QAI: O controle e a saúde ocupacional

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<P><FONT size=3><STRONG>QAI: O controle e a saúde ocupacional</STRONG></FONT></P>
<P align=justify><IMG id=img_2136 ondragend="" title="[03g]&#10;&#10;" onclick=callThumb(this.value,2136,178,178) align=left src="http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_2136_1011121053.jpg" value="off">De acordo com a <STRONG>OMS ? Organização Mundial de Saúde</STRONG>&nbsp;- cerca de 45% da população mundial e cerca de 58% da população acima de 10 anos de idade faz parte da força de trabalho. Desta forma, a saúde do trabalhador e a saúde ocupacional são pré-requisitos para a produtividade e são de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico sustentável.<BR><BR>Ainda segundo a OMS, os maiores desafios para a saúde do trabalhador atualmente e no futuro são os problemas ligados às novas tecnologias de informação e automação, novas substâncias químicas e energias físicas, riscos de saúde associados a novas biotecnologias, transferência de tecnologias perigosas, envelhecimento da população trabalhadora, problemas especiais dos grupos vulneráveis (doenças crônicas e deficientes físicos), incluindo migrantes e desempregados, problemas relacionados com a crescente mobilidade dos trabalhadores e ocorrência de novas doenças ocupacionais de várias origens.<BR><BR>A saúde ocupacional é uma importante estratégia não somente para garantir a saúde dos trabalhadores, mas também para contribuir positivamente para a produtividade, qualidade dos produtos, motivação e satisfação do trabalho e, portanto, para a melhoria geral na qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade como um todo. Na atualidade, as organizações buscam aperfeiçoar-se através de modelos de gestão, incorporando conceitos de boas práticas.</P>
<P align=justify>Para Charles Domingues, consultor técnico da Bioquality Consultoria e Serviços, antes de falar sobre a saúde do usuário, ar condicionado e manutenção dos equipamentos, é preciso entender o termo<STRONG> "Síndrome Do Edifício Doente (SED)"</STRONG>, o mesmo usado para descrever situações de desconforto laboral e/ou de problemas agudos de saúde referidos pelos trabalhadores, que podem estar relacionados com a permanência no interior de alguns edifícios climatizados artificialmente. Refere-se à relação entre causa e efeito das condições ambientais observadas em áreas internas, e os vários níveis de alterações da saúde de seus ocupantes através de fontes poluentes de origem física, química e/ou microbiológica.</P>
<P align=justify><BR><STRONG><IMG id=img_2134 ondragend="" title="[01g]&#10;&#10;" onclick=callThumb(this.value,2134,178,178) align=left src="http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_2134_1011121010.jpg" value="off"><BR></STRONG>Domingues lembra que em 1982 a <STRONG>Organização Mundial de Saúde</STRONG> reconheceu a existência da <STRONG>Síndrome do Edifício Doente</STRONG>, e que a própria Portaria 3523/98 menciona em seu Art. 4º alínea i que Síndrome dos Edifícios Doentes consiste no surgimento de sintomas que são comuns à população em geral, mas que, numa situação temporal, pode ser relacionado a um edifício em particular.</P>
<P align=justify>Os edifícios climatizados artificialmente, projetados para oferecer conforto a seus ocupantes, no caso de uma manutenção inadequada, ou ausência da mesma, podem estar criando um ambiente que compromete a saúde humana. Diz-se que um edifício está "doente" quando cerca de 20% de seus ocupantes apresentam sintomas transitórios associados ao tempo de permanência em seu interior, que tendem a desaparecer após curtos períodos de afastamento. Em alguns casos, a simples saída do local já é suficiente para que os sintomas desapareçam. Desta forma, a qualidade do ar de ambientes interiores assumiu importante papel não só em questões relativas à Saúde Pública, como também no que diz respeito à Saúde Ocupacional.