
No ano mais atípico do século, a pandemia transformou muitos processos que há pouco tempo dávamos por fracassados. A expressiva ascensão dos QR codes está na lista de tecnologias que foram descartadas por muitas empresas nos últimos anos, mas que durante a pandemia, dado a necessidade de tecnologias contactless, voltam ao mercado ocidental com potencial promissor nos setores de turismo, restaurantes e outros.
Ainda antes do impacto global da Covid-19, os QR codes foram considerados tentativas falhas de estratégias de marketing, visto o uso indevido dos códigos em campanhas e demais serviços. Em um dos artigos para Forbes, em 2012, o colunista Ilya Pozin chegou a afirmar a possibilidade dos QR codes desaparecerem, uma vez que suas aplicações não apresentavam resultados significativos. Mas, o jogo virou e os QR codes reaparecem em 2020 com sucesso por parte de seus usuários.
Uma pesquisa da Panorama Mobile Time/Opinion Box mostrou que quase metade da população brasileira já realizou alguma transação financeira via QR codes, em um salto de crescimento de 35% para esses 48% nos últimos seis meses.
E o que justificaria esse reaparecimento dos ‘Quick Responses’? A necessidade de manter consumidores ativos e, ao mesmo tempo, garantindo a segurança de colaboradores e clientes, em todas as transações, intensificou a urgência de tecnologias que reduzem o contato físico e garantem a eficiência do relacionamento entre empresas e consumidores.
Os QR codes abrem portas para uma infinidade de conteúdo que o cliente pode usufruir, desde a realização de check-ins online, apresentação de cardápios digitais, e até a finalização de pagamentos e pedidos em modo 100% touchless. É de suma importância comunicar aos consumidores quais são as possibilidades acessíveis no seu hotel que garantem essa experiência interativa e segura.
Pode-se notar um aumento significativo de até 50% na procura por room service em hotéis que contam com sistemas que facilitam pedidos via QR codes e demais tecnologias de interatividade.
Podemos dizer que os QR codes voltaram para ficar? Como mostram os dados, o que já é notável é o grande aumento do uso deste recurso, comparado ao do início de 2010, quando era necessário instalar um aplicativo de reconhecimentos dos quadradinhos negros, um processo obsoleto neste ano. Agora, a leitura dos QR codes tornou-se muito mais dinâmica e eficiente, em virtude das atualizações feitas nas câmeras de smartphones, conseguindo convencer os mais resistentes a essa tecnologia.
Hoje, os hóspedes buscam diretamente essas facilidades quando adentram o hotel, pois já estão familiarizados com os recursos disponíveis, presentes em supermercados, aeroportos e outros ambientes de grande fluxo de pessoas. Os usuários entenderam o real propósito desse serviço e tornaram-se codependentes dessa tecnologia.
Mesmo que neste ano introduzir tecnologias de interatividade não foi prioridade para o seu hotel, o ano de 2020 provou que é imprescindível abraçar a transformação digital que vivemos mundialmente, não apenas em decorrência dos protocolos de segurança exigidos, mas em busca de uma conexão cada vez mais real e responsiva com o cliente.
Matheus Quincozes é CEO da Vega I.T. – (41) 3204-0300 – https://vegait.com
FONTES:
Forbes: https://www.forbes.com/sites/ilyapozin/2012/03/08/are-qr-codes-dead/#534a9ecb1033
Adobe: https://spark.adobe.com/make/topic/covid/back-to-business/
Tecmundo: https://www.tecmundo.com.br/mercado/204832-metade-brasileiros-pagou-qr-code-celular.htm