Rio quente resorts alcança sustentabilidade com produção própria de alimentos

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Wesley Marques (lider de produção de alimentos) à direita e parte de sua equipe. O centro emprega 80 pessoas.


Falar em destino em si mesmo é quase redundante quando se visita o Rio Quente Resorts, no coração do Estado de Goiás. O complexo, com oito hotéis, oito piscinas termais e que recebe por ano uma média de 1.5 milhão de pessoas em seus 1.3 mil apartamentos tem motivos de sobra para usar e vender esse conceito de lugar que se justifica por si só: além de manter os hóspedes ocupados em dezenas de atividades lúdicas, esportivas e sociais o resort  montou o Centro de Produção e Distribuição de Alimentos (CPDA) que, como o  nome mesmo diz, abastece os resorts do cerrado garantindo alimento de qualidade e com procedência muito bem definida.


“Chegamos ao segundo ano com algumas vitórias (o centro foi inaugurado em 2013), pois hoje já conseguimos oferecer 90% de tudo o que se consome nos resorts, com quase toda a produção saída daqui”, afirmou ao DIÁRIO a gerente de experiência em alimentos e bebidas Bianca Martins.


Ocupando uma área de cinco mil metros quadrados, o CPDA divide-se em departamentos de pré-preparo, cozinha, panificação, embalagens e expedição, emprega 80 pessoas e tem capacidade para oferecer até 15 mil refeições por dia.


“Em períodos mais tranquilos, oferecemos suporte para até 3 mil refeições por dia. Em feriados e datas especiais e em alta estação esse número chega a 7 mil”, quantifica Bianca.



Bianca Martins: gerente de alimentos e bebidas do CPDA no Rio Quente Resorts (Foto: DT)


Expansão


“Esta é a maior estrutura de cozinha central que  a América Latina possui em um resort. É uma estrutura bastante inovadora pois garante segurança alimentar, controle de produção, bem como aumento de produtividade. Estamos com projetos de expansão para iniciar o fornecimento à comunidade (Rio Quente e Caldas Novas) da produção excedente”, afirma Ana Luiza Masagão, diretora de experiência, marketing e vendas do grupo hoteleiro. Acrescenta Ana que os estudos de mercado e todos os procedimentos para regular essa expansão do centro já estão bem adiantados.


A nutricionista Bianca informa que 80% dos equipamentos utilizados em sua cozinha industrial são importados, o que garante precisão na entrega, que precisa ser em escala, sem, evidentemente, perder a qualidade.



O CPDA divide-se em departamentos de pré-preparo, cozinha, panificação, embalagens e expedição (Foto: DT)


“Os hotéis do complexo recebem produtos com mais qualidade no sabor e nas condições de conservação. Temos equipamentos de resfriamento e duas técnicas de conservação, o sous videe o cook and chill. Essas técnicas de conservação de alimento pré-cozidos garantem mais sabor aos alimentos, e produção padronizada, além de uma economia de energia, pois trabalhamos em escala”, afirma a técnica.


Ainda, segundo ela, pelo método de sous-vide, os alimentos são cozidos em sacolas plásticas, seladas a vácuo em baixas temperaturas, por um tempo maior do que o tradicional. “Esse processo realça o sabor e mantém a textura dos alimentos. Já o cook and chill é a técnica de aumentar a validade dos alimentos. Mantém a qualidade dos ingredientes e economiza tempo no preparo”, explica a nutricionista”, explica.


O complexo do Rio Quente possui hoje nove restaurantes, pizzarias, bares e cafés, todos atendidos pelo CPDA. “O transporte dos alimentos são feitos por nossos veículos refrigerados e acondicionados da forma mais funcional possível para a otimização da operação. Todos os produtos saem embalados do centro de alimentos e com código de barra para controle tanto qualitativo como quantitativo.



O CPDA é a maior estrutura de cozinha central que a América Latina possui em um resort: segurança alimentar, controle de produção,
bem como aumento de produtividade (Foto: DT)


Sobre o Rio Quente Resorts:  www.rioquenteresorts.com.br



Fonte: Diario do Turismo