<BR><STRONG>Charles Domingues</STRONG><BR><BR>Segundo o Art. 7º Portaria nº 3.523/GM, de 28 de agosto de 1998, o PMOC&nbsp;- Plano de Manutenção, Operação e Controle do sistema de climatização deve estar coerente com a legislação de Segurança e Medicina do Trabalho. Os procedimentos de manutenção, operação e controle dos sistemas de climatização e limpeza dos ambientes climatizados, não devem trazer riscos à saúde dos trabalhadores que os executam, nem aos ocupantes dos ambientes climatizados.</P>
<P align=justify>"É importante frisar que o Brasil conta com empresas especializadas nesse tipo de manutenção assim como leis muito bem definidas, que possibilitam o usuário saber exatamente o que deve fazer e a que empresa procurar. Para garantir a qualidade do ar em ambientes climatizados o ministério da saúde publicou a Portaria 3.523/98, que estabelece uma rotina de procedimentos de limpeza em sistemas de refrigeração. Já a Resolução&nbsp;- RE nº 9, de 16 de janeiro de 2003, em seu item III&nbsp;- definições diz que: Para fins desta Orientação Técnica são adotadas as seguintes definições, complementares às adotadas na Portaria GM/MS n.º 3.523/98. Já em seu item VI (Avaliação E Controle), Resolução&nbsp;- RE nº 9, de 16 de janeiro de 2003, recomenda que sejam adotadas para fins de avaliação e controle do ar ambiental interior dos ambientes climatizados de uso coletivo as Normas Técnicas 001, 002, 003 e 004", informa Domingues.</P>
<P align=justify>Na visão de Mara Rosas de Brito, diretora da Ductbuster, é muito comum encontrar diversos usuários que se preocupam em manter suas unidades condicionadoras simplesmente funcionando, principalmente quando se trata de CPDs, onde existe a preocupação com o sistema da empresa que não pode parar.</P>
<P align=justify>"Poucos se atentam para condição de filtração, renovação do ar exterior e limpeza do sistema. Comum também é encontrar casa de máquinas apresentando condições completamente desfavoráveis para a boa qualidade do ar de interiores. Situação mais crítica por nós encontrada, refere-se a instalação climatizada em hospitais com split systems, que não permitem a renovação do ar exterior, funcionando apenas como um circulador de ar viciado. Poucos hospitais têm conhecimento da&nbsp; NBR 7256 da ABNT. Por que não citar a necessidade da formulação de uma Lei Estadual de acordo como a que já existe&nbsp; no Rio de Janeiro, Lei 4192 /2003, da obrigatoriedade da limpeza de todo o sistema no mínimo 01(uma) vez ao ano. O que é imprescindível, independentemente de lei e normas&nbsp; é a conscientização dos responsáveis para os problemas que podem causar um sistema sem a devida manutenção", esclarece Mara.</P>
<P align=justify><STRONG>Efeitos sobre a saúde<BR></STRONG>De acordo com o Dr Gustavo Silveira Graudenz, consultor em Qualidade do Ar e Saúde Ocupacional, os habitantes das grandes cidades gastam cada vez mais seu tempo dentro dos ambientes interiores. Os efeitos na saúde decorrentes da exposição à poluição intrínseca desses ambientes têm despertado interesse crescente do meio científico. ?Com o avanço da compreensão dos mecanismos responsáveis pelos efeitos na população, é possível aprimorar as estratégias para diagnosticar, controlar e prevenir as doenças relacionadas a situações adversas dos ambientes interiores. Essa revisão aborda algumas das apresentações clínicas e seus eventos desencadeantes das doenças relacionadas às edificações?, explica Graudenz.</P>
