, Zona Sul do rio de janeiro, Diniz Martins da Silva, 49, acorda há 25 anos às 3h30 da manhã. Para chegar ao trabalho às 6h, ele pega dois ônibus. Às vezes, três, caso a linha de sua preferência atrase muito. “Tenho sempre um Plano B, para não perder a hora”, diz o padeiro, que mostra com certo orgulho o despertador do celular programado para as 3h30.


“Cheguei no Rio em 1989, vindo de Bananeiras, na Paraíba. Comecei a trabalhar em padaria por acaso, e me apaixonei pela profissão. Sou padeiro com muito orgulho, e graças ao pão de cada dia consegui sustentar minha família e formar duas filhas”, relata Diniz.


Já o panificador Daniel Ferreira dos Santos, 48, mora um pouco maios perto e acorda às 4h40 em ponto. Promovido há três meses, seu primeiro emprego na área foi no Prezunic, quando entrou como auxiliar de padaria e aprendeu o ofício. O interesse surgiu após assistir a um documentário sobre pães e se interessar pelo fenômeno da fermentação. “Aquilo me intrigou. Eu tinha outra profissão, mas gostei daquela história de fazer pães. Quando soube da vaga, me candidatei, fui contratado e aprendi tudo”.


Quem ainda está aprendendo é Wellington Barbosa, 26. O auxiliar está há seis anos na padaria do Prezunic, onde também começou do zero. Entre uma fornada e outra, ele sonha alto. “Quero ter minha própria boutique de pães”, diz o rapaz, que às 4h30 já está de pé.


Todos chegam diariamente às 6h na padaria do supermercado, onde preparam a primeira fornada, servida às 6h30 no café da manhã dos funcionários.


“Primeiro, servimos a nós mesmos”, observa Diniz. “É um orgulho para nós fazer parte, de alguma forma, da manhã de praticamente todas as pessoas. Acordar cedo, às vezes, é difícil, principalmente nesse tempo frio. Mas fazer e ganhar o pão de cada dia com alegria e honestidade não tem preço”.


Na padaria da loja de Botafogo, Diniz e sua equipe produzem cerca de 200 kg de pão por dia, incluindo pães doces, bolos, panetones e, principalmente, sonhos”.



Divulgação: Dom Comunicação