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Resultados de 2016 apurados entre 14 redes associadas seguem o cenário econômico negativo do país. Previsão para 2017 e 2018 é de retomada lenta
O desempenho da hotelaria no Brasil não alcançou as expectativas do setor em 2016. Mesmo recebendo mega eventos como os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, os números ficaram abaixo da média de 2015.
Estas informações fazem parte da quarta pesquisa anual “Perspectivas de Desempenho da Hotelaria” realizada pelo FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, junto aos associados. A amostra é composta por 14 redes hoteleiras distribuídas por 11 estados e no Distrito Federal. A pesquisa identificou as expectativas de variação de três indicadores – Taxa de Ocupação, Diária Média e Revpar – em algumas das principais cidades do país. As projeções anuais e semestrais levam em conta as perspectivas de fechamento de 2016 em comparação ao ano anterior e as expectativas para 2017 e 2018.
Expectativas para 2017 e 2018
Segundo Patrick Mendes, Vice-presidente de Estudos e Tendências do FOHB, “Espera-se uma retomada no mercado, ainda que lenta, a partir do próximo ano, com poucos investimentos, mas com ênfase na eficiência, produtividade e criatividade”. “As expectativas de 2018 preveem uma continuação do crescimento nos três principais indicadores de desempenho da hotelaria, devido à amenização da crise, às perspectivas de melhora da economia e às inovações do setor”, explica o executivo.
De acordo com a pesquisa, a expectativa dos associados do FOHB para 2017 é que ocorra uma estabilização dos números do setor, com a retomada lenta a partir do segundo semestre de 2017. O estudo prevê projeções de crescimento na Taxa de Ocupação, Diária Média e RevPAR em todas as cidades analisadas no estudo, exceto no Rio de Janeiro, por conta dos números mais elevados obtidos durante os Jogos Olímpicos em 2016.
Segundo as projeções do FOHB, até o final do ano que vem, deve ocorrer aumento de (2%) da Taxa de Ocupação, acompanhado pelo crescimento de (2,0%) na Diária Média e de (2,8%) no RevPAR, em comparação aos índices de 2016.
As perspectivas para 2018 também são otimistas. Em relação à Taxa de Ocupação, 72% das redes indicaram que esperam um desempenho superior ao esperado para 2017. Para a Diária Média, 93% apontaram aumento, e, para o RevPAR, todos os associados que participaram da pesquisa anual do FOHB sinalizaram para um cenário positivo.
Dados de 2016
Para Patrick Mendes, o impacto negativo da crise econômica no setor ficou acima das expectativas. “Mesmo as perspectivas mais conservadoras esperavam alcançar o mesmo patamar de 2015, que já não foi bom se comparado a 2014, mas isso não aconteceu. O cenário econômico foi duramente impactado pela crise política, o que afetou diretamente o setor turístico e hoteleiro do país”, afirma o Vice-presidente de Estudos e Tendências do FOHB.
De acordo com o FOHB, as previsões para o fechamento de 2016, em comparação ao ano anterior, apontam para uma estimativa de queda de (-2,7%) na Taxa de Ocupação e de (-0,7%) no RevPAR. O único indicador positivo é a Diária Média, que deve ficar com um aumento de (0,4%). As expectativas para o fechamento de 2016 são de quedas menos acentuadas no comparativo 2016-2015 levando em consideração as quedas de 2015-2014 (ano em que houve a realização da Copa do Mundo).
A pesquisa FOHB também fez uma estimativa do desempenho hoteleiro em 14 mercados brasileiros* para o fechamento de 2016, comparado com os dados do ano de 2015. O estudo aponta para queda de ocupação em quase todas as cidades analisadas. Em relação à Diária Média, os resultados são negativos para 9 dos 14 mercados. Sobre o RevPar de 2016, 11 dos 14 mercados devem apresentar resultados negativos.
* Mercados analisados: Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Jundiaí, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Grande São Paulo.
Divulgação: Cris Brito Assessoria