<P align=justify><STRONG><IMG id=img_2135 ondragend="" title="[02g]&#10;&#10;" onclick=callThumb(this.value,2135,178,178) align=left src="http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_2135_1011121031.jpg" value="off"><BR></STRONG>Ele diz que a forma relacionada com qualidade do ar e a preocupação com os poluentes dos ambientes interiores hoje são cada vez mais presentes em nossa realidade. No Brasil existem estudos demonstrando aumento do absenteísmo no trabalho, aumento no número de casos de problemas respiratórios, incluindo as alergias respiratórias e outras, em cerca de 30% dos usuários de ambientes climatizados, relacionadas à qualidade de nossos ambientes interiores. Atualmente o tema faz parte das principais agendas sobre sustentabilidade. Por exemplo, dentre os pré-requisitos para uma certificação pelo sistema LEED (Leedership in Energy and Environmental Design), adotados pelos Green Building Councils, estão os critérios mínimos de qualidade do ar para assegurar a preservação da saúde e da qualidade de vida dos usuários de edificações sustentáveis.</P>
<P align=justify><STRONG><BR><BR>Dr Gustavo Graudenz&nbsp;&nbsp;&nbsp; <BR></STRONG>Outro fato, revela Graudenz, que associa os dois assuntos é a importante influência do meio ambiente no aparecimento e manifestação das alergias. A alergia é uma doença classicamente relacionada com o modo de vida ocidentalizado das grandes cidades. Esse modo é notoriamente um tipo de vida entre paredes ou indoor, como especificado pela língua inglesa. Nos países desenvolvidos gasta-se mais de 90% do tempo em ambientes interiores. Essa característica faz com que os indivíduos fiquem mais tempo em contato com elementos mais comumente encontrados nos ambientes interiores. Quando esses elementos têm um efeito negativo na saúde chamamos de Poluição de Ambientes Interiores (PAI). Outra característica das sociedades desenvolvidas do ocidente é a ampla vacinação para doenças passíveis de prevenção, bem como o, não raro abusivo, uso de antibióticos. Essa ausência de desafios por bactérias e vírus deixaria o sistema imunológico desses indivíduos ?ocioso? e capaz de fazer reações desmedidas frente a agentes agressores irrelevantes. Essa é a chamada teoria da higiene. Os indivíduos atópicos (alérgicos) têm uma propensão de toda a mucosa respiratória (nome dado ao revestimento de seu sistema respiratório, que inclui olhos, nariz, traquéia, brônquios e alvéolos) a apresentar uma reação de defesa chamada de processo inflamatório ou simplesmente inflamação.</P>
<P align=justify>"Durante muito tempo achou-se que o aparecimento desses sintomas frequentemente encontrados nos funcionários de edifícios se dava exclusivamente devido à contaminação biológica dos sistemas climatizados. Entretanto pesquisas sistemáticas na busca de alérgenos (elementos causadores de alergia) caracterizaram o ambiente de escritório como pobre em alérgenos na maioria das pesquisas, incluindo em nosso meio. Então porque esses indivíduos são tão afetados nos ambientes climatizados? Um olhar mais cuidadoso sobre a questão mostra o atópico como indivíduo mais sensível para vários agentes agressores além da exposição a ácaros ou fungos, entretanto a resposta a estes agentes ainda é desconhecida. A escassez de informações nessa área deve-se à dificuldade inerente de conhecimentos em saúde humana, aliadas aos conhecimentos técnicos vigentes sobre sistemas de climatização. Na prática a dificuldade se dá pelo pouco ou nenhum contato entre o pesquisador médico e o pesquisador da área de engenharia", alerta Graudenz.<BR><BR>Ele lista alguns fatores que influenciam na avaliação de um edifício e seus contaminantes relativas à qualidade do ar, como por exemplo, as variações climáticas e geográficas, a ventilação artificial e a idade do mesmo:</P>
<P align=justify>- Variações climáticas e geográficas: As queixas relativas à qualidade do ar podem ser substancialmente diferentes em diferentes localidades como Porto Alegre (RS), Manaus (AM) e Brasília (DF). As variações de temperatura e umidade do ar do Sul contrastam com o clima seco do Centro?Oeste e com as altas temperaturas e umidade do Norte. As edificações devem ser adaptadas ao tipo de clima na região, o que nem sempre acontece, por exemplo, em empresas que têm filiais em diferentes localidades e desejam ter o mesmo padrão de edificação.</P>
<P align=justify>- Ventilação artificial: A prevalência de sintomas de mucosa relatada em análise abrangendo estudos mostra um excesso de 50% de sintomas de irritação de mucosa em locais com sistema de condicionamento de ar. A prevalência de sintomas é maior em edifícios com uma taxa de renovação de ar menor que 10 litros por segundo por pessoa, provavelmente devido à dificuldade de remoção dos poluentes internos. </P>
<P align=justify>- Idade do edifício: Neste aspecto, os edifícios são semelhantes aos seres humanos, isto é, alguns problemas são mais comuns de acordo com a idade. Os prédios mais novos podem apresentar problemas relacionados à emissão de materiais químicos (compostos orgânicos voláteis) ou devidos aos testes e avaliações iniciais do sistema de ar condicionado. Estudos identificaram que imediatamente após a entrada em operação, os materiais de construção e mobiliário liberam grandes quantidades de vapores danosos, umidade da construção e bastante material particulado, prejudicando a qualidade do ar. Este período ocorre nos primeiros 6 a 12 meses. Com o passar do tempo, o envelhecimento dos equipamentos, o desbalanceamento do sistema do ar condicionado, o acúmulo de pó nos carpetes, o acúmulo de sujeira nos filtros e equipamentos, geram a emissão de outros poluentes danosos à saúde. Já os prédios mais antigos estão mais propensos à contaminação biológica por fungos, bactérias, algas, protozoários etc? O risco de contaminação biológica é significativo após oito anos de existência em condições ambientais propícias.</P>
<P align=justify>"Todas as leis, todas as normas de boas práticas de engenharia e mesmo os caminhos da sustentabilidade buscam reduzir ou controlar o impacto negativo sobre a saúde decorrente da crescente permanência em ambientes interiores. Entretanto, os estudos sobre o impacto na saúde decorrente da Poluição dos Ambientes Interiores (PAI) revelam que os usuários têm perfis de resposta diferentes. Existem diferenças entre homens e mulheres, velhos, crianças e adultos. Mesmo diferentes doenças afetam na percepção da qualidade do ar ou são determinantes no aparecimento das doenças relacionadas às edificações. É um campo relativamente novo com muitas perguntas a serem respondidas, mas a emergência de grupos profissionais multiprofissionais bem qualificados são a tendência atual tanto na pesquisa quanto na oferta de serviços qualificados de melhor eficiência", alerta Graudenz.</P>
<P align=justify>Paulo Cézar S. Garcia, diretor da Ambientech Tecnologia Ambiental, acrescenta que contrapondo os benefícios à qualidade de vida que seriam auferidos com a manutenção da boa qualidade do ar, a falta de manutenção e controle da qualidade do ar em ambientes climatizados causa malefícios, além da ocorrência de doenças respiratórias e alergias diversas, a redução da produtividade no trabalho, ao submeter os indivíduos a situações de desconforto físico e dificuldades respiratórias; aumento do absenteísmo ao trabalho, devido à maior incidência de doenças respiratórias; aumento dos gastos com&nbsp; saúde pública, na medida em que os ambientes climatizados de prédios comerciais e residenciais são focos disseminadores de poluentes e de doenças infecciosas.<BR><BR>"A ocorrência da Legionella Pneumophila, por exemplo, que causa uma forma severa de pneumonia, tem sido documentada com mais frequência em torres de água de resfriamento onde, na ausência de um tratamento adequado, as condições são favoráveis ao crescimento microbiológico. Pequenas gotículas de água ou aerossóis arrastados destas torres podem atingir as tomadas de ar externo dos sistemas de climatização e contaminá-las com este e outros microrganismos", aponta Garcia.</P>
<P align=justify><STRONG>Higiene ocupacional</STRONG></P>
<P align=justify>O ar condicionado é um bem muito importante para o conforto das pessoas em cada ambiente e para proporcionar a qualidade deste ar é necessária a manutenção adequada, fundamental à saúde, e os cuidados começam na instalação e seguem com a manutenção.<BR><BR>Reproduzindo parte de um parágrafo da Portaria 3523/GM, a manutenção da boa qualidade do ar tem influência direta na saúde, bem-estar, conforto e produtividade dos ocupantes dos ambientes climatizados, ou seja, com a qualidade de vida destes indivíduos.</P>
<P align=justify>"Os setores relacionados à saúde e higiene ocupacional das empresas estão começando a se envolver mais com o assunto, reforçando a compreensão e participação nos cuidados com a qualidade do ar. Para controle da Legionella, por exemplo, deve-se cuidar inicialmente das fontes primárias externas de contaminação, tais como as torres de água de resfriamento, utilizando um tratamento com biocidas específicos e evitando-se o acúmulo de lama nestes sistemas. Internamente, no sistema de climatização, os cuidados devem ser direcionados para as ?bandejas de condensado? das máquinas de ar condicionado, onde a presença de água e nutrientes absorvidos do ar favorece a formação de biofilme e o crescimento desta bactéria. A aplicação de um tratamento contínuo para higienização destas bandejas de condensado, com o uso de pastilhas contendo os agentes de limpeza, é o procedimento mais eficiente para evitar a presença de Legionella", orienta Garcia.</P>
<P align=justify>Sobre a instalação do sistema de climatização, Domingues recomenda que seja feita por profissional especializado para que faça as adequações e ajustes necessários para proporcionar o melhor ar, com o ambiente mais adequado e a melhor sensação térmica. Segundo ele os cuidados necessários com a qualidade de ar refletem diretamente na saúde, bem-estar, conforto, assim como na melhoria da produtividade quando em ambiente de trabalho, pois minimiza as interrupções, devido a problemas&nbsp; ocupacionais e dessa forma possibilita o aumento da produtividade, reduzindo os custos com ausência de profissionais, riscos de doenças dentre outros.<BR><BR>"Mais do que cumprir a legislação existente, é questão de sustentabilidade a existência de um ambiente de trabalho seguro e saudável. Cada pessoa respira em torno de 10.000 mil litros de ar por dia, o ar condicionado é um bem muito importante para o conforto das pessoas em cada ambiente e para proporcionar um clima agradável para todos é necessária a manutenção adequada, pois o ar que respiramos é fundamental para nossa saúde e como já dissemos os cuidados começam na instalação e seguem com a manutenção. A legislação brasileira é bastante clara em relação a qualidade de ar em ambientes climatizados artificialmente.É sempre interessante mencionar que ar condicionado bom é ar condicionado limpo, higienizado e com a sua qualidade controlada por intermédio de laboratórios especializados e certificados assim como a manutenção deve ser realizada por empresas especializas, ambos seguindo as legislações vigentes?, esclarece o consultor da Bioquality.</P>
<P align=justify>O diretor da Ambientech acrescenta que a Portaria GM/MS N.º 3523, de 25 de Agosto de 1998, determina que para sistemas de climatização com capacidade acima de 5 TR (60.000 BTU/h) é necessário implantar um Plano de Manutenção, Operação e Controle ? PMOC. Este plano estabelece atividades e periodicidade, coerentes com a Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho, destinadas a manter condições adequadas de limpeza, manutenção, operação e controle de todos os componentes do sistema de climatização. No artigo 5º desta Portaria, são enfatizados os cuidados com a limpeza do sistema, visando a prevenção de riscos à saúde dos ocupantes.Já a Resolução ANVISA ? RE N.º 9 de 16 de Janeiro de 2003, estabelece os padrões referenciais da Qualidade do Ar Interior e a periodicidade semestral de avaliação desta qualidade em ambientes climatizados, complementando as medidas básicas definidas na Portaria GM/MS N.º 3523.<BR><BR>"Adicionalmente, esta resolução especifica as taxas de renovação do ar nos ambientes, as classes de filtros para os condicionadores e tomadas de ar exterior e a periodicidade dos procedimentos de limpeza dos componentes do sistema de climatização conforme o Quadro 1", informa Garcia.<BR><IMG id=img_2137 ondragend="" title="[04g]&#10;&#10;" onclick=callThumb(this.value,2137,300,358) src="http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_2137_1011121122.jpg" value="off"></P>
<P align=justify>Leonardo Cozac, diretor da Conforto Engenharia Ambiental, informa ainda que os sistemas devem ser limpos periodicamente e este tempo deve ser definido em função de cada sistema, em função do tipo de uso e localidade.<BR><BR>"A Resolução 09 de 16/01/2003 da ANVISA define periodicidades mínimas para alguns componentes. A ABNT NBR 15.848:2010 define ainda parâmetros e procedimentos para definição da necessidade de limpeza de dutos de ar condicionado. Tudo isto proporciona às instalações climatizadas maior rendimento do sistema, economia de energia, vida útil dos equipamentos, aumento de produtividade dos usuários, diminuição de absenteísmo e diminuição de custos médicos", conclui Cozac.</P>
<P align=justify><STRONG>Filtragem</STRONG></P>
<P align=justify>Nos sistemas de ar condicionado são encontradas condições propicias para a proliferação de microorganismos, alguns nocivos para a saúde humana. Temos além do pó atmosférico retido nas serpentinas e dutos do ar condicionado, umidade e temperatura que facilitam esta proliferação.<BR><BR>A filtragem do ar novo que entra para oxigenação dos ambientes climatizados evitará a sujeira nos dutos e nas serpentinas e a filtragem após a mistura do ar novo com o ar de retorno evitará a propagação da contaminação gerada dentro dos ambientes climatizados.</P>
<P align=justify>"Os filtros deverão ser aplicados segundo o projeto do sistema de climatização e seguindo normas que regem sua aplicação. Os filtros de superfície expansível (tipos plissados ou tipo bolsa) com meio filtrante sintético são os mais recomendados, pois, além de não haver a liberação de partículas de fibras dos elementos filtrantes, eles possuem uma maior área filtrante proporcionando uma maior retenção e acumulação de pó com maior vida útil e menor perda de carga para o sistema", orienta Jerson Alves de Oliveira, diretor comercial da Filtracom.</P>
<P align=justify>Flávio Augusto Valle do Nascimento, gerente de marketing e vendas da TROX Brasil, diz que primeiramente é importante enfatizar três partes que são: Parte 1- Projeto das instalações; Parte 2: Parâmetros de conforto térmico; e Parte 3: Qualidade do Ar Interior, segundo a ABNT ? NBR 16401.</P>
<P align=justify>Na parte 3 no capítulo 6 ela tem como assunto&nbsp; "filtragem". Neste capítulo é mencionado que: "O sistema de ar-condicionado deve filtrar continuamente o material particulado trazido pelo ar exterior e os gerados internamente e transportados pelo ar recirculado, a fim de:</P>
<P align=justify>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ? Reduzir a acumulação de poluentes nos equipamentos e dutos do sistema.</P>
<P align=justify>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ? Contribuir para reduzir sua concentração de poluentes no recinto a níveis aceitáveis.</P>
<P align=justify>Na sequência ela fala da classificação dos filtros. Esta parte da NBR adota a classificação de filtros da EN 779, que determina a eficiência dos filtros grossos por ensaio gravimétrico com poeira padronizada e a eficiência dos filtros finos em relação à retenção de partículas de 0,4 &#956;m produzidas por dispersão de aerossol líquido (DEHS). A classificação dos filtros deve ser determinada conforme procedimento de ensaio estipulado na EN 779, por laboratório devidamente aparelhado e aceito pelo contratante, e tal ensaio deve ser realizado nos filtros finalizados (montados), não somente no meio filtrante.&nbsp; As classes de filtros e a respectiva eficiência média estão estipuladas na Tabela 4 da Norma, conforme o Quadro 2.<BR><IMG id=img_2138 ondragend="" title="[05g]&#10;&#10;" onclick=callThumb(this.value,2138,300,301) src="http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_2138_1011121143.jpg" value="off"></P>
<P align=justify>Ela continua com os níveis de filtragem e mínima para as diversas aplicações comuns e também nos fornece como deve ser a filtragem do ar exterior, na Tabela 5 que dá a classe de filtragem, conforme o Quadro 3.<BR><IMG id=img_2139 ondragend="" title="[06g]&#10;&#10;" onclick=callThumb(this.value,2139,300,511) src="http://guiagphr.com.br/Imagens/galeria_2139_1011121204.jpg" value="off"></P>
<P align=justify>"Exposto isso, posso complementar que existem os problemas já largamente discutidos de Síndrome Dos Edifícios Doentes, onde os ocupantes acabam por manifestar doenças relacionadas com edifícios (febres, pneumonias, resfriados) por exposição a um agente interno e comprovados por diagnóstico médico. Esta contaminação pode ser proveniente do ar externo ou do ar interior, aliado a isto temos um grande vilão nas nossas máquinas de ar condicionado que são as serpentinas e bandejas de condensado que podem ser um ?criadouro? de microorganismos que desencadeiam estes sintomas acima citados. Lembro que nas serpentinas / bandejas poderemos ter a proliferação de&nbsp; algas, fungos, etc. , além de sua disseminação e aerosolização pelo sistema de ar condicionado", explica Nascimento. </P>
<P align=justify>Segundo ele, isto poderia ser evitado ou minimizado se as serpentinas possuíssem lâmpadas germicidas corretamente selecionadas que impediriam que se formassem na serpentina estes biofilmes que geram todos estes problemas.</P>
<P align=justify>"Os filtros entram exatamente aí, para impedir que estes microorganismos, sejam de contaminação externa ou interna, se propaguem pelo ambiente. Lembro que quando falamos em limpeza de dutos, perguntamos de onde veio esta sujeira? Se tivermos filtros corretamente selecionados poderemos ter sistemas muito mais limpos. Assim, filtros corretamente selecionados e aplicados proporcionarão uma qualidade do ar interior muito melhor e como consequência uma condição de saúde muito superior", finaliza.</P>
<P align=justify><STRONG>&nbsp;Normas e Legislações para referências</STRONG> </P>
<P align=justify><STRONG>Nacionais</STRONG><BR>- NBR 16.401/08 ? Projetos de Ar Condicionado<BR>- NBR 16.401 ? Sistemas de ar condicionado e ventilação ? Projetos de ar condicionado<BR>- NBR 14.679/01 ? Sistemas de condicionamento de ar e ventilação ? Execução de serviços de higienização<BR>- NBR 15.848 ? Sistemas de ar condicionado e ventilação ? Procedimentos e requisitos relativos às atividades de construção, reformas, operação e manutenção das instalações que afetam a Qualidade Do Ar Interior (QAI)<BR>- Portaria 3.523/98 do Min. da Saúde<BR>- Resolução 09/03 da ANVISA<BR>- NBR 13.971 ? Manutenção programada</P>
<P align=justify><STRONG>Internacionais<BR></STRONG>- Ashrae Standard 62.1-2010 ? Ventilation for Acceptable Indoor Air Quality<BR>- Indoor Air Quality Guide Summary Guidance (gratuito)<BR>- Standard 189.1-2009 (Standard for the Design of High-performance, Green Buildings)</P>
<P align=justify><STRONG>Autora:</STRONG> Ana Paula Basile Pinheiro – editora da revista Climatização &amp; Refrigeração</P>